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    'Assaltantes frios', diz delegado sobre quadrilha que assaltou Uber

    Motorista foi feito refém e ficou preso no porta-malas do carro em que trabalhava para a empresa de transporte particular

    Os presos também responderão por receptação de produtos roubados | Foto: Marcelo Cadilhe

    Manaus - "Eles são assaltantes frios e se não tivéssemos chegado a tempo eles teriam matado o motorista", a declaração é do titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Ayslan Marques, durante a apresentação do resultado da Operação Desapega que prendeu uma quadrilha de cinco pessoas, responsável por roubar um motorista da Uber e mantê-lo refém no porta-malas do próprio carro. Os presos também responderão por receptação de produtos roubados.

    O delegado Ayslan Christennes Marques explicou como a quadrilha atuava
    O delegado Ayslan Christennes Marques explicou como a quadrilha atuava | Foto: Marcelo Cadilhe

    De acordo com o delegado, as investigações eram, inicialmente, a respeito de uma organização criminosa que aplicava golpes em pessoas que vendiam produtos pela internet. Os carros usados para ir a casa das pessoas eram roubados.

    "Eles agendavam encontros com essas pessoas e, chegando ao local, rendiam as vítimas, roubavam todos os equipamentos da residência e depois abandonavam o veículo usado no crime" explicou Ayslan.

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    Ainda segundo o delegado, os carros da Uber eram roubados e utilizados pelo casal Hudson Araújo Rego, de 24 anos, e Samila Monique Castro Silva, de 25. Os dois foram presos, em flagrante, em uma casa no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus. "Eles utilizavam a residência para guardar uma parte dos equipamentos que eram roubados das casas", diz o delegado. 

    As armas eram utilizadas para fazer os roubos aos veículos e render os moradores que anunciavam produtos
    As armas eram utilizadas para fazer os roubos aos veículos e render os moradores que anunciavam produtos | Foto: Marcelo Cadilhe

    A quadrilha era comandada por um homem, identificado como José Wilkson Cunha da Silva, o "Big Loiro", que está preso na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) na Zona Leste da capital. Big Loiro organizava equipes e selecionava as casas e produtos que deveriam ser roubados, tudo isso de dentro do presídio. De posse das informações, o criminoso entrava em contato com as vítimas, negociava os produtos e marcava um encontro com os anunciantes.

    A ordem para assaltar o motorista da empresa de transportes também partiu da cadeia. Big Loiro teria solicitado o carro para o trio cometer o assalto. O delegado diz que, em depoimento o motorista revelou não desconfiar de nada no momento que aceitou a corrida pois os rapazes que solicitaram estavam bem vestidos e não levantavam suspeitas. "Ele disse que não imaginava que seria vítima porque quando chegou para pegar o passageiro ele estava calma", revelou.

    O carro roubado do motorista da Uber seria utilizado para praticar roubos em residências
    O carro roubado do motorista da Uber seria utilizado para praticar roubos em residências | Foto: Marcelo Cadilhe


    Um dos assaltantes do motorista, identificado como Francisco Júnior, foi preso em flagrante por associação criminosa e roubo majorado. Com Francisco estavam dois adolescentes, que também foram apreendidos em flagrante. Eles foram responsáveis por render o motorista e roubar todos os seus pertences, incluindo a aliança de casamento da vítima. Porém, Francisco nega que tenha sido violento com o motorista e se diz arrependido pela participação no roubo. "Se pudesse voltar atrás não teria ido, estou arrependido", revelou. 

    Após o término dos trâmites legais na delegacia, os presos serão levados para audiência de custódia no Fórum Henoch Reis, no São Francisco, Zona Sul da capital. Já os adolescentes serão conduzidos à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), na Alvorada, Zona Oeste.


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