Fonte: OpenWeather

    PSL


    'Trabalharei para unificar a bancada do Amazonas', diz Pablo Oliva

    Em entrevista ao EM TEMPO, o parlamentar fala sobre os planos de consolidação do PSL no Estado

    Pablo diz que decidiu se candidatar a deputado federal porque sonha com uma bancada unida, que lute pelos interesses do Estado
    Pablo diz que decidiu se candidatar a deputado federal porque sonha com uma bancada unida, que lute pelos interesses do Estado | Foto: Ione Moreno

    Cumprindo determinação da executiva nacional do Partido Social Liberal (PSL), que visa fortalecer a participação da sigla nas próximas eleições, o deputado federal eleito Pablo Oliva assumiu a presidência estadual do PSL na última semana.

    Em entrevista ao EM TEMPO, o parlamentar fala sobre os planos de consolidação da legenda no Estado e afirma que os amazonenses podem esperar um trabalho forte entre a bancada amazonense na Câmara dos Deputados e o governo federal.

    Pablo diz que decidiu se candidatar a deputado federal porque sonha com uma bancada unida, que lute pelos interesses do Estado, e afirma que essa será uma de suas missões em Brasília

    EM TEMPO – Além do mandato como deputado federal, o senhor assumiu a presidência estadual do PSL. Como essa decisão foi tomada?

    Pablo Oliva – Essa foi uma mudança da executiva nacional em todos os estados do Brasil onde houveram parlamentares e políticos eleitos pela legenda. O PSL elegeu representantes em 20 estados da federação e em muitos deles não estavam à frente do partido.

    O presidente da executiva nacional optou, então, por colocar esses parlamentares eleitos na linha de frente das executivas estaduais. Como já estamos visando às próximas eleições, precisamos que o presidente do partido integre capital e força política aos próximos candidatos.

    A intenção é dar força e rigidez à legenda para que possa competir bem nos próximos pleitos.

    EM TEMPO – De que maneira pretende dar início a esse processo de fortalecimento da sigla no Amazonas?

    P.O. - O melhor capital de um partido são as pessoas, então a primeira coisa que iremos fazer é aumentar o número de filiados e estender a atuação do partido em todo o Estado. Temos gente de bem e interessada em contribuir com a nova política, o que implica também em mudar a política local. Não basta ter um novo presidente; é preciso que tenhamos novos vereadores, prefeitos, novas lideranças dentro do Amazonas.

    EM TEMPO – O senhor fez a campanha toda juntamente ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Como será feito o trabalho com o governo federal em relação à viabilização de pautas prioritárias do Estado?

    P.O. – Os amazonenses podem esperar um trabalho forte com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, onde traremos a atenção que a capital e municípios do interior não tiveram do governo federal nos últimos anos.

    EM TEMPO – No último pleito, os eleitores escolheram representantes vinculados às forças da segurança pública, como o senhor, que é delegado, e o Capitão Alberto Neto. Como enxerga esse panorama? O senhor acredita que esse cenário se dá em decorrência do caos em que se encontra a segurança pública?

    P.O. – No Congresso Nacional como um todo, temos mais de 130 representantes da segurança pública. O nosso eleitor acredita nesses nomes e quer que cheguem ao poder para mudar a realidade do dia a dia. Não basta prender corruptos; a política tem que mudar a nível local também.

    A população confiou nesses parlamentares, e é nosso dever fazer com que o país mude. Tive conversas com o ministro Sérgio Moro e com pessoas que irão trabalhar diretamente na segurança e defesa do país e acredito que iremos passar por tempos melhores agora.

    EM TEMPO – Levando em consideração o número de representantes vinculados à segurança pública e o trabalho do ministro Sérgio Moro, é possível dizer que já existe um plano de ação nas fronteiras do país?

    P.O. – O ministro vai trabalhar de maneira macro na segurança e combate à corrupção, mas ele acredita que é preciso combater os pequenos crimes. Para isso, precisamos dar estrutura e condições de trabalho ao policial, além de guarnecer as fronteiras.

    Há um plano de segurança pública sendo traçado juntamente aos militares. Atualmente, o país não possui um plano de defesa das fronteiras.

    O Brasil tem mais de 15 mil quilômetros de fronteiras, então precisamos de um trabalho forte. Precisamos de acordos com países vizinhos, reestabelecendo relações de trabalho conjunto.

    EM TEMPO – Que tipo de ação será prioritária quando assumir efetivamente o cargo de deputado federal?

    P.O. – Trabalharei para unificar a bancada do Amazonas. Uma das vontades que tinha quando pensei em entrar na política era fazer com que todos os nossos parlamentares trabalhassem pelo Amazonas.

    Temos que defender o interesse do amazonense. Fui eleito para defender os interesses de 4 milhões de eleitores amazonenses. Nossa bancada tem que ser coesa.

    Os oito deputados federais e três senadores têm que trabalhar para o Amazonas como um todo. Temos que colocar de lado os interesses individuais. O Estado é nossa meta prioritária.

    Leia mais:

    Vereadores de Manaus aumentam verba de gabinete para R$ 60 mil em 2019

    Bolsonaro diz que quer ouvir ministros sobre planos e medidas rápidas

    Presidente do Ibama pede exoneração do cargo após polêmica na internet

    Comentários