Fonte: OpenWeather

    Crise no governo


    Em meio a crise, Governador pode realizar demissões em massa

    Com situação financeira em estado crítico, Wilson Lima teria sido aconselhado a reduzir em pelo menos 25% os cargos comissionados

    Wilson Lima precisa reverter quadro financeiro de crise que ocorre no estado
    Wilson Lima precisa reverter quadro financeiro de crise que ocorre no estado | Foto: Divulgação

    Manaus - Com enormes dificuldades financeiras desde que assumiu o governo, Wilson Lima pode estar diante de mais uma crise, que resultaria na demissão de pelo menos 1000 funcionários que ocupam cargos comissionados em seu governo.

    O principal agravante para essa situação é a baixa arrecadação que o governo vem tendo neste ano. No primeiro quadrimestre de 2019, o déficit foi de R$ 406 milhões e com as projeções existentes atualmente para esse cenário, o quadro ao final do ano será fechado com rombo de R$ 1,6 bilhão aos cofres do estado, de acordo com estudo realizado pelo analista do tesouro estadual da Sefaz, Luiz Otávio da Silva.

    A posição do governo

    Na nota, o Governo diz que os números apresentados pelo analista do tesouro estadual da Sefaz, Luiz Otávio da Silva, na Comissão de Assuntos Econômicos da ALEAM são reais. Afirmam que, por esses números, o Estado não teria cobertura para pagar em dia o funcionalismo já a partir de outubro.

    Em nota divulgada a imprensa, o Governo do Estado afirma estar fazendo de tudo para mudar o cenário atual do governo.
    Em nota divulgada a imprensa, o Governo do Estado afirma estar fazendo de tudo para mudar o cenário atual do governo. | Foto: Divulgação

    Mas, segundo a nota divulgada a imprensa, o governo afirma que vem tomando medidas para equilibrar as finanças. Entre essas medidas, estão a redução de despesas e a tomada de empréstimos junto aos bancos federais.

    Ainda de acordo com a nota, além de procurar manter os salários em dias, busca também tomar as medidas necessárias para a rápida recuperação dos cofres públicos. “Desde que assumiu o Governo, a atual gestão vem tomando [...], principalmente, honrar com o pagamento dos servidores públicos e a manutenção dos serviços prestados para a população”.

    Motivos para a crise

    Além de estar gastando em demasia, a arrecadação não vem ocorrendo como as projeções indicavam. A indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM) está produzindo menos que no ano passado e as vendas do comércio seguem no mesmo ritmo.

    De janeiro a maio, segundo o portal da transparência, a receita do Estado foi de R$ 7 bilhões e 399 milhões. No mesmo período do ano passado, a receita foi de R$ 7 bilhões 633 milhões. Foram R$ 234 milhões a menos nos cofres do Governo.

    Com tantos percalços, o governador Wilson Lima teria reunido com secretários do governo e sido aconselhado a acabar, ainda este mês, pelo menos 25% dos 4.325 cargos comissionados que existem hoje em seu governo. Caso o cenário se concretize, seriam eliminados mil servidores não estatutários. Com tamanha adversidade, a decisão do governador deve sair nos próximos dias.

    De acordo com especialistas, mais cortes serão necessários. Inclusive, são avaliados o não pagamento das datas-bases de algumas categorias, visto que empréstimos não podem ser usados para pagamento de pessoal. Todas essas decisões estão sendo tomadas para que o  estado volte a gastar com pessoal até 49% da receita, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Parlamentares

    Deputado Dermilson Chagas comentou algumas das escolhas do atual governador, Wilson Lima
    Deputado Dermilson Chagas comentou algumas das escolhas do atual governador, Wilson Lima | Foto: Divulgação

    A equipe do EM TEMPO entrou em contato com alguns parlamentares eleitos para ouvir suas posições acerca do tema. No entanto, até o final dessa edição, apenas o Deputado Estadual Dermilson Chagas (PP), retornou aos questionamentos.

    Para o parlamentar, a decisão já deveria ter sido tomada, visando a recuperação do estado. ''Isso deveria estar ocorrendo desde o primeiro dia de mandato. É necessária uma reforma administrativa que diminua secretárias e cargos, além de rever algumas licitações que deveriam ser evitadas'', disse ele.

    Ainda de acordo com Dermilson Chagas, outras medidas precisam ser tomadas pelo governador. ''Ele precisa rever os carissímos serviços de buffet, diminuir as viagens que vem realizando, analisar e avaliar os gastos com veículos mensalmente, além de uma redução de comissionados, que precisa ser revista para ontem'', comentou.

    Para Chagas, o governador precisa rever suas decisões, antes que entre em um estado de calamidade. ''Ele fez um decreto que dizia que iria economizar 600 milhões por ano, ao qual ele não irá cumprir pois, já estamos no mês seis e seus gastos só aumentam. É necessária uma responsabilidade maior com os gastos, para evitar uma situação pior lá na frente''.

    O Deputado finaliza dizendo que o governador não pode ficar apenas nas desculpas, e que após eleito, precisa mostrar trabalho. ''Não adianta olhar para trás, não adiantar procurar culpados, isso não resolve o problema. Ele precisa trabalhar para o povo, parar de dar desculpas, pois elas não serão bem acolhidas. Fazendo esses cortes, ele mostra que está no caminho certo e que tomará as providencias necessárias'', finalizou ele.

    Procurado sobre as possíveis demissões em massa, o Governo do Estado não respondeu as solicitações feitas pelo EM TEMPO até o fechamento da publicação desta matéria.

    Veja reportagem da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Gabriela Moreno/TV Em Tempo
     

    Leia Mais

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Redução de imposto de produtos de informática quebra ZFM, diz Serafim

    Vereadores de Coari denunciam 'Mensalinho' do prefeito Adail Filho


    Comentários