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    'Wilson Lima me deixou à vontade para atuar', garante Joana Darc

    Primeira líder mulher do governo, Joana Darc (PR) comenta sobre sua chegada à liderança na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam)

    Joana Darc é líder do governo na Aleam | Foto: Fabiane Morais

    Manaus - Primeira líder mulher do governo, a deputada estadual Joana Darc (PR) comenta sobre sua chegada à liderança na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) num momento de crise penitenciária e sobre perspectivas para a próxima eleição.

    EM TEMPO- Desde que assumiu como líder do governo, o que já realizou?

    Joana Darc - A primeira iniciativa foi explicar para as pessoas o que significa esse novo momento da política em que a liderança não é mais aquela que defende por defender ou critica por criticar. O papel agora é interlocução dentro do legislativo, executivo e com as categorias, para que se possa sensibilizar o governo das questões que precisam avançar, do que precisa ser alterado e fiscalizado.

    O governador Wilson Lima me deixou à vontade para atuar. Como primeira mulher líder de toda história do Amazonas, tenho que ter um jogo de cintura, porque se trata de uma quebra de paradigma, já que envolve uma função construída por homens. Tenho visto que o parlamento se tornou mais propositivo, com a volta da figura da liderança e, agora, é possível desenvolver pautas com vínculo de confiança. Por enquanto, estou alinhada com o governo, para atender as demandas de forma rápida, principalmente no que se trata de visitar os municípios. Desde o início, o sentimento era grande em torno do meu nome, e já existia um consenso entre a maioria dos colegas.

    EM TEMPO- Com funciona o fluxo de demanda entre a senhora e o governo?

    JD- Todo dia converso com governador e vice-governador. A qualquer hora sou atendida prontamente. A dinâmica para solucionar problemas é muito ágil. Desde o início, reforcei que deveríamos ser operacionais, porque precisamos dar respostas para que possamos dar credibilidade e transparência.

    Joana Darc foi uma das deputadas mais votadas no Amazonas
    Joana Darc foi uma das deputadas mais votadas no Amazonas | Foto: Lucas Silva

    EM TEMPO- O governo do Estado já tem candidato para a próxima eleição?

    JD – O governo ainda não tem candidato para a próxima eleição, ainda é muito cedo para falar sobre isso, mas sempre conversamos sobre o cenário político. Não há apoio definido nem para candidato em Manaus, nem nos municípios. Tenho acompanhado as pesquisas divulgadas para a Prefeitura de Manaus e acho saudável que apareçam também outros nomes, mas acredito que ano que vem vamos ter uma perspectiva mais concreta disso. O momento é importante, porque deve-se analisar os vários perfis políticos dos parlamentares que realmente trabalham e que dão resultado

    EM TEMPO - Como observa o comportamento do seu colega de partido Marcelo Ramos, presidente da comissão da Previdência, que profere declarações polêmicas sobre o próprio presidente?

    JD –Marcelo é um advogado com profundo conhecimento jurídico e um parlamentar muito antenado. É uma vitória para o Amazonas tê-lo presidindo uma das comissões mais importantes do país. Eu acredito que os posicionamentos dele não causam interferência na Previdência. Diante de uma mudança tão significativa para o país, acredito que todos os pontos devem ser abordados e articulados. Dou a ele um voto de confiança e acho que ele trará, sim, bons resultados ao Amazonas. Não podemos esquecer que toda modificação beneficia um lado e desagrada a outro. Mas ele trilha um caminho de destaque, porque nunca antes um deputado federal deu tanta viabilidade para o Amazonas.

    EM TEMPO - Qual sua reação ao ser escolhida líder do governo em meio a uma crise penitenciária?

    JD - Não assustou, porque quando a gente entra na vida pública, entendemos que vamos nos deparar com muitas crises. Hoje, o problema pode ser um e amanhã, outro. Mas foi desafiador, porém não me fez repensar. Isso porque, já vínhamos de um processo de reconstrução, desde a crise com a saúde e greve dos professores. Mas, sobre a crise penitenciária, todas as medidas estão sendo tomadas. Isso é um problema de muito tempo, assim como as questões dos contratos.

    EM TEMPO - Abalou o governo, o fato do Jornal Nacional ter desmentido o governador Wilson Lima, afirmando que os nove presos vistos como responsáveis pelo massacre nas cadeias, já estavam com transferência marcada antes do ocorrido?

    JD- Existe uma investigação para averiguar isso. O governo afirma que aquelas pessoas transferidas não necessariamente, seriam os cabeças, mas teriam participação para que houvesse o ocorrido nos dois dias. Houve um pedido de transferência desses presos, por conta de conta do que já se tinha conhecimento.

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