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    Prisão


    Em Iranduba, juiz determina prisão preventiva de vereadores

    Jackson Pinheiro e Kellison Dieb foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2), na BR -174

    No momento da prisão, o vereador Kelison Dieb estava portando uma arma de fogo de fabricação caseira e  Jackson Pinheiro foi flagrado tentando destruir prova, ao jogar o aparelho celular dele no vaso sanitário
    No momento da prisão, o vereador Kelison Dieb estava portando uma arma de fogo de fabricação caseira e Jackson Pinheiro foi flagrado tentando destruir prova, ao jogar o aparelho celular dele no vaso sanitário | Foto: Divulgação

    Iranduba – A movimentação do Poder Judiciário está agitada nos últimos dias, em Iranduba, região metropolitana de Manaus. Segundo informações do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), o juiz de direito da 1ª Vara da cidade Túlio de Oliveira Dorinho determinou, durante audiência de custódia, realizada na manhã desta sexta-feira (9), a prisão preventiva dos vereadores Jackson Pinheiro e Kellison Dieb.

    Os dois parlamentares são investigados por participarem de uma organização criminosa envolvida na prática de cobrança de propinas para aprovação de Projetos de Lei (PLs) na Câmara Municipal do município. 

    Jackson Pinheiro e Kellison Dieb foram presos, manhã dessa quinta-feira (8), durante operação "Avaritia". A dupla vinha sendo investigada desde dezembro de 2018, pelos promotores de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO). 

    No momento da prisão, o vereador Kelison Dieb estava portando uma arma de fogo de fabricação caseira e, por isso, foi apresentado em flagrante no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Ponta Negra, em Manaus. O vereador Jackson Pinheiro foi flagrado tentando destruir prova, ao jogar o aparelho celular no vaso sanitário. Foram apreendidos, ainda, aparelhos celulares, HDs e documentos.

    Os vereadores, foram encaminhados para o centro de triagem da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (SEAP) e, provavelmente, deverão ser encaminhados para o Centro de Detenção Provisória 2 (CDPM 2), na BR-174. 

    As investigações

    De acordo com o MPE-AM, por meio do esquema de propinas, foi contabilizado o total de R$ 50 a R$ 80 mil com cada um dos parlamentares investigados.

    A procuradora-geral de Justiça do Estado do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque, afirmou que, a depender do projeto de lei, os vereadores exigiam tanto de empresários quanto de trabalhadores comuns, valores entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para a aprovação de projetos de lei, que tivessem amplo alcance. Ela utilizou, como exemplo, leis que beneficiavam determinada classe ou empresários. 



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