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    Previdência


    Plínio Valério quer ‘digitais’ do senado na reforma da Previdência

    Senador tucano diz que a Casa não pode apenas referendar o texto vindo da Câmara, ele quer discuti-lo e aprimorá-lo

    Senador Plínio Valério | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - O senador Plínio Valério (PSDB-AM) não se conforma com a ideia de o Senado não debater e aprimorar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, que trata da reforma da Previdência. O texto foi aprovado no início deste mês na Câmara dos Deputados e está tramitando no Senado. A urgência da matéria tem sido o “álibi” para que ela seja aprovada sem alterações.

    Na avaliação do tucano, o Senado é a casa da experiência e do equilíbrio e não pode se eximir de discutir a reforma da Previdência e ser apenas um “carimbador de leis”.

    “O Senado é a casa da experiência, da ponderação, do equilíbrio e do argumento. Essa Casa não pode ser meramente carimbadora, ou seja, aprovar a reforma da Previdência como veio e da forma que veio. Existem duas correntes aqui. Uma é aprovar como veio para não atrasar e apresentar uma PEC paralela, a outra é mexer e atrasar, desde que se mexa para cima”, disse.

    “A Câmara Federal sempre manda em cima da hora as medidas provisórias, PECs e sempre baseado nisso, de que não pode mexer porque vai atrasar, jogando para nós uma responsabilidade do atraso que não é nossa. No caso da reforma da Previdência o atraso foi lá. Foi lá que demorou”, ressaltou.

    Quórum

    Nas contas de Plínio Valério são pelo menos 25 senadores que desejam aprofundar os debates do texto. “Estimo entre 25 a 30 parlamentares. O movimento pode crescer ou diminuir, mas a tendência é crescer. Mas, como disse, é possível que tramite uma PEC paralela”, destacou.

    O senador amazonense apresentou oito emendas à PEC oriunda da Câmara. Entre as mudanças propostas pelo parlamentar está o pagamento integral de pensão por morte. No texto em tramitação, na região Norte, o valor pago seria de 60% do último salário do contribuinte.

    “Para nós da região Norte ficaria até 60%, ou seja, a pessoa morreu e ganhava R$ 1 mil, a pensão para viúva será de R$ 600. A gente quer ver se consegue que a pensão seja integral. Há também a ideia de considerar a morte somente no serviço, e isso não é justo. Se a morte for por doença fora do trabalho, a viúva tem que ter a aposentadoria integral”, finalizou.

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