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    Entrevista


    ‘Estou na política para melhorar a vida das pessoas’, diz Chico Preto

    Em entrevista ao EM TEMPO, Chico Preto falou sobre sua atuação na CMM, visão política e relação com o presidente Jair Bolsonaro (PSL)

    Com tanta vivencia no parlamento municipal e estadual, o político já se coloca como pré-candidato a prefeito de Manaus | Foto: Alcides Netto

    Manaus - Marco Antonio Souza Ribeiro da Costa, mais conhecido como Chico Preto, tem 50 anos, casado, pai de dois filhos e faixa-preta de jiu-jítsu – feito que se orgulha bastante -. Iniciou sua vida política cedo, aos 23 anos quando se candidatou a vereador de Manaus. Ficou na primeira suplência. Em 1996, aos 27 anos, conseguiu se eleger com 2.456 votos. Reelegeu-se em 2001 e em 2003 foi eleito presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em 2006 foi candidato a deputado estadual e teve 22.909 votos, ficando como primeiro suplente, e assumiu o mandato em 2008. Em 2010 elegeu-se deputado estadual do Amazonas com 26.153 votos. Foi também candidato a governador do Amazonas em 2014.

    Com tanta vivencia no parlamento municipal e estadual, o político quer alçar voos mais altos na carreira e já se coloca como pré-candidato a prefeito de Manaus.

    Chico Preto conversou com o EM TEMPO, e falou sobre sua atuação na CMM, sua visão ideológica da política, sua relação com o presidenteJair Bolsonaro (PSL) e sua decisão de concorrer ao executivo municipal.

    EM TEMPO - O senhor foi um dos primeiros a admitir interesse em disputar a prefeitura de Manaus. Depois de tantos anos no parlamento, porque o desejo de mudança?

    CHICO PRETO - Na verdade, não é a primeira vez que me proponho a disputar uma eleição para o Executivo. Em 2014, fui candidato a governador. O povo elegeu o Melo e, infelizmente, o caos se instalou no nosso Estado. Insisto na política porque acredito que o nosso povo está cansado de candidatos sem palavra. A minha vida pública reafirma quem eu sou: um político honesto, experiente e pronto para fazer de Manaus a melhor cidade do Brasil para se viver. Como parlamentar, não tenho o poder de decisão. Como prefeito, terei e, acredite, tomarei as decisões que beneficiem prioritariamente a população.

    EM TEMPO - Recentemente o senhor informou que sairá do PMN. Isso atrapalha seu desejo de ser candidato a prefeito?

    CP - De forma alguma. É que sou um político coerente. Fui um dos primeiros a apoiar abertamente o Bolsonaro para presidente da república e hoje, eleito, penso que foi uma das escolhas mais acertadas que fiz. O PMN decidiu ser oposição a Bolsonaro. Então eu resolvi me retirar porque não posso ficar em um partido que não coaduna das mesmas ideias que as minhas.

    EM TEMPO - Porque decidiu deixar o PMN?

    CP - A relação se desgasta ao longo do tempo em função de divergência de pensamentos. A direção nacional enxerga o Brasil de uma forma e eu enxergo um Brasil mais transparente, com livre iniciativa, mais conservador, enxergo um Brasil com Deus acima de todos.

    EM TEMPO -  O senhor fez campanha para o presidente Bolsonaro no ano passado. O senhor se considera um bolsonarista? Aprova a gestão do presidente?

    CP - Sim, fiz campanha para ele. Sou um brasileiro que acredita nos valores e nas propostas que o presidente vem apresentado para o Brasil. A agenda de trabalho do presidente e desenvolvida pelos ministros está correta, ainda que não concorde com as falas do presidente em alguns momentos. Eu concordo 95% com o Bolsonaro e os 5% que discordo é a forma como ele responde às pessoas, coisa que eu não faria.

    EM TEMPO - Gostaria de ser o candidato de Bolsonaro em Manaus?

    CP - Eu quero ser o candidato das pessoas da cidade de Manaus que acreditam no que eu acredito: no trabalho, na verdade, na transparência, na livre iniciativa, que acredita na família, pessoas de boa índole e de bons propósitos. Quero ser candidato dessas pessoas e isso certamente me aproxima do Bolsonaro. Ele também acredita nisso e isso nos aproxima.

    EM TEMPO - Ano passado o senhor primeiramente foi candidato a senador e depois virou vice na chapa de David Almeida. Há algum arrependimento quanto a essa decisão, uma vez que hoje poderia ser senador da república?

    CP - A decisão de acompanhar o David na corrida pelo governo do Amazonas foi a decisão necessária naquele momento. Não há arrependimento. Tenho muita clareza que, ao decidir isso, renunciei a uma vaga no Senado. Mas eu sou apaixonado pelo meu Estado e quando me veio a chance de ter o poder de investir o dinheiro público corretamente e evitar o que estamos presenciando hoje no Amazonas, não pensei duas vezes. Repito: não estou na política por cargo, estou na política para melhorar a vida das pessoas e tenho muita fé de que um dia chegarei lá. Como parlamentar, há algumas limitações porque só posso sugerir, não posso executar.

    EM TEMPO - Uma aliança com David Almeida está descartada?

    CP A caminhada que faço é construindo uma candidatura a prefeito. A única coisa que eu descarto na política são alianças que violam a minha coerência e a minha integridade.  Luto por um bem maior: o povo!

    EM TEMPO - Como o senhor avalia o desejo do ex-governador Amazonino Mendes de ser candidato a prefeito?

    CP - Penso que o povo de Manaus já não aguenta mais esses políticos que prometem uma coisa na campanha e fazem outra quando chegam ao Poder. O Amazonino é um desses políticos. Chegou a hora de a gente votar em quem promete e cumpre e basta dar uma breve analisada nos meus mandatos que ficará muito claro que sou um político de palavra.

    EM TEMPO - Em visita à CMM, o deputado federal Marcelo Ramos foi cortejado por todos os vereadores, menos pelo senhor. Qual sua relação com ele e como avalia a atuação dele à frente da comissão especial da reforma da Previdência?

    CP - Marcelo Ramos é o típico político que age sempre em benefício próprio ou do partido ao qual ele pertence. Foi assim na Reforma da Previdência: agiu por conveniência. É aquele tipo que diz uma coisa e faz outra. Quem não lembra de Marcelo Ramos em 2014 esbravejando que Eduardo, Amazonino, Alfredo e Omar eram da velha política? Nos anos seguintes, juntou-se a todos eles. Como acreditar em alguém que age dessa forma? Não tem como.

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