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    Crise no PSL divide deputados da legenda no Amazonas

    Líder do partido na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), disse que quem sair do PSL não fica com o mandato

    Delegado Pablo disse que fica no PSL e Delegado Péricles aguarda desenrolar da crise | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Deputados amazonenses do Partido Social Liberal (PSL) sinalizaram, ontem, divisão sobre os seus destinos partidários, diante da crise que hoje vive a legenda entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional do partido deputado federal Luciano Bivar.

    Diante da situação, o líder do PSL na Câmara, delegado federal Delegado Waldir (PSL-GO) afirmou que o partido não vai abrir mão dos mandatos daqueles parlamentares que por ventura queiram sair da legenda em uma possível debandada comandada por Bolsonaro.

    De um lado, o presidente do PSL no Amazonas, deputado federal Delegado Pablo, que é um fiel seguidor do presidente Jair Bolsonaro, respondeu, por meio da assessoria, que ele segue no PSL. De outro, o representante do partido na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Delegado Péricles (PSL), disse que aguarda as definições do caso para definir o seu destino político partidário.

    Péricles disse que acompanha as discussões que envolvem o PSL e o presidente Bolsonaro e reforçou “o respeito por qualquer decisão que venha a ser tomada pelo presidente da República”.

    Com a crise partidária no centro das atenções do país, sob o peso das palavras de Bolsonaro, Péricles observou que divergências de pensamento em um partido são normais. “É ambiente de discussões de ideias, de defesa de ideologia. Eu ainda creio na melhor resolução possível para ambas as partes, considerando sempre que a preocupação pelo nosso país deva estar acima de tudo”, afirmou o deputado.

    Diante do impasse, mesmo no aguardo das definições nacionais, Péricles disse que mantém seu posicionamento de confiar e apoiar o presidente Bolsonaro. “A população confiou a mim a responsabilidade de atuar por ela. Eu prezo por isso, mesmo tendo em mente que existem questões partidárias a serem consideradas. Ainda não falei pessoalmente com o presidente do PSL nem com nosso presidente Jair Bolsonaro para fechar meu destino. Devo fazer isso em breve. Enquanto isso, sigo meu mandato com muito trabalho e com todos os princípios com os quais o assumi”, disse.

    Posição

    O líder do partido na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir, disse que não existe a possibilidade de acordo para que os parlamentares saiam do PSL com os mandatos, caso queiram acompanhar Bolsonaro numa possível desfiliação. O deputado goiano afirmou que haverá aplicação de sanções contra os membros que estão causando o racha interno, mas afirmou que a legenda não vai expulsar ninguém.

    “Não tem negociação de saída, não tem janela, não tem negociação. Não tem nenhuma negociação”, afirmou delegado Waldir. Questionado sobre a situação da deputada federal Alê Silva (MG), que afirmou ao Congresso em Foco que irá migrar para o partido Podemos, Waldir disse que o PSL pedirá o mandato dela. “Existem centenas de suplentes no Brasil todo em busca de um mandato parlamentar. Aquele que sair, com certeza o partido vai pedir este mandato”, afirmou.

    Pressão

    A crise do PSL foi gerada nessa semana, quando a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão em endereços ligados ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), no Recife. A operação pode prejudicar o andamento de pautas de interesse do Palácio do Planalto.

    Bolsonaro, depois de classificar a crise do PSL como “briga de marido e mulher”, disse ontem que não quer tomar o partido de ninguém, mas cobrou transparência na prestação de contas.“ O partido tem que fazer a coisa que tem de ser feita. Normal, não tem que esconder nada. Eu não quero tomar partido de ninguém. Agora, transparência faz parte”, disse o presidente no pátio do Palácio da Alvorada.

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