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    Vereadores de Manaus mudam de sigla de olho na eleição de 2020

    TSE abrirá janela partidária somente no mês de abril do ano que vem, mas parlamentares de Manaus já encontraram brechas para a troca neste ano

    Se no pleito de 2016 o Partido da Mobilização Nacional (PMN) emplacou duas candidaturas para as cadeiras da CMM, tendo como candidatos Chico Preto, eleito com 5.079 votos e William Abreu que recebeu 3.820 votos. A sigla segue sem os dois vereadores para a próxima eleição, que optaram por deixar o partido.
    Se no pleito de 2016 o Partido da Mobilização Nacional (PMN) emplacou duas candidaturas para as cadeiras da CMM, tendo como candidatos Chico Preto, eleito com 5.079 votos e William Abreu que recebeu 3.820 votos. A sigla segue sem os dois vereadores para a próxima eleição, que optaram por deixar o partido. | Foto: Michelle Cristyan

     

    Manaus - Apesar de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abrir a janela partidária somente a partir de abril de 2020 para que vereadores no exercício do cargo possam trocar de partido sem perda do mandato, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) alguns já começaram a trocar de legenda neste ano de olho na reeleição, no ano que vem.

    Se, no pleito de 2016, o Partido da Mobilização Nacional (PMN) emplacou duas candidaturas às cadeiras para a CMM, tendo como candidatos Chico Preto, eleito com 5.079 votos, e William Abreu, que recebeu 3.820 votos, o partido já perdeu os dois vereadores antes do fim dos seus mandatos. Eles optaram por deixá-lo após a troca de comando da legenda.

    O vereador William Abreu deixou a sigla no dia 24 de setembro e já está de novo partido. Ele aderiu ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A mudança, segundo ele, faz parte do processo político. “Temos que buscar a melhoria constante e isso parte do processo político. A estratégia principal agora é trazer o aparato público para nossas bases. Assim como o PMN fez parte do momento importante, eu precisava de mais espaço”, disse.

    Ao ser questionado sobre questões de influência e decisões no partido, Abreu explicou que a conjuntura do PMN dava ênfase a nomes mais fortes na sigla, sem citar nomes. “Eu precisava de um pouco mais de espaço no partido e, pela atual conjuntura, ficou um pouco difícil. O PMN já tem um grande time formado de pré-candidatos para as próximas eleições”, explicou.

    O vereador, que teve uma rápida passagem pela Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab), contou que fez amizade com o ex-ministro do Trabalho, o advogado Helton Yomura. Ligado ao PTB nacional, William Abreu disse que Yomura abriu os caminhos para chegar até o PDT.

    O parlamentar chega ao PTB com a iniciativa de se tornar um articulista de novas candidaturas para preencher as vagas na Câmara Municipal, e, sobre a possibilidade de uma “reconciliação” futura com o antigo partido, William afirma que não possui ressentimentos e ainda não descarta a tentativa de reeleição para vereador em 2020.

    O presidente estadual do PMN no Amazonas, Marcelo Amil, afirmou que houve pleno acordo com o vereador William referente a sua saída da sigla. “Concordamos que a linha proposta quando ele foi candidato era diametralmente oposta à linha que o partido adota atualmente. Então, sem qualquer rusga, decidimos, de comum acordo, que era melhor tanto para o partido quanto para o vereador que ele fosse autorizado a se desfiliar”, disse.

    Amil completou que o partido deseja sucesso ao vereador na nova trajetória e salientou que a legenda está de portas abertas para novas filiações. “Receber pessoas que desejam fazer algo melhor pela sociedade, seguindo os pensamentos republicanos”, disse.

    Balanço do mandato

    O parlamentar possui 13 Projetos de Lei (PL) vinculados ao seu nome, ainda em tramitação na câmara, sendo quatro proposições neste ano, cinco em 2018 e quatro no ano 2017. As promessas de campanha eram voltadas a ações e programas sociais, sistematização do controle de presença médica nas unidades básicas e mobilidade urbana. Dois de seus principais PLs dispõem sobre a criação de campanha de incentivo à doação de leite materno e a proibição da comercialização do narguilé a menores de 18 anos.

    Sobre o cumprimento das promessas de campanha, o vereador conta que a mudança de partidos não deve atrapalhar a tramitação de suas propostas. “Antes mesmo do meu mandato de vereador, já militava nessas propostas. Nós possuímos autonomia, embora as composições partidárias possam causar algum tipo de transtorno, não inviabiliza nenhuma propositura”, finaliza.

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