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    Notas de Contexto


    Disputa pelas mesas diretoras: Marcelo e Braga querem voar

    O ano de 2020 vai começar com dois parlamentares amazonenses no centro dos comentários e das especulações sobre a próxima disputa para o comando das mesas diretoras da Câmara Federal e do Senado.

    Eduardo Braga e Marcelo Ramos | Foto: Divulgação

    Amazonas para o Senado e Câmara?

    O ano de 2020 vai começar com dois parlamentares amazonenses no centro dos comentários e das especulações sobre a próxima disputa para o comando das mesas diretoras da Câmara Federal e do Senado. O deputado Marcelo Ramos (PL) e o senador Eduardo Braga (MDB) estão no foco maior do cenário que já agita o Congresso.

    Prudente em relação a uma contenda que atingirá o seu ápice somente no segundo semestre do novo ano, Marcelo dá de ombros e mede suas palavras quando interpelado acerca da questão, mas as articulações em torno do seu nome já se iniciam, com a simpatia do próprio atual presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Apesar de exercer seu primeiro mandato em Brasília, o parintinense Marcelo Ramos rapidamente alcançou destaque na presidência da Comissão Especial que tocou a Reforma Previdenciária na Casa.Legislativa.

    Outros pretendentes à sucessão de Maia, por ora, são o vice-presidente da Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos), e os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Arthur Lira (AL), ambos do Progressistas.

    Cartas na mesa

    Quanto às chances de Eduardo Braga para suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP) na Presidência do Senado, elas existem mas, a exemplo do jogo envolvendo Marcelo Ramos, o parlamentar não gosta de falar a respeito, achando cedo demais para qualquer manifestação.

    Aliados de Braga em Brasília, entretanto, afirmam que ele é um nome importante que ganhou peso agora na condição de líder do MDB. Várias de suas recentes proposituras, consideradas positivamente impactantes em nível nacional, colocaram o seu nome em destaque na mídia, fortalecendo as especulações.

    Os jornais Correio Braziliense e O Estado de São Paulo já incluem o nome de Braga entre os cotados para o lugar de Alcolumbre. As cartas estão na mesa.

    Nada de eleições

    Há dez meses das próximas eleições, o governador Wilson Lima não passa um dia sem que não receba telefonemas de políticos querendo seu apoio para a batalha eleitoral municipal.

    Em entrevista a uma emissora de rádio, na manhã de ontem, o governador voltou a descartar o assunto, dizendo ser cedo demais para tratar de “política eleitoral”, e que o seu foco, mais do que nunca, é a estabilidade dos serviços de saúde na capital e no interior do Estado.

    Amazônia Sustentável

    Artigo assinado no último fim de semana, no Estadão, pelos pesquisadores Zander Navarro, Alfredo Homma, Antônio José Elias A. de Menezes e Carlos Augusto M. Santana enfatiza a Amazônia como uma esperança de modelo econômico sustentável exemplar para o País.

    No artigo, eles condenam o extrativismo por sua baixa produtividade e oferta limitada, e defendem a exploração dos produtos da biodiversidade como “novos nichos mercantis” que, além de sua alta lucratividade, não agravariam o desmatamento no Norte brasileiro.

    Código Florestal

    Os cenários das novas atividades econômicas sustentáveis seriam as áreas de reserva legal e de preservação permanentes garantidas pelo Código Florestal.

    As ações, conforme os pesquisadores, deveriam ser obrigatoriamente associadas a uma política de créditos atraente para aqueles desejosos de desenvolver suas atividades produtivas em mais de 10 milhões de hectares de pastagens degradadas.

    As ações combinariam agricultura, pecuária de alta produtividade, criação de peixes e cultivos perenes. “Gradualmente, a perda de cobertura florestal se reduziria”, dizem eles.

    Negligência histórica

    Os pesquisadores chamam a atenção para o fato de outros países, historicamente, enriquecerem suas receitas explorando plantas amazônicas enquanto o governo brasileiro jamais fez caso delas.

    “Muitas plantas originárias da Amazônia se tornaram relevantes em outras regiões do Brasil ou do mundo. Por que não são potencializadas na própria região? A seringueira ocupa quase 12 milhões de hectares, especialmente na Ásia, mas no Brasil não passa de 200 mil hectares. E desde 1951 nos tornamos importadores de borracha”.

    “O cacaueiro é outra planta amazônica hoje espalhada na África e na Ásia, enquanto a Bahia é o maior produtor de guaraná. Até a pupunheira, também originária nesse bioma, tem São Paulo, Bahia e Santa Catarina como os maiores produtores. Em razão deste contexto, é preciso dobrar as áreas cultivadas com seringueira, cacaueiro e açaizeiro, entre muitas outras plantas. É necessário, também, expandir as espécies exóticas, pois não se justificaria nenhuma xenofobia vegetal ou animal”.

    Arlindo Júnior

    Em nota, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa manifestou profundo pesar pelo falecimento do cantor Arlindo Júnior, na noite de domingo (29), em Manaus.

    Nome forte do boi Caprichoso, Arlindo revolucionou a forma de apresentação das toadas e se tornou o “Pop da Selva”. “A Cultura do nosso estado perde mais um grande ícone. Além de extremamente talentoso, Arlindo foi um guerreiro. Nesse momento, presto toda a minha solidariedade à família, aos amigos e aos fãs”, destacou o secretário Marcos Apolo Muniz.

    Fim de privilégios

    Embora agrade à população, o deputado Ubiratan Sanderson (PSL-RS) não está encontrando apoio entre os seus pares na Câmara Federal à proposta de sua autoria que determina o fim de muitos privilégios envolvendo a atividade parlamentar.

    Ele propõe a redução de 25% em gastos como alimentação, hospedagem, aluguel de carro e avião, passagem aérea, combustível, divulgação do mandato parlamentar, e outras mordomias bancadas pelo erário público.

    Ele também prega a redução do chamado “Cotão” dos deputados.

    Parlamentar polêmico

    Não é de hoje que o deputado Ubiratan Sanderson causa polêmica com suas propostas polêmicas na Câmara Federal.

    Em junho deste ano, o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul e várias outras entidades publicaram nota de repúdio a projeto de lei de Ubiratan Sanderson que tentou acabar com a Lei 4950A/66 que há mais de 50 anos estabeleceu o salário mínimo profissional do engenheiro.

    Conforme os sindicalistas, o projeto atentava contra “uma conquista histórica a partir da qual convergem todas as ações em favor da valorização profissional perpetradas ao longo de décadas”, além de buscar “provocar novo golpe no Movimento Sindical com objetivos evidentemente políticos, em dissonância com os desafios do desenvolvimento”.

    “Movimento 65”

    De acordo com o site Metrópoles, O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) quer mudar de cara para tentar se sair bem nas eleições 2020. O seu novo apelo midiático será a expressão “Movimento 65”, evitando os termos “partido” e “comunista”.

    A mudança, provavelmente, tem a ver com a associação da sigla comunista aos escândalos de corrupção que levaram à derrocada o governo petista de Dilma Rousseff.

    A foice e o vermelho

    Os comunistas, para aparecerem modernos e ideologicamente mais palatáveis à população renunciarão também à cor vermelha, substituindo-a pelo verde e o amarelo, assim como abolirão a foice e o martelo da sua bandeira tradicional.

    No Rio de Janeiro, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) classificou de “preconceito” as publicações sobre o “Movimento 65” que ela diz ser apenas o mote de uma campanha nacional de novas filiações ao partido.

    100 mil assinaturas

    A campanha do Aliança pelo Brasil, segundo seus coordenadores, chegou a 100 mil assinaturas neste final de 2019. Se conseguir 392 novas adesões até abril de 2020, o novo partido se viabilizará para disputar as próximas eleições municipais.

    Em Manaus, o deputado-presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto (PSD), articula um movimento forte para o início de janeiro, tentando 50 mil assinaturas.

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