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    Notas de Contexto


    BR 319 será asfaltada ou general Mourão vai comer a boina?

    Em março, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse, durante palestra na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), que comeria a boina se a BR-319 não fosse asfaltada pelo governo Jair Bolsonaro.

    Vice-presidente da Rpública, general Hamilton Mourão | Foto: Divulgação

    Em março, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse, durante palestra na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), que comeria a boina se a BR-319 não fosse asfaltada pelo governo Jair Bolsonaro.

    Ele se referia ao trecho de 400 quilômetros da rodovia que o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, prometeu para este ano e o DNIT jogou para 2022. Além da rodovia, o general também colocou na conta da sua afirmativa a questão da Hidrovia do Madeira, outra espinha de garganta.

    Agora, ungido presidente do Conselho da Amazônia por Bolsonaro, ele terá, nas próprias mãos, os poderes devidos para pressionar o presidente da República sobre a BR-319 e a hidrovia. Aqui em Manaus, ele terá, ainda, a Secretaria da Amazônia para ajudá-lo nessa e em outras tarefas importantes ao Estado, sem ter que comer a boina.

    Bosco otimista

    O deputado federal Bosco Saraiva vê com otimismo a ascensão do general Hamilton Mourão ao Conselho da Amazônia.

    “Vejo com bons olhos a indicação do vice-presidente, Hamilton Mourao, para a presidência do Conselho da Amazônia. Acho que, com essa atitude, o governo Bolsonaro emite um vigoroso sinal de preocupação e controle dessa área brasileira e a assunção do Mourão ao comando coloca no posto um homem conhecedor e muito identificado com os nossos problemas”, disse Bosco à coluna.

    “Todo Conselho denota um excesso de burocracia e lentidão, porém, neste caso, acredito no comprovado poder de decisão e comando do vice presidente”, aposta o parlamentar.

    Irritação de Guedes

    Conforme o site de notícias Crusoé, o ministro Paulo Guedes nutre um ódio mais do que mortal pela ZFM e anda bronqueado com Jair Bolsonaro por estar disposto a publicar decreto confirmando a alíquota de 8% do IPI para o polo de concentrados do PIM.

    Guedes também teria se irritado com a possibilidade de Bolsonaro criar um fundo para compensar a subida descontrolada dos preços dos combustíveis no País.

    Marina Silva

    Em artigo, a ex-ministra do Meio Ambiente à época de Lula, Marina Silva (Rede), detonou o ministro Paulo Guedes (Economia) por sua declaração em Davos (Suíça) vinculando a degradação ambiental aos pobres brasileiros.

    “O que gera o maior desmatamento e crime ambiental são os governos”, apontou ela, enfatizando: “Eles desmontam a governança ambiental, apoiam formas predatórias de uso da floresta e dos recursos naturais, negam o problema das mudanças climáticas, cortam o orçamento do Ministério do Ambiente e ainda têm a falta de noção de dizer que o maior inimigo são os pobres”.

    Quando ministra, Marina agiu na contramão de sua pregação atual, boicotou a finalização das obras na BR-319, mas liberou tudo em favor de rodovias que beneficiavam o Estado do Acre entre 2003 e 2008.

    Omar furioso

    Indignado com Paulo Guedes, que culpa os pobres pelo desmatamento na Amazônia, o senador Omar Aziz (PSD) desabafou à imprensa:

    Pobre não desmata a floresta. Quando desmata é porque tem fome. Agora, se o Paulo Guedes não respeitar a competitividade da Zona Franca de Manaus, aí sim, ele estará criando um exército de desmatadores, porque pobre só desmata quando se vê diante da necessidade de desmatar para sobreviver!

    Libertação dos escravos

    Em postagem nas redes sociais, o vice-governador Carlos Almeida destaca a conclusão do processo de contratação direta dos técnicos de enfermagem pelo Governo do Estado como sendo uma verdadeira “libertação dos escravos”.

    “Libertamos esses profissionais da escravidão da terceirização, sistema proliferado pelos últimos governos, desde a década de 1990, com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

    Diz Almeida: “O Estado pagava até R$ 190 por plantão para as empresas, mas essas repassavam, a maioria com atraso nos pagamentos mensais, média de R$ 107 por plantão, com casos de R$ 67 e mesmo R$ 57 o plantão. A partir desse mês, o Estado garante o pagamento em dia, junto com o calendário do funcionalismo, o valor de R$ 132,40 o plantão”.

    Auxílio-alimentação

    O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realiza audiência pública, a partir das 8 horas desta quinta-feira, na sede da Sead, pedindo ao Governo do Estado o auxílio-alimentação no contracheque.

    Há dez dias, o deputado estadual Belarmino Lins (Progressistas) encaminhou solicitação ao governador Wilson Lima defendendo o depósito em conta corrente do auxílio, deixando de lado o cartão.

    Na Esmam em fevereiro

    De acordo com o diretor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), desembargador Flávio Pascarelli, o vice-presidente general Hamilton Mourão estará em Manaus em fevereiro para proferir palestra na entidade na companhia do procurador-geral da República, Augusto Aras.

    Na ocasião, Mourão e Aras serão agraciados com a Medalha do Mérito Acadêmico, alta comenda da Esmam.

    Cidadão do Amazonas

    Muito provável que, aproveitando a vinda de Mourão à capital do Estado em fevereiro, a Assembleia Legislativa, atendendo à propositura do deputado Cabo Maciel (PL), também preste homenagem ao general concedendo-lhe o Título de Cidadão do Amazonas.

    Mourão nasceu no Rio Grande do Sul, mas seus pais, general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão, são amazonenses. Wanda, inclusive, é natural do município de Tefé, Médio Solimões.

    Prévias no PDT

    Segundo o presidente do Diretório Municipal do PDT, vereador Diego Afonso, quem quiser ser candidato a prefeito nas eleições deste ano pelo partido terá que se submeter ao crivo democrático das prévias.

    A declaração tem endereço: o presidente estadual da sigla, Hissa Abrahão, que deseja disputar as eleições, mas depende do aval do Diretório par ser ungido.

    Burocracia atrapalha

    De acordo com o secretário de Administração Penitenciária, Marcus Vinícius Almeida, a absurda burocracia do Governo Federal não permite ao Amazonas abocanhar R$ 32 milhões para serem aplicados na construção de dez unidades prisionais nos municípios de Tefé, Coari, Maués, Humaitá e Tabatinga, dentre outros.

    Os recursos federais são necessários já que o orçamento estadual, de R$ 227 milhões, só permitiria a construção de dois presídios, afirma o secretário.

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