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    Notas de Contexto


    Saída de Menezes da Suframa gera apreensão nos meios políticos no AM

    A saída do superintendente da Suframa Coronel Menezes gerou apreensão nos meios políticos no Amazonas. Veja essa e outras notícias políticas em Notas do Contexto:

    | Foto: divulgação

    A saída do coronel Alfredo Menezes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), gerou apreensão sobre como ficará agora o processo de regularização fundiária de uma vasta área pertencente ao Distrito Agropecuário da autarquia compreendendo o Puraquequara, em Manaus, e o município de Rio Preto da Eva.

    Presidente da Comissão Especial sobre Regularização Fundiária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Sinésio Campos (PT) levou sua preocupação ao plenário virtual da Casa, lamentando que o processo avançava com o empenho do coronel Menezes, mas, agora, com a sua exoneração do cargo de superintendente, pode haver barreiras à continuação das tratativas, gerando tensão entre 20 mil pessoas envolvidas.

    Presidindo os trabalhos da sessão on-line, o deputado Péricles Nascimento (PSL) tranquilizou Sinésio, assegurando que as tratativas terão sequência a partir do ponto em que se encontram, já que o substituto de Menezes, o general de Brigada Algacir Antônio Polsin, é um homem identificado com o Estado e que certamente levará em frente a regularização fundiária em andamento.

    Arthur lamenta

    Para o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), a surpreendente saída do coronel Alfredo Menezes da direção da Suframa deixa dúvidas sobre o prosseguimento dos serviços de revitalização do Distrito Industrial.

    “O coronel Menezes foi nosso grande parceiro para que essas obras saíssem, demos uma bela avançada, mas são obras que não dependem apenas dos nossos recursos. Agora, com sua saída, vamos esperar o novo superintendente para abrir novo diálogo. É mais uma consequência de atitudes de um presidente que não sabe governar”, disse o prefeito.

    General Polsin

    A exoneração de Alfredo Menezes pegou de surpresa vários deputados estaduais que admiravam o trabalho realizado pelo coronel enquanto esteve à frente da Suframa.

    “Este é um momento de união, o coronel Menezes era um bom administrador e há de continuar ajudando o Amazonas de outra forma”, comentou a deputada Alessandra Campêlo (MDB), torcendo para que o militar seja agora confirmado para a Secretaria da Amazônia.

    Amiga do coronel, Alessandra também diz conhecer o novo titular da Suframa, general Algacir Antônio Polsin, que já atuou no Comando Militar da Amazônia durante a gestão do general Mioto. “O general Polsin gosta do Amazonas e sabe o quanto a nosso Estado é estrategicamente importante para o país”, frisou.

    13º garantido

    Ontem, ao dar as coordenadas sobre a sua nova reforma administrativa, o prefeito Arthur Neto garantiu a antecipação da primeira parcela do 13º salário aos servidores municipais de áreas não essenciais para o dia 15 deste mês.

    Cinco categorias foram contempladas em maio, além de idosos e pensionistas que foram pagos ainda em março.

    Pela democracia

    Em Manaus, os protestos em favor da democracia foram relativamente tranquilos na Avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, até a confluência com a Avenida Darci Vargas.

    Vestidos de preto e vigiados por policiais militares, os manifestantes gritaram slogans contra o presidente Jair Bolsonaro e repudiaram o fascismo e o racismo.

    O clima esquentou quando os manifestantes, aos gritos de ‘fora, Bolsonaro’, rasgaram a bandeira brasileira tingida de vermelho. Longe de qualquer relação com o petismo, o vermelho expressava o sangue de vítimas do racismo.

    Gás na pauta

    A Assembleia Legislativa poderá apreciar, nesta quarta-feira (3), o veto do governador Wilson Lima ao projeto de lei, de autoria do deputado Josué Neto (PRTB), sobre a flexibilização da exploração de gás natural no Amazonas.

    Ontem, o deputado Belarmino Lins (PP) sugeriu a realização de uma audiência pública para debater melhor o projeto que já recebeu elogios de dois ministros do governo Jair Bolsonaro: Paulo Guedes, da Economia, e Almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia.

    Abusos em faturas

    Conforme o deputado Álvaro Campelo (PP), a concessionária Amazonas Energia exagera ao cobrar faturas com valores astronômicos dos pontos comerciais de toda a cidade que tiveram redução significativa de consumo de energia por estarem de portas fechadas nos últimos três meses por conta da pandemia da Covid-19.

    O deputado exige que a empresa obedeça ao que determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e respeite o decreto estadual que manteve estabelecimentos fechados em todo o Estado.

    “O próprio Código de Defesa do Consumidor, no seu artigo 39, inciso V, fala da proibição de se exigir vantagem manifestamente excessiva do consumidor”, diz Campelo.

    UFC coariense

    Dois bicudos que não se beijam, o promotor Wesley Machado e o prefeito de Coari, Adail Filho, travam novo UFC na Justiça.

    Wesley abriu Inquérito Civil para apurar ausências de Adail sem a autorização prévia da Câmara Municipal. O promotor acusa o prefeito de “improbidade administrativa”. Em 2017 e 2019, os dois também travaram agitado embate judicial.

    Segundo o promotor, o prefeito viaja para locais perigosos de contágio, rejeita a quarentena e insiste em fazer reuniões presenciais, incentivando a desobediência às regras de prevenção ao coronavírus.

    “Cadê o dinheiro ?”

    Segundo o deputado Dermilson Chagas (Podemos), é inconcebível o prefeito de Itacoatiara, Antônio Peixoto (PT), ter atrasado há três meses os salários dos médicos que atuam no combate ao novo coronavírus no município.

    “Cadê o dinheiro, será que o rato comeu ?”, indagou o parlamentar, garantindo que os cofres da Prefeitura itacoatiarense estão cheios, com R$ 11 milhões do Governo Federal e do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI).

    A falta de pagamento levou os médicos a suspenderem a realização de cirurgias eletivas.

    Outra CPI ?

    Além da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga supostas irregularidades na saúde, Dermilson Chagas diz que a Aleam comporta mais uma CPI, a da Seduc, para investigar o transporte escolar.

    Em tempos de pandemia, uma nova CPI poderá acabar secando os cofres do Poder Legislativo Estadual. Em 2013, a CPI da Telefonia, presidida pelo ex-deputado Marcos Rotta, percorreu 13 municípios, gastando R$ 350 mil.

    O presidente da atual CPI da Saúde, Delegado Péricles, em nome da transparência, precisa divulgar uma estimativa de gastos da Comissão.

    Segunda onda

    Em Tóquio, depois de reabrir o comércio, o governo local fechou tudo de novo e pede agora que as pessoas só deixem seus lares em casos de extrema necessidade.

    Na terça-feira (2), foram registrados 34 novos casos de Covid-19, assustando as autoridades governamentais que temem uma segunda onda de contágios.

    Senado adia

    O Senado retirou ontem de pauta projeto de lei sobre fake news após acordo entre um dos autores da proposta, o senador Alessandro Vieira (Cidadania_SE), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    O motivo foi um atraso na finalização do relatório, que está sendo construído pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPI das Fake News. A expectativa é que o tema volte à pauta na próxima quarta-feira (10).

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