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    Notas de Contexto


    Operações petrolíferas não podem parar, dizem líderes empresariais

    Para o vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, quem comprar os ativos “deverá encontrar um Estado mais preparado e receptivo para que novos investimentos aconteçam"

    Para líderes empresariais, apesar de preocupante, a tendência é que as atividades da Petrobras prossigam no Estado do Amazonas após a conclusão do processo de venda dos ativos da estatal em Urucu para a iniciativa privada.

    “Essa questão da Petrobras causa preocupação, mas quem comprar os ativos deverá continuar as atividades”, aponta o presidente do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazoans), Wilson Périco. “Não ouvi da Petrobras a palavra ‘encerrar as atividades’, mas, sim, vender ativos para outros investidores interessados, com um viés de continuidade”, argumenta ele.

    Para o vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, quem comprar os ativos “deverá encontrar um Estado mais preparado e receptivo para que novos investimentos aconteçam, essa alienação não pode paralisar as operações. Que as empresas compradoras continuem investindo e explorando ao máximo o potencial petrolífero da Bacia Amazônica, ampliando os empregos e a arrecadação de tributos ao Estado”, destaca Azevedo.

    Transparência de Arthur

    Com a nota 94,9, a administração do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) é a segunda mais bem avaliada entre as capitais brasileiras que gastaram com transparência durante a pandemia do novo coronavírus.

    No ranking da ONG Transparência Internacional, a gestão tucana só perde para a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, que arrebatou 100 pontos.

    Todos se mexem

    Do governador Wilson Lima ao prefeito Arthur Neto, passando pelos membros da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, é geral a preocupação da classe política com a decisão da Petrobras de vender seus ativos na bacia de Urucu para concentrar seus investimentos maciçamente na exploração petrolífera em alto mar.

    Wilson diz já estar se mobilizando junto ao Ministério de Minas e Energia para que a Petrobras permaneça em Urucu até que uma nova empresa a substitua no campo de petróleo e gás do Alto Solimões. O Amazonas é apenas um dos estados onde a Petrobras está vendendo seus ativos terrestres.

    Diálogo é tudo

    Para o prefeito Arthur Neto, seria desastroso para o Estado perder a Petrobras num momento de enfraquecimento da Zona Franca de Manaus com a pandemia do coronavírus.

    Por isso, ele defende urgente diálogo entre o Governo do Estado e a estatal para que seja negociada uma solução intermediária com ganhos para ambas as partes.

    Gritaria política

    Em Brasília, diversos parlamentares amazonenses se movimentam preocupados com a saída da Petrobras do Estado.

    O senador Omar Aziz (PSD), coordenador da bancada do Amazonas no Congresso, diz que os parlamentares estão atentos, conscientes de que a decisão da empresa é parte de uma programação maior, mas o que exige especial vigilância para que o Estado não seja prejudicado em sua arrecadação tributária e não sejam perdidos centenas de postos de trabalho.

    Alerta de Braga

    No entender do senador Eduardo Braga (MDB), o Estado precisa reavaliar seu comportamento em relação à indústria de petróleo e para atrair novos investimentos, o que a Petrobras deixou de fazer há tempos.

    O último investimento de grande porte da Petrobras foi em 2009 com o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que turbinou mais de 4,5 bilhões de dólares no Estado.

    Prejuízo certo

    O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) afirma ser inevitável a perda arrecadação e de empregos com se a Petrobras sair de Urucu.

    Na visão do deputado federal José Ricardo (PT), a política de privatização do governo Jair Bolsonaro é a principal culpada pela fuga da Petrobras do Amazonas, fazendo cair a arrecadação estadual e provocando uma lamentável onda de desemprego.

    PEC do adiamento

    De acordo com o deputado federal Átila Lins, o fim de semana mudou o jogo político no Congresso Nacional com relação à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que adia as eleições municipais para os dias 15 e 29 de novembro.

    Até sexta-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizia ser muito forte a resistência à PEC, mas agora a costura de um acordo entre os partidos que constituem o Centrão e várias outras legendas indica que a PEC será aprovada. O primeiro turno da votação deverá acontecer hoje, e o segundo, amanhã.

    Votação noturna

    Conforme Átila Lins, os progressistas apoiam uma proposta que tramita no Congresso para que o processo de votação do pleito municipal deste ano seja iniciado às 8 horas e encerrado somente às 21 horas.

    A ampliação do horário, afirma o deputado, ajudaria no cumprimento do distanciamento social nas filas de votação durante toda a votação devido à pandemia da Covid-19.

    “Tapa e faca”

    Segundo uma fonte, as relações de “tapa e faca” entre o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), e o vereador José Thomé Neto (PTB), tendem a piorar no barulhento clima pré-eleitoral do município.

    O prefeito acaba de ganhar na justiça direito de resposta contra o vereador, por conta de ataques pessoais desferidos contra o gestor na Rádio Autazes FM 89,1, presidida pelo empresário José Thomé Filho, ex-prefeito e pai do vereador.

    A juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto deu um prazo de 48 horas para o cumprimento do direito de resposta, de 40 minutos, sob pena do pagamento de multa diária, no valor de R$ 10 mil, para pai e filho.

    Codam virtual

    Em sua primeira reunião virtual, o Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) avaliará, nesta terça-feira (29), 50 projetos industriais, perfazendo um total de R$ 1,578 bilhão, objetivando a geração de 2.815 empregos em três anos.

    O evento começará às 10h, via plataforma Teams, no Youtube.

    Contra a Covid-19

    Com objetivo de compartilhar boas práticas, soluções e projetos que contribuam para o enfrentamento e contenção do avanço do novo coronavírus na Amazônia, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) promovem, hoje, das 15h às 17h, (hora Manaus), o webinar “Estratégias para o enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia”.

    O seminário virtual é gratuito, aberto ao público e será transmitido pela plataforma Zoom.

    De acordo com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), já são mais de 389 mil casos confirmados e 13 mil mortes pela doença na Pan-Amazônia, até 24 de junho. Entre as populações indígenas, são 11,3 mil infectados e 780 mortos, representando aproximadamente 147 povos afetados pela Covid-19.

    Para participar, basta realizar a inscrição através do link: bit.ly/covid19-amazonia

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