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    Eleições 2020


    Bolsonaro não vai atuar nas eleições e frustra planos da direita no AM

    Pré-candidatos da direita no Amazonas sonhavam com o apoio de Bolsonaro durante a campanha para a Prefeitura de Manaus

    Bolsonaro disse que apoio tomaria todos o seu tempo em momento de pandemia
    Bolsonaro disse que apoio tomaria todos o seu tempo em momento de pandemia | Foto: Carolina Antunes/PR

    O presidente Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (28) que decidiu não atuar no primeiro turno nas eleições para prefeitos, que acontece em novembro, em todo o Brasil, frustrando os planos dos pré-candidatos da direita à Prefeitura de Manaus.

    “Tenho muito trabalho na presidência e, tal atividade, tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”, escreveu em publicação nas redes sociais.

    O presidente desejou sorte aos candidatos e aos eleitores. "Boa sorte a todos os candidatos e, principalmente, aos eleitores nessas escolhas".

    A direita já enfrentava dificuldades entre os vários nomes, que devem concorrer ao pleito, entre eles, Alfredo Menezes (Patriota), Josué Neto (PRTB), Romero Reis (Novo) e Alberto Neto (Republicanos), que promoviam candidaturas isoladas e contavam com o apoio do presidente. Sem esse ‘’trunfo’’, os concorrentes de direita enfraquecem nas eleições.

    O pré-candidato Alfredo Menezes, ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) por indicação direta de Jair Bolsonaro, é um dos nomes que aguardava pela ‘’benção’’ do presidente.

    Sem um histórico na política, Menezes confiava na relação com Bolsonaro. Ele chegou a utilizar banners para representar essa proximidade com o presidente.

    ‘‘Quero deixar claro para a sociedade que conheci Bolsonaro há 40 anos, por conta da relação próxima entre a minha esposa e a família do presidente. Nossa relação é de amizade, lealdade e baseada em valores militares, éticos e morais’’, afirmou o pré-candidato.

    Já o deputado federal Alberto Neto pressentia a ausência do apoio de Bolsonaro no primeiro turno e esperava unir a direita, fato que até então não teve sucesso.

    "Quando lancei a minha candidatura, eu conversei com o presidente e ele foi muito claro de que como o número de apoiadores dele é grande, ficaria muito complicado apoiar apenas um candidato, pois correria o risco de desagradar outros. Então, ele entraria com seu apoio durante o segundo turno, contra algum candidato que não fosse compatível com o seu governo’’, relatou Neto. 

    A estratégia seria a união entre os candidatos de direita, mas teve a recusa. Alfredo Menezes (Patriota) descartou qualquer possibilidade de aliança entre ele e Alberto Neto.

    “Não existe possibilidade nenhuma da minha parte de aliança com o Capitão Alberto Neto, que tem por detrás dele o deputado Silas Câmara, que representa o que há de mais nefasto na política do Amazonas e que é caudatário do senador Omar Aziz. Essa direita não é a minha direita. É a direita do Alberto Neto”, disparou.

    Romero Reis, amigo de Bolsonaro desde os anos 80, também utilizada a relação como um pró para a candidatura. "Eu não tenho dúvida nenhuma que nós seguimos os mesmos passos, ou seja, desejamos servir ao país, cumprir as leis, promover o crescimento saudável, educação de qualidade, saúde, transporte e saneamento básico’’.

    Aliança pelo Brasil

    De acordo com Bolsonaro, ele continua trabalhando para a homologação do partido Aliança pelo Brasil, criado em novembro do ano passado, após o presidente deixar o PSL, partido pelo qual se elegeu. Para a legenda ser homologada é necessário a coleta de cerca de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados. As rubricas precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral.

    “Em comum acordo tenho conversado com 3 outros partidos para o caso de não se concretizar a tempo o Aliança. Nessa segunda hipótese, de ambos os lados, se impõe condições para essa filiação. Isso também decidi que somente poderia acontecer em 2021”, explicou sobre o seu plano para filiação, caso o Aliança pelo Brasil não possa ser oficializado.

    As eleições municipais deste ano estão marcadas, em primeiro turno, para 15 de novembro e, em segundo turno, para 29 de novembro. Originalmente realizado em outubro, este ano o pleito foi adiado em razão da pandemia da covid-19.

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