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    Disputa acirrada


    Candidatos almejam prefeituras de municípios mais próximos de Manaus

    A corrida eleitoral municipal nos interiores contam com políticos residentes em Manaus, ainda com mandato, como deputados estaduais

    Seguido da capital do estado, Iranduba é o município com maior número de candidaturas, com 10 postulantes
    Seguido da capital do estado, Iranduba é o município com maior número de candidaturas, com 10 postulantes | Foto: Divulgação

    Manaus - A disputa pelo cargo de prefeito em alguns municípios do interior segue tão acirrada quanto na capital amazonense. O alto número de candidaturas em municípios limítrofes de Manaus contrasta com o número de candidatos nos municípios mais distantes. A diferença ocorre por diversos fatores, especialmente o financeiro disponibilizado para gestão.

    Em Iranduba e Presidente Figueiredo, dez candidatos disputam o cargo do Executivo Municipal. Entre eles deputados e vereadores que ainda cumprem mandato. Coari também apresenta dez candidatos. Itacoatiara, outra cidade que se localiza no limite da capital, segue com sete candidatos. Prefeituras de municípios mais distantes como Apuí, Guajará e Atalaia do Norte, por exemplo, só possuem três concorrentes. Anori e Caapiranga são exemplos de municípios com o menor número de candidaturas, com apenas dois postulantes.

    Município com maior número de candidatos, depois da capital, Iranduba tem como concorrentes Alain Cruz (PSC), Casa Nova (Rede), David Franklin (PT), Dr. Alexandre Magno (Cidadania), Edivaldo Mendonça (PSL), Graça Lopes (MDB), João Maciel (PSOL), Jordan Mota (DC) e Leonel Feitoza (PMN). Um dos candidatos, Dr. Almir Prestes (PL), teve a candidatura indeferida no processo.

    Pelo menos dois dos candidatos a prefeito em municípios do interior ainda cumprem mandato de deputados estaduais. Em Itacoatiara, o deputado estadual Cabo Maciel (PL), reeleito em 2018, e em Iranduba, o deputado Augusto Ferraz (Democratas), reeleito no mesmo período. Ferraz afirmou que a escolha por concorrer a gestão de Iranduba ocorreu após receber grande apoio popular na eleição ao seu cargo atual. Além disso, o parlamentar aposta em propor extensão da Zona Franca de Manaus ao município, o que poderia alavancar a geração de empregos.

    "Minha intenção em Iranduba é pra retribuir o carinho e a votação que tivemos no município. Acredito que possamos fazer uma belíssima administração e recuperar completamente o município, que atualmente está abandonado. Com a experiência de gestão empresarial e de 6 anos como deputado estadual, acredito que conseguiremos buscar recursos para serem investidos em Iranduba", relatou o candidato. 

    Recursos

    De acordo com o cientista político Jack Serafim, o que influencia na preferência dos candidatos para a escolha dos municípios é, principalmente, a maior disponibilização de recursos para a gestão e a proximidade com a capital. O especialista também explica que um município pequeno geralmente possui grandes problemas e poucos recursos, o que desperta o desinteresse de muitos partidos e seus referidos candidatos.

    "Geralmente, o que acontece é que esses municípios são deficitários. Municípios maiores e com mais recursos acabam atraindo a atenção dos grupos políticos. Em municípios com maior orçamento a disputa é sempre maior, sempre há envolvimentos de grupos políticos a nível de estado. Nos municípios menores, isso acaba afastando um pouco a atenção dos partidos", afirmou.

    É comum a candidatura dos políticos nos próprios municípios em que residem, principalmente por já serem conhecidos da população e exercerem atividades locais. Porém, é possível destacar que políticos que atuam em Manaus, como os próprios deputados, tentam uma oportunidade de gestão no interior. De acordo com o cientista político, isso se dá por diversos fatores, entre eles o desgaste político na capital.

    "Quando um político da capital, se lança em um município, ele tem bases, seja familiar ou negócios e, consequentemente, já há um trabalho ou conhecimento da pessoa no município. Quando os políticos perdem a eleição, estar no município às vezes é desafiador então eles acabam voltando à capital para trabalhar e só voltam no período eleitoral. As respostas para isso são variadas, desde a perseguição política até o desgaste político", explicou Jack. 

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