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    Combate à Covid


    Deputados se reúnem em busca de soluções para crise na saúde do AM

    Em reunião extraordinária e não remunerada, os 24 parlamentares discutirão medidas emergenciais para atender tanto a capital amazonense quanto municípios do interior

     

    A reunião ocorrerá de forma virtual e será realizada para que sejam encontradas soluções urgentes para a crise de saúde no estado
    A reunião ocorrerá de forma virtual e será realizada para que sejam encontradas soluções urgentes para a crise de saúde no estado | Foto: Danilo Mello/Aleam

    Manaus - Após o colapso na Saúde do Amazonas, na última semana, com a falta de oxigênio e a superlotação de hospitais, os 24 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) se reúnem nesta terça-feira (19), em uma sessão extraordinária, não remunerada, de forma on-line, para discutir soluções urgentes para a crise. Entre as medidas a serem debatidas, está a aquisição de usinas de oxigênio nos municípios-polo do interior do estado, para viabilizar a chegada de gás oxigênio.

    A compra de uma usina de oxigênio com recursos dos próprios parlamentares foi uma sugestão da deputada Mayara Pinheiro (PP), presidente da Comissão de Saúde e Previdência (CSP), a ser analisada pelos parlamentares na reunião. Outra proposta da deputada, foi a alteração da Resolução que regulamenta as cotas parlamentares, para que sejam utilizadas a favor da população. “O momento é de esforço mútuo para ampliar o número de leitos, comprar EPIs e fornecer oxigênio, não só para a capital, mas também para o interior do nosso amado Amazonas”, disse.

    O deputado Álvaro Campelo (Progressista) destacou a discussão desta proposta e afirmou que a preocupação é com os municípios do interior do Amazonas, para que possam ter infraestrutura suficiente para enfrentar o aumento de casos.

    “Já houve uma reunião prévia em que ficou definido que uma das pautas principais será a definição do remanejamento das emendas parlamentares individuais para que municípios-polo possam adquirir usinas de oxigênio, no mais curto espaço de tempo, a fim de evitar o caos que aconteceu em Manaus no último fim de semana. Além disso, outras propostas serão apresentadas, mas todas voltadas para o combate à pandemia”, afirmou o deputado.

    Para o deputado Saullo Vianna (PTB), as medidas necessárias neste momento incluem informar à população de forma correta e didática a respeito do atendimento de saúde básico, além de focar a atenção em atender os municípios do interior, da forma mais rápida que for possível. “Abertura de um hospital de campanha para atender os doentes que necessitam de internação, aumentar e informar melhor a população sobre o atendimento de saúde básico, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o planejamento urgente de ações voltadas para o interior, são medidas necessárias”, destacou.

    A prioridade, segundo o deputado Dr. Gomes (PSC), será solucionar a falta de oxigênio para os hospitais e unidades de saúde do estado em um curto prazo, além da oferta de leitos no Hospital de Campanha Nilton Lins, para pacientes acometidos pelo vírus.

    “A providência principal a ser resolvida é a solução quanto ao abastecimento de oxigênio para todas as unidades de saúde da capital e também do interior. Acreditamos que até quarta-feira (20) essa situação do oxigênio deverá estar resolvida. Também teremos mais oferta de leitos clínicos, em número de 80 leitos e uns 20 outros leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], pois deverá entrar em atividade o Hospital de Campanha Nilton Lins como retaguarda para os pacientes com Covid-19”, relatou.

    Vacina

    Durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), em dezembro do ano passado, os 24 deputados garantiram a destinação de R$50 milhões, do orçamento da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 ao estado. O deputado Saullo Vianna afirmou que o recurso está separado para esta compra, que deve ser feita pelo Governo do Estado.

    “A emenda coletiva para aquisição de vacinas está no orçamento 2021 do estado, o recurso está separado para isso, mas quem tem que comprar é o governo. Até então a informação oficial que temos são das doses que o governo federal e o governo de São Paulo nos cederam. Acho difícil algum governo conseguir, agora, comprar vacina direto das fábricas, porque há uma disputa mundial pela aquisição. Nesse quesito estamos à sorte do governo federal com as relações diplomáticas e negociações para que possamos ter mais vacinas.”, relatou.

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