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    Eduardo Braga toma segunda da vacina e cobra imunização em massa

    Ele havia recebido a primeira dose do imunizante Coronavac há quase três semanas

     

    Ele havia recebido a primeira dose do imunizante Coronavac há quase três semanas
    Ele havia recebido a primeira dose do imunizante Coronavac há quase três semanas | Foto: Divulgação

    O senador Eduardo Braga (MDB/AM) tomou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (8), no posto drive-true do Centro de Convenções do Amazonas (Sambódromo), no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.

    Ele havia recebido a primeira dose do imunizante Coronavac há quase três semanas, no dia 19 de março, no posto de treinamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte.

    Braga completou 60 anos em novembro do ano passado, e faz parte do grupo prioritário da vacinação. Além do senador, a esposa, dona Sandra Braga, de 62 anos, também tomou a segunda dose do imunizante nesta quinta-feira.

    “Glória à Deus”, disse Eduardo ao receber a vacina.  Ele voltou a cobrar um plano de imunização em massa para combater a doença. Até o último dia 7, o Brasil registrou 341 mil mortes, e 3.829. No Amazonas, 12.177 vidas foram perdidas.

    O senador disse, ainda, que, mesmo tomando a segunda dose, vai manter os cuidados necessários para evitar a doença, evitando aglomeração e utilizando álcool em gel e usando máscaras. “É preciso tomar todos os cuidados para não pegar essa doença, e vamos manter todos os protocolos”, afirmou Braga, que foi infectado pela Covid-19 no ano passado.

    Fila das vacinas

    Um dia antes de tomar a segunda dose, Eduardo Braga criticou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de projeto que permite que vacinas compradas pela iniciativa privada possam ser aplicadas em empresários e funcionários antes da imunização de todos os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização.

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    A importação e a aplicação de vacinas contra a covid-19 pela iniciativa privada não podem ser transformada num “vale-tudo” "

    senador Eduardo Braga,

    Braga também se disse contrário à redução de 100% para 50% do repasse a SUS das doses compradas por empresas privadas, como previsto no projeto aprovado na Câmara.

    “Nós não podemos transformar a vacina numa questão em que aqueles que têm dinheiro vão poder se vacinar e aqueles que não têm dinheiro vão ter que ficar numa fila infindável, que não vai andar por falta de vacina”, argumentou o parlamentar.

    Segundo Eduardo Braga, o projeto apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já aprovado e sancionado pelo presidente da República, foi a alternativa ideal para que a iniciativa privada se some ao esforço de imunização contra a covid-19.

    A previsão, na legislação em vigor, é que todas as vacinas adquiridas pela iniciativa privadas sejam doadas ao SUS até que se complete a meta de imunização dos 77 milhões de brasileiros dos grupos prioritários, que são mais vulneráveis à covid-19. Depois disso, as empresas poderão usar metade das doses para vacinar seus próprios funcionários e familiares, gratuitamente.

    ”Isso sim é humano, é socialmente compreensível e plausível do ponto de vista sanitário”, ponderou.

    Patentes

    Eduardo Braga avaliou como prudente o adiamento do projeto que trata da quebra de patentes das vacinas contra covid-19, para que o texto possa sofrer os aprimoramentos necessários. Mesmo considerando que os acordos internacionais, que têm força de lei, precisam ser respeitados, o líder do MDB foi incisivo: “Nada justifica o Brasil não quebrar patentes específicas, pelo tempo específico, para salvar vidas na pandemia. Nada!”

    O parlamentar foi além, na defesa da quebra de patentes, que tem a oposição do governo federal: “O governo que não venha com esses argumentos que são injustificáveis. É preciso haver ajustes? Sim. É preciso respeitar a questão dos acordos internacionais? Sim. Mas nós não podemos deixar de quebrar, como está previsto nos artigos dos acordos internacionais registrados em ambas as Casas do Congresso, de forma específica”

    Na avaliação do senador Eduardo, “o Brasil não aguenta mais assistir à morte de milhares de brasileiros todos os dias, e nós não conseguimos dar respostas que precisamos dar”.

    O parlamentar elogiou o esforço que vem sendo feito pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, que tem se desdobrado junto à comunidade internacional para tentar conseguir mais vacinas para o Brasil. 

    *Com informações da assessoria

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