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    Denúncia


    Ministério Público denuncia vereador que ameaçou servidor no Amazonas

    Ao ser impedido de entrar em uma escola de Manacapuru sem o uso de máscara, Gerson D'ângelo proferiu xingamentos ao diretor do local e, em seguida, pediu pela exoneração do funcionário.

     

    Na ocasião, o vereador – que é irmão do prefeito de Manacapuru, Beto D'ângelo –, também passou a injuriar e desacatar o diretor da escola, Jackson Azevedo de Souza, o vigia Elones Moreira da Silva e a auxiliar administrativa Mikaela Amorim Lima, de quem o denunciado chegou a subtrair, por breve espaço de tempo, o aparelho de telefone celular.
    Na ocasião, o vereador – que é irmão do prefeito de Manacapuru, Beto D'ângelo –, também passou a injuriar e desacatar o diretor da escola, Jackson Azevedo de Souza, o vigia Elones Moreira da Silva e a auxiliar administrativa Mikaela Amorim Lima, de quem o denunciado chegou a subtrair, por breve espaço de tempo, o aparelho de telefone celular. | Foto: Reprodução


    Manacapuru - No último dia 26, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) ofereceu denúncia contra o vereador de Manacapuru, Gerson D'ângelo, pela prática dos crimes de difamação, ameaça, desacato e infração de medida sanitária preventiva. Os delitos foram cometidas no dia 25 de julho, quando o parlamentar, sem máscara, foi impedido de entrar em um colégio do município após negar-se a cumprir a medida de segurança.

    Na ocasião, o vereador – que é primo do prefeito de Manacapuru, Beto D'ângelo , também passou a injuriar e desacatar o diretor da escola, Jackson Azevedo de Souza, o vigia Elones Moreira da Silva e a auxiliar administrativa Mikaela Amorim Lima, de quem o denunciado chegou a subtrair, por breve espaço de tempo, o aparelho de telefone celular.

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    Os delitos tipificados em função da conduta do vereador permanecem sob investigação, com vista à representação por eventual quebra de decoro parlamentar, além de possível conduta de improbidade administrativa. Até o oferecimento da denúncia, nenhuma apuração quanto à conduta do denunciado havia sido iniciada "

    , disse o documento, impetrado pela 1ª Promotoria de Justiça.

     

    O gestor escolar, professor Jackson Azevedo, de Manacapuru, chegou a ser demitido no dia 19 de julho. Com a repercussão do caso após furo do EM TEMPO, Jackson Azevedo foi "aconselhado" pelo secretário de Educação do Município, Raimundo Conde, a se afastar do cargo para ser aberta sindicância que iria investigar o ocorrido entre ele e o vereador. 

    Após o afastamento, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com ação civil pública na 1ª Vara da Comarca de Manacapuru para pedir o retorno de Jackson ao cargo de gestor da escola em que atuava. O processo tem como partes contrárias o município e a Secretaria Municipal de Educação.

    Em liminar, o juiz David Nicollas Vieira Lins concedeu o pedido, devolvendo ao gestor o cargo. Ele estipulou ainda multa pessoal de R$ 10 mil, por dia de descumprimento (a ser paga pelo secretário Raimundo Conde) caso Jackson fosse afastado do cargo. 

    Entenda o ocorrido

      Na manhã de 25 de maio, o vereador Gerson D'Ângelo (Republicanos-AM) foi impedido de entrar no auditório da escola municipal Zoraida Ribeiro Alexandre, onde a Câmara Municipal de Manacapuru estava funcionando provisoriamente em razão da enchente. Isso porque, ao tentar entrar no espaço, o vereador foi abordado por um dos porteiros, que pediu a D'Ângelo que utilizasse uma máscara. Segundo testemunhas, o vereador se recusou a pôr o equipamento de proteção, mesmo com a insistência do servidor da escola.  

    "Ainda dentro do carro, vi o vereador gesticular com o segurança, que se aproximou do meu carro e bateu no vidro. Saí do veículo e, ao entender sobre o que se tratava, também pedi que ele colocasse uma máscara. Além de se recusar novamente, o vereador me mandou tomar 'naquele lugar", disse Jackson em entrevista ao EM TEMPO.

    Consternado com a situação, Jackson chamou a Polícia Militar de Manacapuru, e acusou o vereador de desacato ao servidor público. Gerson D'Ângelo estava sendo assistido por populares e outros vereadores, e, por se sentir constrangido, prometeu que no mesmo dia mandaria transferir o diretor da escola para outro lugar.

    O Ministério Público começou a investigar o caso no dia 27 de julho, ao tomar ciência das ameaças que o diretor e funcionários que testemunharam os fatos estariam sofrendo. 

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