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    BR 319


    Governistas não culpam Bolsonaro por falta de verba para BR-319

    As únicas obras programadas pelo Governo Federal, previstas na LDO de 2022, somam 20 quilômetros, de um total de 459. Ou seja, menos de 10% do que ainda precisa ser recuperado

     

     

    O trecho do meio, considerado o mais extenso da BR-319, não conta com nenhuma previsão de orçamento
    O trecho do meio, considerado o mais extenso da BR-319, não conta com nenhuma previsão de orçamento | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - O corte de verbas destinadas ao asfaltamento da BR-319, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deixou a promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda mais distante da realidade. Mesmo assim, membros da bancada amazonense que integram a base governista não culpam o Planalto pela decisão, mas sim ambientalistas e gastos com assistencialismo em meio a pandemia. 

    Sem previsão de verba para o trecho do 'meio', que equivale a 405 quilômetros, as únicas obras programadas pelo Governo Federal previstas na LDO para 2022 somam 20 quilômetros, ou seja, menos de 10% do total que ainda precisa ser recuperado. Segundo dados do GLOBO, 459 quilômetros ainda precisam ser asfaltados para completar a revitalização da estrada. Para o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos), as razões que impedem Bolsonaro de cumprir sua promessa são diversas. 

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    Entre os maiores entraves estão: alegação ambiental e pressão internacional. Suspeitam que a reabertura da estrada vai aumentar o desmatamento. Isso é a desculpa aparente. Pressões políticas regionais: a estrada vai prejudicar certos interesses "

    , declarou.

     

    Promessa vazia

    No entanto, em seu terceiro ano de mandato, o presidente Jair Bolsonaro possui cerca de 16 meses restantes na posição de chefe do Executivo, tempo que torna extremamente difícil a recuperação da BR-319, somado ao fato de que não há expectativa para ampliação da verba num futuro próximo. 

    "Infelizmente, não temos previsão orçamentária para o trecho do meio na BR-319. Neste momento, o auxílio econômico para a população é mais importante", completou o deputado Capitão Alberto Neto. 


      Apesar do cenário dificultoso, novas promessas ainda surgem: o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que neste ano o Ministério começará a trabalhar para preparar licença ambiental e licitação para o trecho do meio. Caso ainda haja obra neste trecho, será realizada apenas em 2022. Para o deputado federal Delegando Pablo (PSL), o Governo Federal está fazendo sua parte.  

     
    Para o deputado federal Delegado Pablo (PSL), o governo federal enfrenta as dificuldades impostas por ambientalistas
    Para o deputado federal Delegado Pablo (PSL), o governo federal enfrenta as dificuldades impostas por ambientalistas | Foto: Divulgação

    "A BR-319 é uma rodovia pavimentada há 44 anos. Sua situação atual é caso de asfaltamento e recuperação. Não há nada de novo que justifique entraves ambientalistas. Enquanto isso, o povo do Amazonas sofre com o isolamento e os altos custos para qualquer insumo ou mercadoria chegar em seus lares. Sei o quanto a BR-319 faria diferença na vida de muitos amazonenses, mas é inacreditável como existem pessoas que não querem o progresso do nosso Estado", afirmou. 

    Apelos da bancada amazonense

    Nesta quarta-feira (25), o ministro Tarcísio Gomes de Freitas postou em suas redes sociais que conseguiu licenciamento para asfaltar 52 quilômetros do lote C da BR-319, juntamente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No entanto, desde 2020 os anúncios de asfaltamento deste trecho são feitos pelo Ministério de Infraestrutura. Além disso, estes 52 quilômetros não fazem parte do "meio" e não representam avanço significativo na recuperação da rodovia. 

      Já no âmbito do Congresso Nacional, o senador Plínio Valério (PSDB) havia solicitado 150 quilômetros de pavimentação da via. Entretanto, o relator da LDO de 2022, deputado Juscelino Filho (MDB-MA), reduziu a proposta e disponibilizou recursos suficientes para asfaltar apenas dois quilômetros da BR, para cada emenda individual, apresentadas por Plínio e pelos senadores Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e o deputado Delegado Pablo (PSL).  

    O relatório final também acatou uma emenda da bancada do Amazonas, propondo como meta a pavimentação de 200 quilômetros. No entanto, o texto sofreu um corte de mais de 90%, resultando na oferta de apenas 20 quilômetros.

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