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    Chefe da PF no AM pode ser trocado após pedir investigação de ministro

    Alexandre Saraiva, superintendente da PF no Amazonas, suspeita que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tenha se aliado a madeireiros para atrapalhar operações de crimes ambientais na Amazônia

     

    A decisão de substituir Saraiva é do diretor-geral da PF, Paulo Maiurino
    A decisão de substituir Saraiva é do diretor-geral da PF, Paulo Maiurino | Foto: Reprodução

    BRASÍLIA - Após pedir investigação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, deve ser substituído, a mando do diretor-geral da PF, Paulo Maiuirino. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

    Saraiva enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia-crime contra o titular da pasta do Meio Ambiente por obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa.

    A peça acusa Salles e o senador Telmário Mota (Pros) de atuarem em favor de investigados da Operação Handroanthus GLO, que mirou extração ilegal de madeira na Amazônia no final do ano passado.

    Para Alexandre Saraiva, Salles e Telmário cooperaram com o setor madeireiro "no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública."

    Em entrevista à Folha na semana passada, o delegado fez duras críticas a Salles, dizendo ser a primeira vez que viu um titular da pasta se posicionar contra uma ação que mira preservar a floresta amazônica.

    “Na Polícia Federal não vai passar boiada”, disse Saraiva, usando a frase emitida por Salles em reunião ministerial do ano passado, que se tornou pública, após o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar interferir na PF do Rio de Janeiro, para proteger o filho mais velho, Flávio Bolsonaro (Republicanos), alvo de investigações.

    Afastamento 

    Segundo informações internas da PF obtidas pela Folha de São Paulo, a decisão de afastar Alexandre Saraiva foi tomada na tarde desta quarta-feira (14), antes do documento enviado ao STF que pede apuração da conduta do integrante do governo. 

    Maiurino escolheu o delegado Leandro Almada para substituí-lo. O policial foi o número 2 da gestão de Saraiva e comandou o grupo de investigações ambientais na superintendência.

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