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    Eleições 2018


    Mais de meio milhão de brasileiros votam no exterior

    O amazonense Maurício Câmara vive em Deerfield Beach, Estados Unidos e vai votar pela primeira vez no exterior

    Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições 2018 registram uma elevação de 41,37% em relação às de 2014 | Foto: Reprodução

    Manaus - A eleição para a Presidência da República, no Brasil, em 2018, é uma das mais comentadas em todo o mundo, sinal de que, mesmo longe, o brasileiro está conectado. Atualmente, há 500.727 mil brasileiros que moram no exterior inscritos em 1.790 seções e aptos a votar e que não abrirão mão do direito, por acreditarem, principalmente, que o país precisa de uma mudança para acabar com a crise política, moral e econômica que se espalhou nos últimos tempos.

    Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições 2018 registram uma elevação de 41,37% em relação às de 2014, no número de eleitores que participarão da escolha do próximo presidente da República fora do Brasil. Ao todo, 99 países terão votação brasileira. Os EUA ainda têm o maior número de brasileiros, com 160.035 eleitores. O Japão ocupa o segundo lugar e concentra 60.720 pessoas desse grupo. Portugal conta com o terceiro maior colégio eleitoral do exterior, com 39.246 eleitores.

    As cidades no exterior com mais eleitores são Boston e Miami, ambas nos EUA. São 35.051 e 34.347 eleitores, respectivamente. Tóquio, capital do Japão, é o terceiro município com mais eleitores (26.098). Em seguida, Londres, na Inglaterra, tem 25.927 eleitores aptos. Outra cidade no Japão, Nagóia, é a quinta cidade com mais eleitores brasileiros cadastrados, 24.520.

    Deerfield Beach

    Maurício de Derfield Beach
    Maurício de Derfield Beach | Foto: Divulgação

    O amazonense Maurício Câmara, 37, vive em Deerfield Beach, Estados Unidos, desde 2004, e vai votar pela primeira vez no exterior. Ele, que é desenvolvedor de sistemas, acredita no liberalismo e é simpatizantes de candidatos que defendem essa forma de governo.

    “A comunidade brasileira é muito grande no sul da Flórida, e a maioria das pessoas que saem do Brasil para vir para cá não estão preocupadas em direitos. Elas estão preocupadas com a oportunidade. Uma real alternância de poder onde haja mudança da esquerda para a direita, no aspecto político, é algo saudável e estimula a discussão de novas ideias. A democracia brasileira só tem a ganhar sobre isso. O próprio crescimento do movimento liberal e conservador no Brasil é algo que nunca foi visto antes. A hegemonia da esquerda foi quebrada e, daqui para a frente, sempre vai haver esses dois lados da discussão que antes não existiam”, defendeu.

    Orlando

    João Paulo, de Orlando.
    João Paulo, de Orlando. | Foto: Divulgação


    O Chefe de cozinha cearense João Paulo Melo Araújo, de 38 anos, que mora em Orlando, Estados Unidos, há 10 anos, também nunca votou no exterior, mas domingo irá à urna por entender que o Brasil precisa acabar com a corrupção. Sobre a política brasileira, João acredita no regime mais severo para a retomada do crescimento do país.

    “Orlando é uma cidade pequena, mas que tem um desenvolvimento tremendo. Aqui, nós temos educação de qualidade, acesso a tudo. As coisas no Brasil são muito travadas e muito difíceis de se fazer, e, aqui, as instituições governamentais são muito simples e isso me encantou. Temos o consulado brasileiro em Miami e temos o consulado itinerante em Orlando, que vem a cada 15 dias. Eles oferecem serviços como emissão de documentos pessoais. Geralmente, eles se instalam em igrejas batistas e, no domingo, também estarão aqui para que possamos votar. Precisamos mudar a realidade que aí está, com um regime mais severo”, explicou 
    o cearense.

    Londres

    Samia, de Londres
    Samia, de Londres | Foto: Divulgação


    A coordenadora de eventos Sâmia Costa Zaccara, 29, natural de São Paulo, vive em Londres, Inglaterra, há oito anos e afirma que, nessa eleição presidencial, não há como ficar de fora. Ela acompanha tudo que acontece pela mídia que considera imparcial. “Quando você transfere seu título de eleitor para outro país, você não é mais obrigado a votar, mas você tem a obrigação de se justificar. Nossa economia acabou com os últimos governos e assistir a essa palhaçada é triste. A mídia aqui (Londres) é imparcial e nos mostra números que não são “fake” como estamos vendo pelo Facebook e outros meios, como o Ibope. Não vou votar no PT, no Bolsonaro ou no Ciro, vou votar no que considero um partido que não usa dinheiro público e que não é envolvido com corrupção”, 
    disse a brasileira.

    Nyborg

    Breno, da Dinamarca
    Breno, da Dinamarca | Foto: Divulgação


    O empresário Breno Sales Gorre, natural de Acaraú (CE), mora há 26 anos em Nyborg, Dinamarca, e lamenta a corrupção presente no Brasil. Ele disse que votará em branco, por desacreditar no perfil dos políticos que concorrem à Presidência da República. “Eu voto para a Presidência do Brasil desde os meus 18 anos de idade. Mas eu sempre voto em branco, porque vejo que a maioria dos políticos brasileiros são corruptos e egoístas. Quando você vive na Dinamarca, no meu caso, que cresci aqui, você tem uma mentalidade de que você é forte e trabalha por seus objetivos. Eu não estou falando mal do Brasil, mas do sistema, que é falho. As pessoas trabalham para pagar muitos impostos, e eu não concordo com 
    isso”, disse.

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