Fonte: OpenWeather

    Política


    Cláusula de barreira une PHS ao Podemos

    PHS, de Wilker Barreto, está em processo de fusão com o Podemos, que levará o nome da nova sigla e fortalecerá a legenda local e nacional

    Manaus - O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) será incorporado ao Podemos. A fusão das siglas se dará pelo fato do PHS não ter alcançado a cláusula de barreira, estabelecida na lei 13.165/15, e consequentemente não ter direito a tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV nem verba do fundo partidário nas eleições de 2020.

    Pela nova regra, um partido precisava obter, nas eleições para a Câmara dos Deputados de 2018, pelo menos 1,5% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, com um mínimo 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos 9 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação.

    Para o presidente estadual do PHS no Amazonas, deputado estadual Wilker Barreto, o Podemos tem interesses em comum com a legenda, o que viabiliza a união.

    “O PHS não bateu a cláusula partidária. E nós tínhamos até o dia 2 de fevereiro para fazer a fusão ou incorporação. A nacional iniciou a conversa com o Podemos para dar entrada à incorporação. Na verdade, foi o Podemos que iniciou a conversa com o PHS. Os interesses eram comuns e, ambos, resolveram dar entrada no processo”, explicou.

    O presidente estadual da sigla explicou que a migração para o Podemos, que tem, em média quatro mil filiados no Amazonas, não será de forma automática e que deverá ser feita uma nova filiação.

    “Os mandatários do PSH se quiserem continuar no Podemos podem ficar, mas também têm carta para sair. Então, é a janela. A janela só vai existir porque o PHS será extinto”, explicou Wilker.

    Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Wilker migrará para o Podemos e será o segundo deputado do partido na Casa, junto ao presidente estadual Abdala Fraxe. Já o deputado Felipe Souza deixou o PHS e vai integrar o Patriotas.

    “Nós somamos, ganhamos força. Aqui (Assembleia), os meus interesses não conflitam com os do deputado Abdala, porque ele é muito mais interiorano. Dois terços dos meus votos foram na capital”, destacou.

    Dos 30 partidos representados na Câmara, DC, Patriota, PCdoB, PHS, PMN, PPL, PRP, PTC e Rede não conseguiram votos suficientes para alcançar a cláusula de desempenho. Pela regra, essas legendas, que têm 31 deputados ao todo, perdem direito ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV no período de 2019 a 2023.

    Por causa disso, o Patriota (5 deputados) decidiu incorporar o PRP (4), somando 9 deputados. O PCdoB (9) incorporou o PPL (1), somando 10 deputados. E o Podemos (11) incorporou o PHS (6), somando 17 deputados. O objetivo da cláusula era justamente forçar uma redução no número de partidos existentes atualmente: 35.

    Já no Senado, o Podemos, do senador Álvaro Dias (PR), que é o segundo-vice presidente, se torna a terceira bancada da Casa, subindo de cinco parlamentares, após a eleição, para oito. Outros nomes de peso na sigla é o do senador André Girão (CE), Capitão Styvenson (RN) e Romário (RJ).

    Leia mais

    Wilson Lima enfrenta crises no 1º mês de governo: e o que vem por aí?

    Alessandra afirma que fará parceria com Wilson Lima, mas sem submissão

    Conheça o bloco dos parlamentares independentes da Aleam

    Comentários