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    Um ano do crime


    Homenagem a Marielle Franco em Manaus nesta quinta

    Movimentos sociais, ativistas e público em geral devem participar da homenagem a Mariele Franco, às 15h, na Casa das Artes, no Largo São Sebastião, centro de Manaus

    Marielle Franco foi morta na noite do dia 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro.
    Marielle Franco foi morta na noite do dia 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro. | Foto: Divulgação

    Manaus - Nesta quinta-feira (14), data em que se completa um ano da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL – RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, mobilizações estão marcadas em todo o país e em cidades do mundo. Em Manaus, a data será lembrada através da realização de um simpósio e uma aula pública.

    O evento é promovido pelo Coletivo Rosa Zumbi, Movimento Esquerda Socialista (MES) e Juntos, e tem início marcado para as 15h, na Casa das Artes, localizada no Largo de São Sebastião. A programação deve reunir ativistas e movimentos sociais, além de ser gratuita e aberta para a comunidade em geral.

    A aula pública será ministrada por professores da rede municipal e estadual de educação. De acordo com a secretária de Juventude do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e uma das organizadoras do ato, Larissa Pires, temas abordados pela vereadora, como o que é ser mulher dentro de um partido político, combate à corrupção e Direitos Humanos, serão discutidos ao longo da programação.

    “A ideia é preservar sua memória e discutir como ela nos inspira a levar suas ideias e lutas adiante”, disse.  Após a aula, um ato simbólico nomeado Sementes de Marielle será realizado no Largo.

    Além de capitais brasileiras, cidades como Boston, nos Estados Unidos, Paris, na França, e Melbourne, na Austrália, também tem manifestações marcadas para amanhã.

    O crime

    Marielle Franco foi morta na noite do dia 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro. Ela voltava de uma roda de conversa intitulada “Jovens Negras Movendo as Estruturas” quando, por volta das 21h30, um carro parou ao lado do seu, disparou e fugiu sem roubar nada. A vereadora foi atingida por quatro tiros na cabeça e morreu. Seu motorista, Anderson Gomes, foi atingido por três tiros na lateral das costas e também não resistiu. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu.

    Nascida e criada no Complexo da Maré, uma das regiões mais violentas da capital carioca, Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, eleita com 46.502 votos. Na Câmara, presidia a Comissão da Mulher e era relatora da comissão que acompanhava a intervenção federal na segurança pública do Rio.

    Em 15 meses na Câmara Municipal, apresentou 16 projetos de lei. Dois deles foram aprovados como leis concretas: um sobre a regulação de mototáxis, e outro a respeito de contratos da prefeitura com organizações sociais de saúde, alvos frequentes de investigações sobre corrupção.

    Na última terça-feira (12), dois dias antes do crime completar um ano, a Polícia Civil do Rio prendeu dois suspeitos de participarem do assassinato da vereadora e seu motorista. Eles foram identificados como Ronnie Lessa, policial militar reformado de 48 anos, e o ex-policial militr Élcio Vieira Queiroz, de 46 anos. Ambos negam participação no crime.

    De acordo com a denúncia, Lessa efetuou os disparos que mataram Marielle e Anderson, e Queiroz dirigiu o carro de onde partiram os disparos. Os suspeitos foram indiciados por dois homicídios e uma tentativa de homicídio.

    De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a parlamentar foi morta por conta da sua militância em prol dos direitos humanos. Os investigadores afirmaram, ainda, que Lessa fez pesquisas sobre a rotina da vereadora, além de ter pesquisado sobre outras figuras políticas da esquerda, como Marcelo Freixo (PSOL), amigo de Marielle. A motivação do crime foi considerada torpe.

    Uma segunda etapa de investigações deve ser realizada. Nesta fase, serão investigados possíveis mandantes do crime e o paradeiro do carro utilizado na noite do assassinato. 

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