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    Demandas do Amazonas


    Sem resposta, bancada do Amazonas fará reunião com Bolsonaro na terça

    O encontro de bancada amazonense com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), não chegou a nenhuma definição quanto às demandas levadas pelos parlamentares do estado, como Zona Franca de Manaus, BR-319, Processo Produtivo Básico (PPB), aeroportos do interior e a retomada do programa “Amazônia Conectada”

    Nesta data, além dos 11 novos parlamentares amazonenses, também estarão presentes, o ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni e o governador Wilson Lima (PSL).
    Nesta data, além dos 11 novos parlamentares amazonenses, também estarão presentes, o ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni e o governador Wilson Lima (PSL). | Foto: Reprodução

    Manaus - O encontro de bancada amazonense com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), não chegou a nenhuma definição quanto às demandas levadas pelos parlamentares, como Zona Franca de Manaus, BR-319, Processo Produtivo Básico (PPB), aeroportos do interior do Amazonas e a retomada do programa “Amazônia Conectada”.

    Por este motivo, uma nova reunião, foi marcada para a próxima terça-feira (16).

    Nesta data, além dos 11 novos parlamentares amazonenses, também estarão presentes, o ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni e o governador Wilson Lima (PSL).

    Participaram dessa reunião o senador Omar Aziz (PSD), Marcelo Ramos (PR), Sidney Leite (PSD) e Pablo Oliva (PSL).

    Para o próximo encontro, o governador Wilson prepara a criação de um grupo de trabalho, formado por técnicos dos Governos do Estado e Federal, para discutir medidas capazes de acelerar a aprovação de Processos Produtivos Básicos do Polo Industrial de Manaus, bem como restabelecer a competitividade de segmentos industriais instalados na ZFM, como o polo de concentrados de bebidas. A decisão de criar o grupo foi tomada após rápida reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

    Frustração.

     O próprio presidente, de acordo com Marcelo Ramos, reconheceu que não estava preparado para esse debate econômico e que não tinha ali os técnicos do Ministério da Economia
    O próprio presidente, de acordo com Marcelo Ramos, reconheceu que não estava preparado para esse debate econômico e que não tinha ali os técnicos do Ministério da Economia | Foto: Divulgação

    Conforme Marcelo Ramos, frustração foi o sentimento que melhor definiu o encontro do presidente Bolsonaro com a bancada amazonense. “Não atendeu as expectativas da bancada. O presidente não garantiu nenhuma segurança em relação às pautas apresentadas. Bolsonaro disse que não tem dinheiro para as obras da rodovia BR-319”, disse.

    Segundo o deputado, havia a expectativa de que ele, ao menos, dissesse que não permitirá que mexam na Zona Franca. “Mas, infelizmente, a gente não ouviu nem mesmo essa garantia”. O próprio presidente, de acordo com Marcelo Ramos, reconheceu que não estava preparado para esse debate econômico e que não tinha ali os técnicos do Ministério da Economia, daí ter encaminhado as pautas do Amazonas para o ministro Onyx Lorenzonni, Chefe da Casa Civil.

    Enquanto as demandas do Amazonas levadas a Bolsonaro não se resolvem, o  presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, ontem, que a reforma da Previdência “atrasará um pouco mais que o necessário, mas vai tomar rumo.” A declaração foi dada durante evento com investidores em Nova York (EUA). Ele afirma que “falta o governo organizar o diálogo com o Parlamento” e que é preciso “melhorar o encaminhamento da reforma”.

    Parte inferior do formulário

    O presidente da Câmara disse que “quando o presidente é um pouco mais duro com o Parlamento, o Parlamento reage”. A declaração ocorre em um momento de incerteza na Câmara sobre a votação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Pelo calendário inicial, a votação seria na próxima quarta feira (17), mas o governo tenta antecipar em um dia, temendo o esvaziamento do Congresso com o feriado da Páscoa.

    Mas deputados do chamado Centrão ameaçam não aceitam votar a reforma no colegiado enquanto a Câmara não apreciar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento impositivo. A movimentação é um sinal ao Planalto de que os deputados ainda não estão dispostos a votar a reforma.

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