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    Sergio Moro culpa 'descontrole estatal' por massacre no AM

    O ministro defendeu o pacote anticrime que propõe o endurecimento de penas para crimes violentos, corrupção e crime organizado

    O ministro afirmou que os líderes que comandaram os assassinatos serão transferidos para presídios federais | Foto: Reprodução

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse que as mortes em presídios do Amazonas são resultado de “certo descontrole do poder estatal”. O ministro está em Lisboa participando de uma palestra sobre combate à corrupção nas Conferências do Estoril.

    "Ali resulta basicamente do fato de um certo descontrole do poder estatal em relação a essas prisões. A informação que nós temos é que houve um conflito entre organizações criminosas e isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo. Não deveria, nós temos obrigação de tentar controlar nesses lugares específicos."

    O ministro afirmou que os líderes que comandaram os assassinatos serão transferidos para presídios federais. Nove já foram transferidos na tarde desta terça-feira (28). Segundo ele, um dos objetivos é ter no Brasil penitenciárias federais de segurança máxima que funcionem como as superprisões dos EUA.

    “São baseados naquelas supermax americanas, são presídios de segurança, cela individual, sem fuga, sem rebelião, sem comunicação dos presos com o mundo exterior”, disse. 

    Questionado sobre o problema da superlotação das prisões, Moro disse que a redução de crimes é a melhor política. 

    “A melhor política de diminuição da população prisional é a redução de crimes. Nós temos altos índices de crime no Brasil, lamentavelmente. Em 2016 tivemos um recorde de mais de 60 mil assassinatos. Num contexto desta espécie, é muito complicado reduzir a população prisional. Não se pode simplesmente abrir as portas da prisão e colocar para fora qualquer espécie de criminoso”, avaliou.

    O ministro defendeu o pacote anticrime, de sua autoria, que propõe o endurecimento de penas para crimes violentos, corrupção e crime organizado. 

    “Nós temos ciência do problema de superpopulação carcerária, mas nós queremos endurecer o regime, digamos assim, em relação àquela criminalidade que realmente necessita de endurecimento. Não estamos adotando medidas generalizadas”, completou.

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