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    Declaração


    Arthur defende um PSDB mais reformista e um país parlamentarista

    O discurso foi feito durante a Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, que aclamou Bruno Araújo, como novo presidente da sigla

    Para Arthur, o sistema parlamentarista garante a estabilidade política necessária ao enfrentamento de crises, diferentemente do sistema presidencialista | Foto: Divulgação PSDB Amazonas

    Brasília - "O PSDB precisa assumir sua identidade reformista com clareza. Não é somente votar a favor da reforma (da Previdência), e, sim, comandar o processo de votação dessa reforma. O PSDB precisa sair do armário da prudência e entrar, pra valer, de cabeça e com coragem nas decisões", declarou o ex-senador e prefeito reeleito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

    O discurso foi feito durante a Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, nesta sexta-feira (31). O evento aclamou Bruno Araújo, do PSDB-PE, como novo presidente da sigla, sucedendo o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Em sua fala, Bruno citou o prefeito de Manaus e reconheceu a importância da geração de riquezas na Amazônia e conservação da floresta. 

    Dirigindo-se a Alckmin, Arthur propôs que o partido tenha um novo marco com a gestão de Bruno em relação às eleições presidenciais. "Vamos estabelecer, a partir da presença do Bruno, que nunca mais seja realizada eleição para Presidente da República sem prévias duras, debatidas, disputadas e democráticas, que sensibilizem o país e que mostre ao Brasil que esse é um partido diferente", afirmou.

    Sobre as trocas de nomes e siglas feitas por algumas legendas, Arthur alertou que o PSDB, além de discutir a efetividade da social democracia (que segundo ele, não deu certo em nenhum país do mundo), deveria retomar a bandeira do parlamentarismo. "Avançar para a plena maturidade democrática seria retornarmos ao verdadeiro 'P' que me fez entrar nesse partido. Nós temos que fazer ressurgir a luta pelo parlamentarismo no Brasil", declarou.

    Segundo ele, o sistema parlamentarista garante a estabilidade política necessária ao enfrentamento de crises, diferentemente do sistema presidencialista. "Estamos vendo um país em crise e em turbulência na sua relação com o Congresso. O presidencialismo tem esse condão de esticar as crises, de torná-las maior. Então, além de vir votar no Bruno, eu também fico feliz de trazer de volta ao partido a ideia de liderar o processo das reformas (da Previdência e Tributária) e da implantação do parlamentarismo no Brasil", defendeu Virgílio.

    Palavras de Alckmin

    Após a fala de Arthur, a ideia de um governo parlamentarista também foi citada por Geraldo Alckmin como uma bandeira do PSDB. O ex-candidato a presidência e  ex-governador de São Paulo Alckmin encerrou a convenção nacional do partido atacando o governo atual e classificando o "bolsonarismo" como uma "mentira", comparando o posicionamento de Bolsonaro ao PT. Ele manifestou solidariedade ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por ter sido criticado pelo presidente da República.

    "Esses oportunistas políticos por 30 anos numa deslealdade vêm atacar a vida dos homens públicos jogando a sociedade contra suas instituições. Não temos duas verdades, a extrema direita e a extrema esquerda. Temos duas grandes mentiras, o petismo e o 'bolsonarismo'", discursou o tucano, que entregou a presidência do partido ao ex-deputado Bruno Araújo (PE). "Onde está a agenda de competitividade desse governo? Vamos ter coragem de criticar, pôr o dedo na ferida."

    *Com informações da assessoria e Estadão Conteúdo

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