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    Entrevista Especial


    Vereador André Luiz destaca projetos para comunidade surda e muda

    Vereador de primeiro mandato em Manaus André Luiz (PTC), concede entrevista ao EM TEMPO. Na conversa, o parlamentar e ex empresário destaca leis de sua autoria que garantem a ampliação da acessibilidade para a comunidade surda e muda, e critica a prática de compra e venda de votos no Amazonas . Leia mais:

    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO
    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO | Foto: Eder França

    Manaus - Vereador de primeiro mandato, André Luiz (PTC), foi entrevistado pelo EM TEMPO. Na conversa, o parlamentar e ex empresário destacou leis de sua autoria que garantem a ampliação da acessibilidade para a comunidade surda e muda, além de ter criticado a prática de compra e venda de votos no Amazonas e o que espera do próximo prefeito de Manaus.

    EM TEMPO: O PL 255/2019 insere a língua brasileira de sinais como disciplina na rede municipal de ensino. Qual a importância desse projeto para a sociedade em geral? 

    André Luiz: A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a segunda mais falada no nosso país e precisa ser reconhecida no ensino para que todos tenham acesso. No Amazonas, temos ao todo 120 mil surdos. Essa é uma população que nossa sociedade ainda não abriu os olhos. São pessoas perfeitas que possuem dificuldades de audição ou fala, que querem produzir e participar das coisas. Eles são extremamente capazes. Quando inserimos libras como disciplina escolar, estamos incluindo essa parcela na sociedade e no mercado de trabalho. Acredito que se tivermos esse ensino reconhecido como disciplina, creio que será a primeira cidade brasileira a receber esse projeto. Vai inovar e servir de modelo para o resto do país.

    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO
    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO | Foto: Eder França

    EM TEMPO: Você também é autor da lei que torna obrigatória a inclusão de janela com intérprete de libras em cinemas da capital. Essa lei já está sendo executada?

    André Luiz: A Agência Nacional de Cinema (Ancine), durante um tempo, entrou com recursos para que a medida não fosse implantada. No entanto, o Projeto de Lei foi aprovado e sancionado. Eles pediram, então, um prazo, para finalizar a fase de testes em São Paulo do aparelho que vai auxiliar essas pessoas: um óculos que vai mostrar a janela auxiliar, um tablet ou uma janela no próprio telão em salas específicas. O meio a ser utilizado não me incomoda. Essas pessoas têm direito a lazer e à informação. Acredito que a partir desse momento, as pessoas vão olhar a comunidade surda-muda de forma diferente e inclusiva.

    EM TEMPO: Muitas pessoas ainda desconhecem as atribuições de um vereador e até mesmo a atual composição da CMM. Como mudar isso?

    André Luiz: É preciso acompanhar o trabalho dos parlamentares, seja vereador, deputado ou senador. Pagamos o preço por conta de pessoas que dizem não gostar de política. Precisamos acompanhar para garantir um bom futuro para o país. Sempre gostei de servir e ajudar. Meu cargo é limitado; tem coisas que posso e não posso fazer. Se a população não começar a observar e se interessar, não adianta haver apenas trabalho da parte dos parlamentares. Muitos acham que suas obrigações e interesses acabam no dia da eleição e precisamos mudar isso. É preciso acabar também com a cultura da compra e venda de votos, que ainda é muito comum aqui. Quando se vende o voto, você está vendendo a educação, saúde e segurança de qualidade que lhe são de direito.

    EM TEMPO: Muitas siglas têm retirado “partido” de suas nomenclaturas. Como você enxerga essas mudanças no atual cenário político?

    André Luiz: Acredito que a sigla partido sofreu um desgaste muito grande. Poderia haver uma eleição independente, onde cada um se candidataria de acordo com a sua personalidade, sem precisar aderir a partidos. Vejo que meu mandato pertence ao povo, e não a um partido. No âmbito legal, pertence e o partido tem respaldo jurídico para cassar meu mandato. O modelo partidário está desgastado, mas a existência de tantos caciques impede a reforma política. Acredito que as pessoas deveriam concorrer independentemente de partido, criar critérios para isso. O elo entre parlamentar e povo deveria ser mais forte, no meu ponto de vista.

    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO
    Vereador André Luis concede entrevista ao EM TEMPO | Foto: Eder França

    EM TEMPO: Qual deve ser o perfil do próximo prefeito de Manaus, na sua opinião, e quais desafios ele deve enfrentar ao assumir o cargo?

    André Luiz: Ainda é precipitado falar em nomes para a prefeitura. Mas tenho orgulho da gestão do prefeito Arthur Virgílio (PSDB). A prefeitura hoje tem uma previdência que é modelo para o Brasil inteiro e nenhum outro gestor pode mexer nela. A prefeitura tem crédito no mundo inteiro para investir. 75% das prefeituras do Brasil estão quebradas. Tivemos uma crise que quem não fez o dever de casa, quebrou. Se não tivermos bons gestores, a prefeitura se acaba. Não adianta você construir para o próximo gestor destruir e essa é a minha preocupação. Temos tudo para dar certo e precisamos que a próxima gestão seja boa. Não precisa ser um grande orador, e sim um grande gestor. 

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