Fonte: OpenWeather

    Manifestação


    Vídeo: agentes de Segurança chamam Bolsonaro de traidor, em Brasília

    Eles são contra a inclusão integral dos órgãos de segurança na Reforma da Previdência

    Na foto, o vice-presidente do Sinpol-AM em ato de protesto contra o texto da reforma
    Na foto, o vice-presidente do Sinpol-AM em ato de protesto contra o texto da reforma | Foto: Divulgação

    Brasília - Lideranças dos sindicatos das polícias Civil e Federal de todo o Brasil estão em Brasília, no Distrito Federal (DF), desde a manhã desta terça-feira (2), em protesto por estarem insatisfeitos com a inclusão integral dos órgãos de Segurança Pública na Reforma da Previdência enviada à Câmara dos Deputados. 

    Na madrugada desta terça, os policiais organizaram um protesto na no salão verde da Câmara dos Deputados. Com gritos de “Bolsonaro traidor”, os agentes de segurança demonstravam a insatisfação com algumas ações de governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ). 

    Na tarde desta terça-feira (2), o relatório será discutido novamente na Câmara dos Deputados, em Brasília
    Na tarde desta terça-feira (2), o relatório será discutido novamente na Câmara dos Deputados, em Brasília | Foto: Divulgação

    De acordo com o vice-presidente do sindicato dos funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM), Odirlei Araújo, a PEC 069/19 retira de todos os agentes da segurança do Brasil a integralidade - o direito de tempo de contribuição para os policiais - e acaba com a pensão vitalícia das famílias em caso de morte em combate. 

    “Esse projeto é esdrúxulo [fora dos padrões]. Se um policial morrer em combate, a família perde o direito da pensão vitalícia - que era de 100% - e passa a receber apenas 50% do valor por um tempo determinado. Já quem está preste a se aposentar, terá que trabalhar o dobro. O projeto não tem regra de transição para quem está trabalhando hoje”, destacou Araújo. 

    Aproximadamente seis mil participam do protesto
    Aproximadamente seis mil participam do protesto | Foto: Divulgação

    Segundo Odirlei, quem trabalha atualmente vai ter que trabalhar no mínimo dez anos. “A bancada do Partido Social Liberal (PSL), conhecida como "bancada da bala", se reuniu com a gente. Eles se comprometeram em arrumar o texto da PEC 069/19 como queríamos. Depois, em uma segunda reunião, com o Rodrigo Maia [presidente da Câmara dos Deputados], ele não acatou as nossas alterações e o destaque permanece. Na tarde de hoje, serão apresentados o relatório e o destaque da PEC precisa ser discutido para ver se vai ser acatado ou não”, concluiu. 

    Estão presentes na manifestação, segundo Ordilei, aproximadamente seis mil policiais, entre civis e federais, além de guardas municipais, rodoviários federais e agente penitenciários. 

    Veja o vídeo enviado pelo vice-presidente do Sinpol-AM ao Portal Em Tempo.

    | Autor:
     

    Edição: Isac Sharlon

    Leia mais: 

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no WhatsApp. Clique aqui!:

    Professores fazem nova manifestação em frente à sede do governo do AM

    Movimentos sociais organizam manifestação pró-Bolsonaro, em Manaus

    Comentários