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    Política


    Ranking: melhores e piores políticos do Amazonas

    No ranking, o político amazonense melhor classificado é o deputado federal Capitão Alberto Neto(PRB-AM), com 106 pontos. E o pior é o deputado federal Silas Câmara(PRB-AM), com 141 pontos.

    Capitão Alberto Neto é o amazonense melhor classificado no Ranking com 106 pontos. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Manaus - O Ranking dos Políticos é uma plataforma integrada ao Senado e à Câmara dos Deputados, que compara políticos de todo o Brasil, classificando senadores e deputados federais do melhor para o pior, com pontuações baseadas em critérios como presença nas sessões, privilégios, processos judiciais, qualidade legislativa, formação e  filiação partidária. O político amazonense melhor classificado no ranking é o deputado federal Capitão Alberto Neto(PRB-AM), com 106 pontos. O pior classificado do Amazonas é o deputado federal Silas Câmara(PRB-AM), com 141 pontos. 

    Silas Câmara (PRB-AM) está em 585º na classificação geral. A maioria dos seus pontos foram perdidos na categoria “Processos Judiciais”. Silas perdeu 40 pontos por ter sido condenado em ação penal que investiga falsificação de documento público. Menos 10 pontos por ser alvo de ação penal que apura improbidade administrativa e menos 40 pontos por ter sido condenado em ação civil de improbidade administrativa com dano ao erário junto com a ex-deputada Antônia Lúcia, sua esposa. O parlamentar foi acusado de ceder seu aparelho celular habilitado para fins parlamentares a Antônia Lúcia, que o utilizou para fins privados, incluindo sua candidatura ao cargo de deputada federal no pleito de 2010.

    Além disso, Silas Câmara perdeu pontos na categoria “Privilégios”, onde gastou um total de R$ 188 mil, dos quais R$ 123, 7 mil foram investidos em divulgação da atividade parlamentar. 

    “Não questiono a intenção se boa ou não do site em relação ao tema, a questão é que os critérios utilizados são frágeis no que tange às questões práticas para nossos representados”, explica o deputado federal Silas Câmara. O deputado também destacou que sua presença na Câmara Federal não se dá somente em plenário, mas também como parte das comissões da Casa que pautam o que será votado. 

    Silas salientou que preside a  Comissão de Minas e Energia que mais deliberou esse ano, e afirma ainda que nesse primeiro semestre apresentou 35 proposições, relatou outras dez, participou de 130 reuniões de comissões, além de ter participado de dezenas de audiências com ministros defendendo os interesses do Estado, principalmente no que trata das questões de combustíveis e do setor elétrico. “Estou muito tranquilo quanto a isso, e o nosso trabalho está sendo feito, em favor do nosso povo”, concluiu.

    O segundo pior colocado é o deputado federal Átila Lins (Progressistas), com 43 pontos, em 541º na classificação geral. Átila perdeu pontos nas categorias “Qualidade Legislativa”, “Privilégios” e “Processos Judiciais”. Na categoria “Privilégios”, o deputado gastou R$ 177 mil de cota parlamentar/verba indenizatória, dos quais R$ 10 mil foram investidos em telefonia e R$ 87 mil em locação ou fretamento de aeronaves. 

    O deputado federal Bosco Saraiva (SD-AM) também perdeu a maioria dos seus pontos na categoria “Privilégios”, em que gastou R$ 205 mil de cota parlamentar indenizatória. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM), perdeu a grande maioria dos seus pontos na categoria “Processos Judiciais”, em que está relacionado a processos de investigação de compra de votos, superfaturamento de obras e emprego irregular de verbas ou rendas públicas.

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM) perdeu a maioria dos seus pontos na categoria “Presença nas Sessões”, apresentando seis faltas não justificadas. Em “Privilégios” o senador gastou R$ 213 mil, dos quais R$ 146,7 mil foram investidos em contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar.

    Os deputados federais Marcelo Ramos (PL-AM) e Sidney Leite (PSD-AM) apresentaram classificação mediana, como 31 e 68 pontos, respectivamente. Marcelo gastou R$ 187 mil em “Privilégios” e Sidney R$ 84 mil.

    Os três melhores classificados foram o deputado federal Capitão Alberto Neto (PRB-AM), em 28º, com 106 pontos, deputado federal Delegado Pablo (PSL-AM), em 84º, com 76 pontos e Plínio Valério (PSDB-AM) em 96º, com 71 pontos. 

    Parâmetros 

    Ainda que seja um grande aliado dos leigos na política, o Ranking não pode ser considerado isento, uma vez que seleciona as pautas que ganham ou perdem pontos. “Eles dão muita ênfase a um item que está relacionado aos votos dos parlamentares. Nas matérias que se vota contra o posicionamento do Ranking, ele diminui a pontuação. É um posicionamento político. Deveriam avaliar melhor a performance do trabalho legislativo”, aponta o deputado federal Zé Ricardo (PT-AM), classificado em 479º na colocação geral, com 17 pontos. 

    Zé Ricardo perdeu pontos na categoria “Qualidade Legislativa” por votar contra a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) no Ministério da Justiça, a favor da reciprocidade para capital estrangeiro nas companhias aéreas, contra a devolução do Fundo Partidário e a favor do obrigação de venda de sapato avulso, projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de comercialização de apenas uma unidade de calçado e de par de calçados constituído por unidades com numerações diferentes a pessoas com deficiência dos membros inferiores.

    Para o deputado Zé Ricardo(PT-AM), a atuação em cada Estado também deveria ser considerada no Ranking.
    Para o deputado Zé Ricardo(PT-AM), a atuação em cada Estado também deveria ser considerada no Ranking. | Foto: Divulgação

    "Acho que eles deveriam mudar a metodologia para poder incluir todos estes aspectos que tem muito mais a ver com o trabalho legislativo. Seria uma avaliação mais justa, mais adequada", propõe Zé Ricardo. O deputado ainda ressaltou que com os atuais parâmetros não é possível avaliar quem é pior ou melhor, uma vez que é o Ranking que determina quais são as pautas positivas e negativas. "É importante que também seja avaliado o trabalho que cada político faz no seu próprio Estado", ressaltou. 

    Quem está por trás do Ranking

    O Ranking dos Políticos é uma iniciativa de dois empresários, Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, da Multilaser, gigante nacional do ramo de tecnologia. Renato Feder é atualmente o secretário da Educação e Esporte do Paraná. Em 2016, Feder fez a maior doação recebida na campanha de Doria (PSDB) para prefeito de São Paulo, na quantia de R$ 120 mil. 

    No Ranking dos Políticos, a qualidade legislativa dos políticos é avaliada de acordo com a maneira que o parlamentar se posiciona nas principais votações do Congresso. A pontuação de cada lei pode variar entre -30 e +30 pontos, e é definida pelo Conselho de Avaliação de Leis do site. A classificação de leis boas e ruins também é feita por este conselho.

    Entre os seus membros estão Gustavo Franco, economista brasileiro e ex-presidente do Banco Central do Brasil, conhecido por ter integrado a equipe responsável pela criação e implementação do Plano Real; Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, nomeada em 2017 como uma das 40 mulheres mais poderosas do Brasil segundo a revista Forbes; Dalton Luis Gardiman, economista-chefe do Bradesco BBI; Fabricio Soler, consultor do Banco Mundial e sócio de Felsberg Advogados, entre outros. 

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