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    Operação Vertex


    PF mira em políticos e bloqueia R$ 92 milhões por corrupção no AM

    A Polícia Federal determinou que o senador Omar Aziz deverá cumprir medidas cautelares como não se comunicar com os investigados da operação e não sair do país

    Sede da Polícia Federal do Amazonas
    Sede da Polícia Federal do Amazonas | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - A Operação Vertex, nova fase da “Maus Caminhos”, deflagrada na sexta-feira (19), em Manaus, bloqueou R$ 92 milhões por corrupção e lavagem de dinheiro, além de expedir o mandado de prisão a nove pessoas. Estão presos de forma temporária Murad, Mansour e Amin Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD), além da esposa dele, a ex-primeira-dama Nejmi Aziz (PSD). De acordo com informações, a investigação pode chegar a novos nomes.   

    Coletiva de imprensa para explicar Operação Vertex, na Sede da Polícia Federal do Amazonas
    Coletiva de imprensa para explicar Operação Vertex, na Sede da Polícia Federal do Amazonas | Foto: Leonardo Mota

    Conforme o delegado regional de Combate Crime Organizado da Polícia Federal, Max Ribeiro, as investigações iniciaram quando Omar Aziz cumpria mandato como governador do Estado.  Ele esclarece que chegar a esta fase foi possível, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a investigação retornasse à 1ª instância, porque o foro por prerrogativa de função, concedido aos deputados federais e senadores se aplica a crimes cometidos no exercício do cargo. 

    O delegado também frisou que a Polícia Federal determinou que o senador Omar Aziz deverá cumprir medidas cautelares como não se comunicar com os investigados da operação e não sair do país. “Os investigados na operação vão ser interrogados, para que as evidências de ilicitude sejam comprovadas ou refutadas. ”, destacou o delegado. 

    O delegado federal Alexandre Texeira, responsável pelas investigações, destacou que por meio de documentações, notas fiscais e conversas interceptadas, a PF obteve a comprovação de práticas ilícitas do então governador Omar, relacionadas à contratos oriundos do Instituo Novos Caminhos (INC). “As investigações apontam indícios de que havia direcionamentos dos contratos de gestão da saúde ao instituto novos caminhos a fim de beneficiar o INC e, por meio disso desviar recursos públicos, o que configura crime de peculato. Verificou-se elementos de que o agente público investigado esteja envolvido na formação de contratos, possibilitando as vantagens indevidas 

    Como acontecia

    O delegado explicou, ainda, que dinheiro era entregue em espécie ao então governador, mediante pagamento superfaturado de aluguel de imóveis, além de compra e venda de terrenos com valores desproporcionais.

    O Procurador do Ministério Público Federal, Armando Castro afirmou que os familiares do senador Omar Aziz atuavam como pessoas interpostas no desvio de dinheiro público.  “Há indícios de que por meio do recebimento de vantagens ou atuando como pessoas interpostas para dissimular a origem desse dinheiro, expediente típico de lavagem de dinheiro A operação está no início e nada impede de que outros nomes estejam envolvidos”, adiantou.

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