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    Bolsonaro em Manaus


    Professores cobram investigação por invasão de PRF em reunião no AM

    Sindicato dos professores do Amazonas disse que o Comando do Exército Brasileiro negou qualquer participação na proibição do ato, que é organizado contra o presidente Jair Bolsonaro, que visita Manaus nesta quinta (25)

    Professores durante interrogatório realizado pela PRF
    Professores durante interrogatório realizado pela PRF | Foto: Reprodução

    Manaus - Um encontro de professores sindicalizados do Amazonas, que estaria organizando manifestações contra o atual presidente Jair Bolsonaro, que fará visita a Manaus nesta quinta (25), foi surpreendida com a visita de agendas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que, de acordo com os professores, passou a interrogar todos no local.

    De acordo com presentes, a reunião estava marcada para as 17h da última terça-feira (23), com o efetivo policial chegando ao local, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam), no bairro Centro, Zona Sul de Manaus.

    O professor de história Yann Ivannovick, que estava presente no local, afirmou que o ato estava programado e irá ser realizado durante a visita do presidente a Manaus. "Iremos garantir nosso ato, que tem como objetivo protestar contra as políticas adotadas na educação, que vem sendo realizada pelo governo, com desmanche atrás de desmanche, além de outras políticas, como as praticadas pelo meio ambiente, que somos contrários", disse ele.

    O Sinteam

    De acordo com a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), às providências serão tomadas. 

    Segundo a entidade, o Ministério Público Federal (MPF), magistrados e desembargadores, além da Ordem dos Advogados do Amazonas (OAB), já sinalizaram apoio para que as investigações e inquéritos tenham prosseguimento.

    Ainda de acordo com o Sinteam, o comandante do Comando Militar da Amazônia nega que a ordem de invadir a reunião tenha partido de dentro do Exército, como foi veiculado nas redes sociais.

    O ato

    Um dos coordenadores da mobilização, Yann Evanovick, presidente da Frente Brasil Popular, diz que o ato será pacífico e não impedirá o trajeto do presidente. O professor diz que irá questionar os ajustes de repasse para educação, questões ambientais e geração de emprego. Ele destacou, ainda, que a mobilização contará com eleitores de Bolsonaro, que hoje estão insatisfeitos com o atual governo.

    “Sabemos que palavra não é uma marca desse governo, porque eles retrocedem sempre no que falam, mas queremos que ele assuma compromisso com o estado do Amazonas”, disse o ativista político, acrescentando que "terão muitas faixas nas ruas, questionando os retrocessos causados pelo governo”.

    Para Yann, um dos atos recentes e preocupantes trata-se dos ataques ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que, segundo o presidente, não deveria dar publicidade a dados.

    Edição: Isac Sharlon

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