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    Intimidação


    MPF investigará suposta intimidação de manifestantes contra Bolsonaro

    O Ministério Público Federal vai investigar um caso de suposta intimidação de agentes federais a manifestantes que planejavam um protesto contra a visita do presidente Jair Bolsonaro à Manaus nesta quinta-feira

    Investigação foi determinada pelo procurados-chefe do MPF no Amazonas, Edmilson Barreiros
    Investigação foi determinada pelo procurados-chefe do MPF no Amazonas, Edmilson Barreiros | Foto: Divulgação

    Manaus - O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar um caso de suposta intimidação de agentes federais a manifestantes que planejavam um protesto contra a visita do presidente Jair Bolsonaro à Manaus nesta quinta-feira (24).

    A manifestação estava sendo organizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), no Centro, em uma reunião, na noite da última terça-feira (23), quando o local foi invadido por três homens vestidos com a farda da Polícia Rodoviária Federal (PRF), portando armamento pesado, semelhantes a fuzis.

    Interrogada pelos agentes, a presidente do Sinteam, Ana Cristina Pereira, disse que ficou surpresa com a presença dos agentes federais, que entraram na sede do sindicato sem serem autorizados pela recepção e sem mandado judicial.

    Notícia Fato 

    Segundo Cristina, o MPF abriu um procedimento denominado de “Notícia Fato” para apurar a suposta intimidação dos agentes da PRF. A medida foi adotada pelo procurador-chefe do MPF no Amazonas, Edmilson Barreiros.

    Os manifestantes planejavam protestar chamar a atenção de Bolsonaro para a importância da Zona Franca de Manaus ao Brasil, no desenvolvimento da Amazônia e na manutenção da floresta. Há dois meses, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em entrevista à GloboNews que não ia “ferrar” o restante das cidades brasileiras por causa de Manaus.

    Guedes se referia aos incentivos tributários concedidos exclusivamente às empresas do Polo Industrial de Manaus, como forma de mantê-las no estado, considerando a dificuldade logística da região unida à falta de novas matrizes econômicas.

    O MPF vai se manifestar sobre a investigação, após ouvir os membros do Sindicato do Trabalhadores em Educação e a Polícia Rodoviária Federal. Procurado o Exército, representado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), negou que tivesse enviado “representantes” para invadir a sede do Sinteam.

    Cadê os líderes?

    De acordo com a presidente do sindicato, os homens procuravam saber como a manifestação estava sendo organizada e quem eram os líderes do movimento.

    “A primeira informação que eles buscavam era saber quem eram os líderes do protesto e de que forma a manifestação seria realizada. Não respondemos, porque não acreditávamos que aquilo estava acontecendo. A nossa liberdade de expressão sendo cerceada”, afirmou a sindicalista.

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