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    Corte de Gastos


    Wilson Lima reúne secretariado e reforça corte de gastos

    O governador deu prazo de uma semana para que cada dirigente apresente um novo plano de redução de gastos que não comprometa os serviços públicos.

    Governador do Amazonas reúne secretariado e pede redução nas despesas
    Governador do Amazonas reúne secretariado e pede redução nas despesas | Foto: Divulgação

    Manaus - O governador do Amazonas, Wilson Lima, reuniu secretários e gestores dos órgãos da administração, nesta sexta-feira (26), para determinar que apertem, ainda mais, o controle dos gastos. Ele reafirmou que é preciso ir além das medidas já adotadas pelo Governo para enfrentar o desequilíbrio entre despesa e receita, herdado de gestões passadas, e deu prazo de uma semana para que cada dirigente apresente um novo plano de redução de gastos que não comprometa os serviços públicos.

    A meta é avançar na redução de despesas de custeio, o que incluirá a revisão de contratos com “gorduras” ainda passíveis de corte. “Não quero redução de serviços para a população, quero redução de custos”, frisou Wilson Lima, ao alertar que a situação é crítica.

    Na reunião, no auditório da sede do Governo, na zona oeste de Manaus, o titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Alex Del Giglio, apresentou a situação financeira do Estado nos primeiros seis meses de 2019.

    As despesas com a folha de pessoal saltou de  R$ 482 milhões em janeiro para R$ 502 milhões em junho de 2018.

    Reunião do governador do Amazonas com secretariado e gestores
    Reunião do governador do Amazonas com secretariado e gestores | Foto: Divulgação

    Esforço maior

    “O que fizemos até aqui não será suficiente”, afirmou o governador Wilson Lima, referindo-se a medidas como o Decreto da Qualidade do Gasto, que obrigou redução de despesas como passagens, diárias, combustíveis e eventos, entre outras; e a aprovação do pacote de medidas do Governo pela Assembleia Legislativa, que desvincula receitas para melhor aplicação e condiciona reajustes do funcionalismo à retomada do percentual de gastos com pessoal permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

    O percentual hoje está em 53% da receita corrente líquida do Estado. Quando a atual gestão assumiu já superava 49% e o permitido pela LRF é de 46,55%. 

    Além da redução de despesas, o Governo busca alternativas para ampliar a receita, como o aumento na fiscalização contra a sonegação de impostos, antecipação de royalties, auditoria na folha de pagamentos e um estudo para otimizar espaços ocupados pelos órgãos públicos, visando despesa menor com aluguel. 

    De janeiro a junho de 2019, a receita total realizada pelo Governo do Amazonas foi R$ 151 milhões menor que a do mesmo período de 2018, segundo o portal da Transparência. 

    “O que paga despesa com pessoal é a fonte 100, que é o que arrecadamos de ICMS. Ocorre que, do total que se arrecada de ICMS, temos que fazer os repasses aos municípios e aos demais poderes e, com isso, temos somente cerca de 50% dessa receita para pagar pessoal. Para cobrir o déficit, teríamos que ter um crescimento de 40% na arrecadação do ICMS este ano. E isso é impossível, nem que fossemos a China ou Dubai”, comparou. 


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