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    Chico Preto deixa PMN por fidelidade a Bolsonaro

    Vereador anunciou desfiliação do partido em que militava há sete anos alegando incompatibilidade ideológica

    Vereador Chico Preto na tribuna da Câmara Municipal de Manaus
    Vereador Chico Preto na tribuna da Câmara Municipal de Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus- Parlamentar eleito pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), o vereador Chico Preto anunciou nesta segunda-feira (29) a desfiliação da sigla na qual foi filiado durante sete anos. Em nota pública divulgada nas redes sociais, o parlamentar alegou incompatibilização ideológica como motivo para a sua saída.

    No texto, Chico Preto destacou a identificação com princípios voltados para a manutenção da família e a valorização da pátria, também defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem se considera alinhado política e ideologicamente.

    “Sei que Bolsonaro não tem acertado em tudo, mas tem gerido o nosso País com muita verdade, transparência e colocando Deus acima de tudo e a Pátria acima de todos. Sendo assim, não posso continuar à frente de um partido que não coaduna dessas mesmas ideias”, explicou.

    Carreira Política

    Na vida pública há mais de 20 anos, o vereador já foi filiado a siglas como o Partido do Movimento Brasil Democrático (MDB), Partido Progressista (PP) e Partido Social Democrático (PSD). A ida para o PMN se deu em 2012, por ser contrário às ações da gestão do governo de José Melo.

    No partido, disputou o cargo de governador do Amazonas em 2014 e foi eleito vereador em 2016, cargo onde permanece até o final do ano que vem. Crítico e opositor à gestão de Arthur Virgílio (PSDB) na prefeitura, ele foi um dos primeiros a demonstrar interesse em disputar a cadeira do Executivo Municipal nas eleições do ano que vem. O parlamentar, no entanto, não revelou em qual sigla deve se filiar.

    “Foram sete anos de muito aprendizado e amadurecimento à frente de um partido pequeno, mas com uma grandeza de atos e posicionamentos em âmbito nacional e local. No entanto, como na vida, tudo passa, e chegou a hora do meu desligamento. Creio que o tempo que Deus programou para eu estar no PMN cessou e agora novos caminhos se abrem para que novos desafios surjam e eu continue com a minha maior missão que é lutar para que o povo de Manaus e do Amazonas tenha acesso a serviços públicos de qualidade”, disse.

    No PMN, ele também ocupou o cargo de presidente estadual da sigla, do qual foi destituído em maio deste ano. A sigla, então, elegeu uma diretoria provisória no último final de semana, onde Marcelo Amil foi nomeado presidente estadual do partido por 120. Após o prazo, será realizada uma convenção estadual para escolher quem ficará à frente da sigla até 2025.

    Segundo Amil, Chico Preto não prestava contas de sua gestão à frente do diretório estadual desde fevereiro e, por isso, foi destituído do cargo. Ele acrescentou que o vereador não participou do fórum que decidiu o diretório provisório e que o partido está voltando às suas raízes ideológicas de centro-esquerda, com as quais o parlamentar não compactua.

    “O PMN está voltando aos rumos naturais de centro-esquerda. Nota-se que sua ideologia está plenamente alinhada à do presidente Bolsonaro. Respeitamos, mas o partido não pode ficar a reboque do pensamento de uma pessoa. Deve-se prezar seu estatuto e programa”, afirmou.

    *Com informações da assessoria

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