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    Operação Eminência Parda


    Maus caminhos: José Lopes sai da prisão preventiva nesta quarta (11)

    Decisão da desembargadora Mônica Sifuentes determina que o pecuarista seja monitorado por tornozeleira eletrônica e não entre em contato com outros investigados

    Pecuarista teria recebido R$ 20 milhões no Instituto Novos Caminhos (INC), sem comprovar prestação de serviços. | Foto: Divulgação

    Manaus - A desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), decidiu, nesta segunda-feira (09) por substituir a custódia cautelar (prisão preventiva) do pecuarista José Lopes por medidas cautelares que incluem comparecer periodicamente em juízo para informar atividades, não manter contato com outros investigados, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de ausentar-se de sua residência durante as investigações.

    Na decisão, a desembargadora aponta que Zé Lopes é uma pessoa idosa, tem 71 anos, é réu primário, tem residência declarada e não descumpriu as medidas cautelares que lhe foram impostas no processo anterior. 

    O pecuarista teve sua prisão decretada no último dia 30 de julho, na sexta fase da Operação Maus Caminhos, intitulada Operação Eminência Parda. Ele é  investigado por crimes de lavagem de dinheiro e peculato envolvendo organização criminosa que comandava esquema de desvios de recursos públicos da saúde do Amazonas.

    As investigações apontaram empresário recebeu diversos repasses no valor de mais de R$ 1 milhão cada, durante quase dois anos, desviados do Instituto Novos Caminhos (INC). O dinheiro era entregue em espécie ao pecuarista pelo médico Mouhamad Moustafa, administrador de fato do INC, na casa do empresário, localizada no mesmo condomínio em que residia Mouhamad. Os valores recebidos eram recolocados no sistema financeiro por meio das empresas do pecuarista, indicando a prática de lavagem de dinheiro.

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