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    Eleições 2020


    Marcelo Amil é pré-candidato à Prefeitura de Manaus: veja entrevista

    A corrida eleitoral municipal já começou e o presidente do Partido de Mobilização Nacional (PMN), diretório Amazonas, Marcelo Amil é o primeiro a lançar-se pré-candidato ao cargo de prefeito de Manaus. Veja entrevista:

    A corrida eleitoral municipal já começou e o presidente do Partido de Mobilização Nacional (PMN), diretório Amazonas, Marcelo Amil é o primeiro a lançar-se pré-candidato ao cargo de prefeito de Manaus.
    A corrida eleitoral municipal já começou e o presidente do Partido de Mobilização Nacional (PMN), diretório Amazonas, Marcelo Amil é o primeiro a lançar-se pré-candidato ao cargo de prefeito de Manaus. | Foto: divulgação

    Manaus - A corrida eleitoral municipal já começou e o presidente do Partido de Mobilização Nacional (PMN), diretório Amazonas, Marcelo Amil é o primeiro a lançar-se pré-candidato ao cargo de prefeito de Manaus. Ele que já foi secretário de liderança parlamentar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pré-candidato a senador da república, pré-candidato a governador do Amazonas e candidato a deputado federal, comenta que tem o objetivo de apresentar algo diferente do que temos visto recentemente na política.

    EM TEMPO- Por que se lançar como candidato faltando um ano para a eleição?

    Marcelo Amil - Na verdade, eu não estou me lançando a pré-candidato. Eu estou atendendo a um chamamento dos meus colegas de partido. O PMN está vivendo um novo momento e nesse momento nós entendemos que precisamos afirmar as nossas posições na sociedade. Uma das formas de fazer isso é deixando o recado de que nós não vamos caminhar com o que está aí, que a gente vai apresentar algo novo. Houve uma discussão, deliberou-se pelo meu nome como candidato a prefeito de Manaus e eu aceitei o desafio, agora vamos construir uma plataforma que possa fazer Manaus avançar e que possa unir todas as forças progressistas em Manaus.

    EM TEMPO - Já existe um nome para ser o seu vice?

    MA - Não, isso por que nós ainda vamos fazer conversas. O que existe é um indicativo de que nós vamos compor uma frente com partidos de visão progressista. Nós já iniciamos conversas com o PCdoB. Vamos conversar com o PT, PSB, PDT, Psol, PCB e com quem mais tiver interesse em conversar sobre um projeto que agregue forças progressistas. Então, essa discussão do vice fica para um segundo momento. 

    EM TEMPO- Mas já houve alguma conversa?

    MA - Já houve conversas com o PCdoB e já temos conversas agendadas para a semana que vem com o PDT também, e com alguns dirigentes do Psol. Estamos ouvindo e propondo um projeto que beneficie a população de Manaus, que é o nosso foco principal.

    EM TEMPO- Qual será o seu maior desafio para conquistar a vaga deixada por Arthur Neto?

    MA - Vamos primeiro posicionar que não vamos disputar a eleição contra o Arthur. Ele está reeleito e ele não será candidato de novo. Independente de divergências de posições políticas, que eu tenho muitas com Arthur, mas também há algumas convergências, eu não posso deixar de negar que ele tem uma carreira política brilhante. Ele já foi prefeito de Manaus em outra ocasião, foi ministro de Estado, chefe da secretaria de governo. Profissionalmente, ele também tem uma carreira interessante. Então, é bom que alguém com esses requisitos tenha ocupado o cargo de prefeito de Manaus porque isso valoriza a função. Quanto mais gente qualificada ocupando o cargo, melhor para a cidade. Eu tenho consciência que as minhas qualificações me permitem aspirar ao cargo de prefeito e eu vou aproveitar esse tempo para mostrar isso à sociedade.

    EM TEMPO- Seu plano de governo será fundamentado em quais prioridades?

    MA - Eu acredito que qualquer governante, seja em Manaus, no Amazonas ou no Brasil, é buscar ações que permitam gerar emprego. O manauara tem uma média de desemprego acima do restante do Brasil. Enquanto que no País a média de desemprego é de 14%, em Manaus é 17%, o que é um problema gravíssimo. Nós vamos concentrar em problemas específicos da cidade que estão a olhos vistos e nada é feito. Por exemplo, o transporte coletivo já era ruim e após a intervenção com o município, parece que esse problema ficou pior. Então, nós vamos nos dedicar a estudar isso com engenheiros de tráfego, engenheiros de trânsito, com urbanistas, com profissionais que sejam da área. No restante é casar todas as ações do município for prover com a seguinte pergunta: quantos empregos isso vai gerar? Respondida essa pergunta, aí nós vamos discutir todos os outros cenários já que uma coisa está ligada a outra. Se eu tenho um pai ou mãe de família empregados, eu vou ter uma família tendo acesso à saúde, ao lazer. Uma família com condições de mandar a criança para a escola.  Então, o eixo de gerar empregos será um mantra na administração que nós vamos propor para Manaus. 

    EM TEMPO- Qual análise o senhor faz da política local e nacional? 

    MA - No cenário local eu avalio com um certo desapontamento. Eu vejo hoje como candidatos à Prefeitura de Manaus as mesmas pessoas que eu via quando era criança e nem sonhava em estar na política. Isso mostra que Manaus e o Amazonas tiveram pouca renovação nas suas lideranças. Então isto é um sinal de desapontamento no cenário local. Já nacionalmente, eu vejo com muita preocupação porque nós temos visto ações pouco democráticas, camufladas em um discurso vazio de "vamos combater o socialismo" ou "vamos combater o comunismo". Criou-se um moinho de vento para criar um inimigo fantasma para se vender como salvador da pátria. Isso é grave e isso tem que ser combatido, e esse é um dos eixos da nossa campanha também. Formar bolsões de resistência contra forças reacionárias. O Brasil precisa de progresso, a gente tem que discutir como fez a Argentina nos anos 1980. Isso tem que mudar. A gente devia olhar para frente, mas infelizmente estamos lutando para evitar que se retroceda cada vez mais.

    EM TEMPO - O senhor acredita que acabou a lua de mel com os que se diziam da “nova política”?

    MA - A busca por uma nova política esteve em alta desde sempre. O que acontece é que muitas vezes têm alguns lobos em peles de cordeiros. Nós temos, por exemplo, alguns candidatos que se apresentam como novo, mas na verdade são a materialização de sonhos antigos de grupos políticos que dominam a cidade e o Estado. Esse discurso a gente vai continuar combatendo, oferecendo alternativas e mostrando para a sociedade que os erros e acertos. Construindo propostas 

    EM TEMPO- Como é a sua relação com a presidência nacional do PMN e a antiga diretoria estadual?

    MA - Com a direção nacional é excelente. Nós temos pautado a nossa administração no Estado respeitando o estatuto do PMN. Esse é o principal pilar, e o motivo de ter sido chamado para presidir o partido foi justamente a postura que adoto para a minha vida estar alinhada com o que diz esse estatuto e com os valores que nós pretendemos reafirmar. Então, essa relação está fantástica e melhorando a cada dia. Eu sou membro do comitê de ética nacional do partido e isso me dá uma ligação bem ampla. Quando aos antigos dirigentes do partido no Amazonas, a minha relação é republicana e administrativa. Eles foram afastados da direção do partido, tanto na estadual quanto na municipal, em maio, porque não havia prestação de contas do partido desde o ano de 2017. Esse foi o motivo do afastamento deles. O partido ficou acéfalo e, no momento do alinhamento das novas diretrizes do partido, eu fui chamado para esta tarefa. Eu espero dos antigos dirigentes é que eles tenham respeito pelo nosso partido e que apresentem as suas prestações de contas porque todo dia chega intimação do TRE. Nós vamos responder a todos, regularizar tudo, mas você sair e deixar contas em aberto é ruim para a estrutura partidária. Eu espero que as pessoas tenham o bom senso de resolver isso, mas se não tiverem nós vamos resolver

    EM TEMPO- Quem vai permanecer no partido? Qual o perfil?

    MA - Vai permanecer quem se adequar ao estatuto do partido. Quem estiver disposto a respeitar o que diz o nosso estatuto, que no seu artigo 2 diz que as ações do PMN são pensadas de maneira nacionalista, democrática e de acordo com o socialismo. Então o partido tem uma vertente alinhada com a esquerda, e não vai ser uma esquerda extrema. Nós queremos promover o diálogo com todos os setores da sociedade. Se as propostas forem produtivas, elas serão debatidas por nós mesmo que sejam de direita. Assim como propostas da esquerda que sejam muito radicais serão derrubadas e nem entrarão em debate. A gente vai fazer a afirmação clara que nós somos um partido de esquerda e quem puder conviver com isso vai ser muito bem-vindo. Quem não puder, a gente deseja sorte e um bom caminho na vida.

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