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    Recuperação


    ‘Quero voltar a ser o Henrique recordista de votos’, diz Oliveira

    Após dois anos de hiato, Henrique Oliveira comenta seus planos, perspectivas e o cenário político local

    Sem estar filiado a nenhuma legenda partidária, Henrique comentou sobre o futuro político e as eleições municipais deste ano. | Foto: Alberto Cesar Araujo

    Manaus – Dois anos após tentar sem sucesso se eleger como deputado federal e alcançar 13 mil votos, o ex-vice-governador Henrique Oliveira (sem partido) conversa com o EM TEMPO e revela os planos políticos. “Quero voltar a ser o Henrique recordista de votos”.

    Ele argumenta que, no momento,  esta decisão depende da vontade da população. E, embora desconsidere integrar o pleito municipal, adianta que está envolto de amigos e familiares, que são entusiastas e firmam debate sobre o cenário atual.

    Para o ex-parlamentar, que chegou a bater o recorde de votos para vereador -35 mil-, o maior desafio de retorno a carreira política, será reparar os danos causados à sua reputação, oriundos do processo de cassação de mandato, ocorrido em 2016, enquanto era exercia o a função de ex-vice-governador do Amazonas. Sobre o assunto, ele esclarece, que mesmo após de ter sido inocentado e ter os direitos políticos mantido, ainda carrega um estigma negativo.

    Henrique disse com exclusividade ao Amazonas Em Tempo, que sua atual preocupação está voltada a recuperar sua imagem e retomar a confiança da população. “Ainda me associar a este caso (da cassação) virou um mantra, mas a minha inocência já foi provada. Tudo que eu quero é cuidar da minha imagem e recuperar a confiança das pessoas. Quero voltar a ser o Henrique recordista de votos. Ser novamente um deputado federal, eleito com mais de 100 mil votos, sendo ainda considerado por especialistas, o 14º deputado mais efetivo da Câmara dos Deputados”, desabafou Oliveira.

    Comunicador, Henrique atualmente é apresentador de um programa de televisão e já exerceu mandatos como eletivos como deputado federal, entre os anos de 2011 a 2015, de vereador entre 2009 a 2011. Mais recentemente, disputou as eleições de 2018 para deputado federal, alcançando cerca de 13,4 mil votos, mas não conseguiu se eleger. “Quero continuar sendo amado pela população como eu era antes, e como eu acredito ainda ser amado. Só após essa recuperação, posso pensar se vale a pena voltar para a política. Mas não me desligo totalmente, tenho amigos e familiares que são entusiastas, estamos sempre comentando sobre o cenário do Estado”, comentou o apresentador.

    Sem estar filiado a nenhuma legenda partidária, Henrique comentou sobre o futuro político e as eleições municipais deste ano, afirmando estar apenas observando o cenário, além de analisar o contexto das movimentações partidárias. “Hoje não possuo nenhuma identificação com os partidos. O que vejo é apenas um misto de interesses às vésperas do pleito, precisamos de uma reforma política com urgência, para debater questões como a infidelidade partidária e os prazos mais elásticos de janela partidária, que estão cada vez mais a conveniência de cada um” comenta Henrique.

    Questionado sobre uma possível candidatura à prefeitura de Manaus e por qual sigla partidária viria, Henrique disse que não há espaço em grandes partidos e que esse não seria um momento ideal para ele. “O que existe é um loteamento das grandes siglas, então cada grande nome tem um partido para ‘chamar de seu’, você vai apenas de associar a ele. Sem falar das vantagens do fundo eleitoral e tempo de televisão. Para quem quer realmente e deseja participar de forma atuante, deve se associar a partidos menores para se credenciar realmente a uma chapa participativa”, explica Oliveira.

    “Não tenho mágoa em relação ao que aconteceu, foi uma decisão minha ter sido candidato. Enquanto deputado federal estava confortável, mas preferi aceitar o desafio de ser vice-governador, infelizmente não foi uma boa decisão. No momento, o Amazonas precisa de estabilidade no governo, trocamos de governador quatro vezes em cinco anos, isso não é bom”, sinaliza sobre o cenário atual do Estado.  

    “Qualquer um que deseja ascender politicamente, aceitaria ser vice de alguém, pois é o caminho que o ‘baixo clero’ político possui. Depois, tentar prestar um bom serviço público, sendo útil e depois assumir a dianteira. Assim como eu fiz, políticos como Hissa Abraão (PDT), Marcos Rotta (DEM), e mais atualmente Carlos Almeida (PTB) devem seguir. Fazer parte de uma chapa, não é simplesmente ser alguém decorativo, com exceção de Almeida, que parece estar sendo prestigiado pelo governado Wilson Lima (PSC), tanto nas Secretarias de Estado e poder de decisão, o verdadeiro papel do vice”, concluiu Henrique.  

     

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