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    Pessoa com deficiência


    Inclusão: Projeto prevê campanhas sociais apropriadas para deficientes

    No Amazonas, o Governo destaca que já vem trabalhando para que as campanhas sejam inclusivas

    Língua de sinais: trata-se de uma língua viva e, por isso, novos sinais sempre surgirão | Foto: Divulgação

    Manaus - O Projeto de Lei 3706/19, que determina que campanhas educativas e de conscientização, como o Outubro Rosa ou o Dia Mundial de Combate à Aids, sejam apropriadas para pessoas com deficiência está gerando interpretações sobre a inclusão desse público nas campanhas do Amazonas.

    O texto, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), já foi aprovado pelo Senado e altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência, prevendo a necessidade de inclusão do público PcD (Pessoa com Deficiência) em campanhas sociais, por meio de materiais ou recursos audiovisuais em formato acessível.

    A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) informou que vem trabalhando para que as campanhas sejam inclusivas, a começar por aquelas articuladas e realizadas pelo órgão. ‘’No dia a dia, o órgão já utiliza recursos nas redes sociais, com legenda alternativa para deficientes visuais, interpretação simultânea em libras em entrevistas direcionadas ao público PcD e demais meios em que são reforçados os direitos dessas pessoas’’, esclareceu em nota.

    Segundo a Sejusc, o Projeto de Lei em questão ainda está sendo analisado para que possa ser aplicado da melhor maneira no Estado.

    Inclusão

    Desde junho de 2015, a Lei Brasileira de Inclusão garante acesso ao ensino regular, ingresso ao mercado de trabalho e inclusão social e condena qualquer tipo de discriminação à pessoa com deficiência. A sociedade já percebe o poder que tem o cidadão com deficiência independente do seu grau de escolaridade ou da sua condição social.

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    Formada em psicologia, Ingrid Alves é deficiente visual e revela que, no Estado, as campanhas são geralmente satisfatórias para o público PcD. No entanto, de acordo com ela, é preciso pensar na inclusão dessas pessoas em suas singularidades. ‘’Por exemplo, o Outubro Rosa é uma ampla campanha, mas dependendo da instituição que a promove não se tem a preocupação de fazer com que vídeos, fotos e até mesmos textos - que vão para as redes sociais - sejam acessíveis para pessoas com deficiência’’, explicou.

    Ingrid também deixou claro que o importante é a inclusão na prática. ‘’O ato de incluir é maior do que o de promover ou de falar sobre isso. A partir do momento que se cria ou se adapta mecanismos para integração dessas pessoas é que conseguimos verdadeiramente alcança-las’’, esclareceu.

    *Estagiária sob supervisão do editor Isac Sharlon


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