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    Outros planos


    Coronel Menezes não será candidato à prefeitura de Manaus

    Em entrevista exclusiva à WEBTV Em Tempo, o homem de confiança de Bolsonaro afirma não querer fazer parte do cenário político em troca de favores

    Coronel Alfredo Menezes esclarece que | Foto: Divulgação

    Manaus – No momento em que mais de dez pré-candidatos à Prefeitura de Manaus, se colocam a disposição para disputar das eleições municipais deste ano, o superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, visto como um dos nomes de mais peso do pleito, confirma que não irá ser candidato.

    Considerado o "homem de confiança" do presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista exclusiva à WEBTV Em Tempo, que não deseja entrar no cenário político e fazer parte do "‘game’ de troca de favores".

    O nome de Menezes, vinha sendo ventilado nos bastidores políticos para uma possível candidatura, chegando a ter seu nome citado em pesquisas de intenções de voto, realizadas por institutos de pesquisa na cidade. “Não pretendo ser candidato à prefeitura, mas agradeço aqueles que lembraram do meu nome. Se um dia eu vir a ser parlamentar, não quero entrar nesse ‘game’ de trocas de favores. E, isso é o que o presidente vem tentando combater, por isso está criando um novo partido”, comentou.

    No bate papo comandado pela apresentadora Tatiana Sobreira, o coronel ainda deu explicações sobre as polêmicas, em torno das medidas empreendidas pelo presidente Bolsonaro (sem partido), sobre a redução do IPI dos concentrados de refrigerantes na região. Para ele, a medida tem sido abordada de maneira errônea, pois a redução gradativa do imposto, foi definida em 2018 durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). “No segundo semestre de 2018, enquanto Bolsonaro não estava na presidência, Temer reduziu via decreto, os incentivos de 20% para 4% de forma gradual. Essa redução estava programada para os anos de 2018, 2019 até chegar em 4% em 2020 ”,relembrou o  superintendente.

    “A correção dessas alíquotas e distorções herdadas pelos governos passados, têm sido a política de Bolsonaro e do ministro da economia Paulo Guedes. Para 2020, a redução para 4% já estava programa por este decreto. Dessa forma, a Suframa, órgãos industriais e as empresas envoltas na questão dos concentrados, elaboraram um estudo, que subsidiou a intervenção do presidente, segurando em 10% a redução desse imposto. Em nenhum momento a população foi esclarecida sobre isso, devido ao componente político que estava envolto dessa medida”, explicou Menezes.

    Com isso, após a composição densa desse estudo, realizado em conjunto com os participes industriais, ficou decidido que a alíquota deve ser fixada em 8%. Foram levantadas questões de empregabilidade, viabilidade, produção, renda, lucro e desenvolvimento. Dessa forma,  Bolsonaro deve decidir se sanciona ou não a nova alíquota.

    Sobre as polêmicas envolvendo o nome dele, Alfredo afirma que desde que assumiu a superintendência, tem sido alvo de grupos políticos que são contrários à sua permanência no cargo. Ele ainda comentou que o diálogo com o governo do Amazonas e a prefeitura de Manaus sempre foi aberto, assim como as bancadas federais do Estado. “Desde quando assumi a cadeira na Suframa, por meio dela, sempre buscamos manter diálogo com as governanças estaduais e municipais, isso também inclui os deputados e senadores do Amazonas. Nós não estamos fugindo da bancada, nós queremos ser convidados para debater assuntos que nos dizem respeito”

    “Nós temos uma nova governança participativa e aberta, projetando o nome do Polo Industrial de Manaus (PIM) para o Brasil, há doze anos um presidente e ministros, não participavam de uma reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Por meio dessas reuniões, fizemos aprovações de projetos importantíssimos, como o Processo Produtivo Básico (PPB), que estava atrasando a 12 anos a competitividade, desenvolvimento e o progresso do PIM e ninguém fazia absolutamente nada”, ponderou.

    Menezes faz um balanço do seu primeiro ano sob a administração da Suframa. “Destravamos o PPB, revitalizamos o Distrito, e concedemos uma nova regulamentação fundiária à região. Ainda fizemos uma feira de desenvolvimento sustentável sem usar dinheiro público, apenas com dinheiro de investidores e o apoio da Suframa. Agora as empresas podem resolver seus problemas diretamente na Suframa, sem precisar recorrer à favores políticos” ressaltou.

    Menezes afirma que faz visitas regulares nas empresas do PIM, para verificar os locais e atender as demandas industriais. “Duas ou três vezes na semana, visito empresas do Distrito e durante essas visitas, os gestores e empresários afirmam que nunca haviam conhecido antes um superintendente. Isso mostra nossa diferenciação, nosso jeito leve e responsável de governar. Eu sou um nome técnico, possuo qualificações que justificam a minha escolha para ocupar o cargo”, completa Alfredo.

    Futuro da ZFM

    Menezes comenta a atuação da bancada amazonense e afirma que o trabalho em favor da pasta não é efetivo. Além disso, o superintendente conta os planos do Presidente para desenvolver a Amazônia. “Estamos recebendo incentivos há 52 anos, mas as nossas lideranças não desenvolveram qualquer alternativa ao projeto ZFM, ficamos dependendo de um ‘bolsa família’ até hoje. Não se pensou em bioeconomia, turismo ecológico, ou projetos de políticas públicas de desenvolvimento e continuidade para economia da região. Qual é a finalidade desse incentivo? Ficar com o pires na mão até 2073 ou desenvolvermos a nossa região de acordo com a nossa vocação? ”, questiona.

    Bolsonaro pela Amazônia

    O diálogo entre ele o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) também foi tema da conversa, pois o general será responsável pelo Conselho da Amazônia, órgão federal criado por Bolsonaro para desenvolver e proteger a região. “Vai ser um comitê que vai tratar assuntos regionais, além de criar uma força semelhante à força nacional com intuito de proteger a região. Além dele, será criada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com sede em Manaus. Essa pasta deverá desenvolver a bioeconomia, além inclusão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) ao organograma da Suframa, onde empresas estrangeiras vão ser incentivadas a entrar no PIM, gerando mais empregos e renda para população, completou.

    “Quem afirma que Bolsonaro é inimigo desta região afirma isso sem propriedade. Pois além dessas ações futuras, o governo federal investiu cerca de 1,6 bilhão por meio do Ministério de Desenvolvimento Regional, que devem ser aplicados pelo governo do Estado”, finalizou o superintendente.

     

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