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    Sob nova direção


    Marcelo Amil deixa o PMN Amazonas após sigla fechar com Amazonino

    Por meio de uma carta pública, o empresário detalha a saída do partido

    Marcelo ainda declarou sofrer pressões e influências dentro do partido. "Desde o mês de janeiro, eu venho recebendo pressões para receber no partido um grupo ligado ao ex-governador Amazonino Mendes. Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo".
    Marcelo ainda declarou sofrer pressões e influências dentro do partido. "Desde o mês de janeiro, eu venho recebendo pressões para receber no partido um grupo ligado ao ex-governador Amazonino Mendes. Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo". | Foto: Amanda Monteiro


    Manaus - Na tarde desta segunda-feira, (1º), o empresário Marcelo Amil informou à imprensa a desativação do diretório estadual do Partido da Mobilização Nacional (PMN), que estava sob coordenação dele desde julho do ano passado. Amil afirma em carta pública, que foi surpreendido com a nomeação de uma nova direção. A gestão do ex-presidente do partido tinha previsão de encerramento em maio deste ano. 

    Em nota, Amil afirma que lamenta a situação e aponta o ex-governador Amazonino Mendes, como o articulador da "puxada de tapete". Quem assume a legenda a partir de hoje é o fiel escudeiro do cacique político, o empresário Orsine Júnior. Ele já foi presidente da Amazonastur durante a gestão de Amazonino no Governo do Amazonas.

    "Lamento que o presidente Massarollo, que me pediu pra ir à SP onde me convidou a presidir o partido, não tenha tido a hombridade de me telefonar para dizer que eu não seria mais presidente. Minha gestão iria em tese até maio de 2020. Em julho de 2019, eu fui chamado à convenção nacional do partido em São Paulo, onde eu sequer era convencional, e recebi do presidente Carlos Massarollo o convite para ser presidente do partido. Aceitei o desafio. Encontrei um partido com prestações de contas vencidas, com contas bancárias encerradas, com diretórios irregulares, sem sede e sem nenhuma relevância na política local. Dediquei meus dias a mudar isso. Construímos diretórios, apresentamos uma alternativa à cidade de Manaus. Apesar dos assédios, conseguimos arregimentar mais de cinquenta pré-candidatos a vereador(a)", ponderou.

    "Demos vida ao partido nomeando uma coordenação do PMN Diversidade, fomos pioneiros na luta pelo respeito orientando nossos diretórios a reservar vagas para candidatos LGBTQ+. Inserimos o PMN nas comunidades através da criação de zonais. Iniciamos a realização de cursos de formação política para nossos militantes nas comunidades. Criamos um webprograma exclusivo para divulgar o partido. Já tínhamos datas para nomear a coordenação de mulheres e o PMN jovem. Colocamos o PMN no centro do debate político sobre a sucessão à Prefeitura de Manaus. Transformamos o PMN num partido de verdade", comentou Amil.

    Marcelo ainda declarou sofrer pressões por influências dentro do partido. "Desde o mês de janeiro, eu venho recebendo pressões para receber no partido um grupo ligado ao ex-governador Amazonino Mendes. Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo. Ouvi deles que seria passado um trator por cima de mim. Eu disse que esperaria o trator porque quis acreditar que o estatuto do partido seria respeitado, que um partido estatutariamente socialista não se renderia a qualquer coisa que não fosse sua ideologia. Infelizmente, eu estava enganado", desabafou.

    "Na manhã de ontem (1º), eu fui surpreendido com a desativação do diretório que eu presidia, e hoje visualizei no site do TRE a nomeação de uma nova direção. Lamento que o presidente Massarollo, que me pediu pra ir à SP onde me convidou a presidir o partido, não tenha tido a hombridade de me telefonar para dizer que eu não seria mais presidente. Minha gestão iria em tese até maio de 2020. Infelizmente, o trator do atraso passou por cima das flores do futuro. Sigo meu caminho defendendo tudo em que sempre acreditei. Me alegra saber que a esmagadora maioria dos companheiros que fiz no PMN se dispôs a continuar na caminhada, pois quem mudou não fomos nós, foi o PMN. Agradeço a todos os apoiadores e, principalmente, aos jornalistas que sempre abriram o espaço para o debate saudável de temas relevantes  para a nossa sociedade", concluiu Amil.

    *Com informações da assessoria

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