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    ELEIÇÕES 2020


    Convenções partidárias virtuais vão decidir candidatos no Amazonas

    Líderes de partidos e pré-candidatos do Amazonas elogiaram decisão inédita do TSE, em meio à pandemia da Covid-19

    Pré-candidatos afirmam que já participam de muitas reuniões com tecnologia remota | Foto: Reprodução

    Manaus - Pré-candidatos e líderes partidários amazonenses elogiaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que aprovou nesta quinta-feira (4), a permissão para que os partidos políticos possam realizar as suas convenções partidárias por meio de mecanismos virtuais e, assim, possam definir os seus candidatos a prefeitos e vereadores para a Eleição de Municipal deste ano. A Corte eleitoral só não definiu ainda se a data do pleito será mantida para 4 de outubro.

    A medida tomada pelo TSE é em razão da curva crescente da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que segue pelo país. No pedido feito em maio, pelo Congresso Nacional, a Corte Eleitoral deve analisar também e anunciar o período de convenções, de 20 de junho a 5 de agosto. Foram consideradas questões sanitárias e de isolamento social, para determinar uma variedade de ferramentas de comunicação que deem autonomia às legendas partidárias, para a realização dos encontros.

    David Almeida diz que tem usado de reuniões virtuais para reuniões partidárias do Avante
    David Almeida diz que tem usado de reuniões virtuais para reuniões partidárias do Avante | Foto: Dhyeizo Lemos

    O ex-governador do Estado David Almeida (Avante), pré-candidato à Prefeitura de Manaus, avaliou que o momento é de mudanças, e que o mundo digital vai atuar como protagonista nas reuniões. “A Covid-19 mudou as formas das relações humanas e de tempo. Agora, temos que nos adaptar. Nesse campo, vejo que é perfeitamente possível a realização das convenções on-line. Hoje, quase tudo se faz usando as ferramentas da tecnologia. Eu mesmo tenho reunido diariamente e intensificado os contatos com candidatos, partidos e lideranças, tudo por aplicativo, nada presencial”, afirmou.

    O também prefeiturável, deputado federal José Ricardo (PT) endossou que as reuniões partidárias podem ser realizadas de forma digital, sem qualquer tipo de ônus aos partidos, preservando as devidas formalidades ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). “É perfeitamente possível realizar a convenção e demais reuniões para alianças partidárias. O mais importante é que se preserve a ata, documento oficial do que foi determinado na reunião, para que seja registrado no TRE. Sendo posteriormente feito o registro dos candidatos”, defendeu.

    José Ricardo diz que o mais importante é preservar a ata da reunião virtual
    José Ricardo diz que o mais importante é preservar a ata da reunião virtual | Foto: Reprodução

    O deputado federal Alberto Neto (Republicanos) também se mostra favorável à convenção on-line. “Ainda estamos vivendo uma pandemia, sendo assim não pode haver aglomeração. O TSE como sempre tem a vanguarda em utilizar a tecnologia a favor da democracia. Basta observar como o nosso voto eletrônico serve de exemplo para o mundo todo. A Corte tem utilizado a tecnologia de maneira segura, para fortalecer o processo democrático, e nesse momento para proteger a população, os candidatos e os partidos”, ressaltou.

    Novos tempos

    Para o secretário geral do MDB no Amazonas, Miguel Biango, a forma da convenção para a escolha dos candidatos não vai interferir no resultado final. “Elas (convenções) acontecerão normalmente com a votação virtual. Hoje podemos assistir as sessões virtuais online, em tempo real, nos parlamentos em todos os níveis, inclusive no interior, tudo transcorrendo normalmente. Estamos evoluindo e acredito que isto irá facilitar ainda mais o processo”, disse.

    O secretário geral do Avante, Wagno Oliveira relembra como as convenções anteriores eram executadas e disse que a mudança não será prejudicial. “As convenções eram uma apresentação do partido, com a relação de seus candidatos aos seus correligionários. Geralmente era o momento de os grupos políticos mostrarem as suas forças partidárias. Nesse atual modelo proposto pelo TSE, não teremos todo esse momento de mobilização dos correligionários fisicamente. Mas, ainda assim, os preceitos democráticos serão atendidos, dentro de uma nova modalidade”, avaliou. 

    O cientista político Jack Serafim destacou que a decisão do TSE, não elimina as possibilidades de uma reunião presencial e nem fere judicialmente os direitos políticos das siglas. Para ele, a determinação amplia as possibilidades do que seria possível durante a convenção, e ainda permite que a reunião ocorra de forma presencial.

    “Isso garante que a reunião seja feita de forma online, caso ocorra a impossibilidade da presencial, especialmente em grandes agremiações. No interior, onde a internet possa ser prejudicada, as reuniões devem ser feitas com grupos menores e os devidos cuidados, exigidos pelas autoridades sanitárias. No entanto, na maioria dos casos, alguns municípios já possuem uma certa estrutura de internet que permite os encontros online”, observou.

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