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    Eleições 2020


    Mulheres mantém a maioria do eleitorado no Amazonas nas eleições

    Somente em Manaus, o volume de eleitoras é 10,9% maior que o do eleitorado masculino, segundo dados do TRE-AM

    Em todo o Amazonas, o número do eleitorado feminino é 4,9% maior que o masculino | Foto: Arquivo Em Tempo/Márcio Melo

    Manaus – Apesar de o número de eleitores homens no Amazonas ter crescido 2,8% neste ano (1.219.524 - dados do mês de junho) em relação ao pleito de 2018 (1.185.963), as mulheres ainda seguem como maioria do eleitorado amazonenses, com um volume 4,9% maior frente ao eleitorado masculino. Hoje, as mulheres somam 1.283.646 eleitoras no Estado, número 3,5% maior se comparado a eleição de 2018 (1.241.974). Somente em Manaus, o eleitorado feminino (704.197) é 10,9% em relação aos homens (627.410).

    No geral, o eleitorado amazonense deste ano cresceu 3% em relação a eleição de 2018 (tendo o mês de outubro como base). Enquanto em junho deste, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) tem o total de 2.503.211 de eleitores registrados, entre homens, mulheres e sexo não informado, nas eleições gerais de 2018 a corte eleitoral amazonense tinha registrado o total de 2.428.009.

    O número de eleitores do Amazonas cresceu 3% em relação ao eleitorado registrado para as eleições de 2018
    O número de eleitores do Amazonas cresceu 3% em relação ao eleitorado registrado para as eleições de 2018 | Foto: Arquivo Em Tempo/Ione Moreno

    Apesar do grande volume de eleitores das últimas eleições gerais, os votos validos de 2018 foram de 1.768.768, uma quantidade 27,1% menor em relação aos registrados. Com representação predominante no eleitorado, as mulheres entre 25 e 34 anos correspondem ao volume de 311.358 eleitoras (51,5), já na mesma faixa etária o número de homens é de 293.020 (48,4).

    O eleitorado feminino também com maior um grau de superior. Dados do TRE-AM mostram que 141.455 60,016%) das mulheres tem ensino superior completo, enquanto os homens com superior completo somam 94.240 (39,984%). Com ensino médio completo o volume de eleitoras é 410.536 (52,4%), enquanto os homens somam 371.981 (47,5%). Entre os analfabetos, os homens são maioria com 70.253 (50,1%), enquanto nesse item as mulheres somam 69.905 (49,8%)

    Evolução

    Segundo o advogado e cientista político Helso do Carmo, o número de abstenções das eleições de 2018 mostra que os eleitores amazonenses desgostaram da política brasileira devido aos fenômenos políticos que acontecem desde o início da democracia do país.

    “O Brasil sempre sofreu com polêmicas políticas, golpes, impeachment e muito corrupção. Esses fatores fizeram com que os eleitores desgostem de ir às urnas e acabaram votando por obrigação. Para não votar sem conhecer os candidatos o eleitorado amazonense prefere não jogar seu voto fora por completo, resultando nas abstenções, votos nulos e brancos”, afirmou.

    Apesar do desgaste imposto pela política amazonense, Helson avalia que a característica do eleitorado tem mudado conforme o desenvolvimento da sociedade e a expansão do acesso à educação que fez com que a população passasse a cobrar mais de seus representantes e exigir mudanças possíveis nos candidatos.

    “A parcela das pessoas que estudam seus candidatos é grande e muito se dá pelos jovens que estão a cada dia se interessando pela política. Esses volumes de eleitores acreditam que vivemos em um pais democrático e é necessário exercer esse direito de forma consciente e com responsabilidade, diferente dos eleitores de alguns anos atrás que acredita que votar para presidente resolvia todos os problemas da população ”, analisou Helso. 

    Para o cientista político a diferença entre o eleitorado deste ano está diretamente ligada ao abortamento político feito pela imprensa de todo o país. “Até as a última eleição a repercussão política não estava presente em todo o horário livre das televisões e nem nas timelines das redes sociais como atualmente. Mesmo sem querer, as pessoas sabem quem são os candidatos que apoiam o presidente, governador e prefeito e isso é positivo para o entendimento e cenário político”, afirmou Do Carmo.

    Outro fator de evolução que tem surpreendido os especialistas do direito é o registro de jovens entre 16 e 17 anos, que teve um aumento de 26% e 23% respectivamente de homens e mulheres. Até junho de 2020, o volume de jovens correspondia a 22.644 homens e 23.310 mulheres

    “Em um mundo globalizado onde o acesso a informação é cada dia maior, os jovens têm exercido seu direito de voto antes do previsto. Anteriormente, os jovens só votavam quando obrigatório por ser maiores de 18, atualmente os jovens se envolvem mais na política devido a cobrança do mercado e até mesmo do ciclo social”, analisou o cientista.

    O especialista acrescentou ainda que o reflexo pode moldar uma nova geração de eleitores no futuro.

    A maioria dos eleitores acreditam que escolaridade importa na hora da votação
    A maioria dos eleitores acreditam que escolaridade importa na hora da votação | Foto: Reprodução - Alexandre Sanches


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