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    ELEIÇÃO 2020


    Rejeição eleitoral, um fantasma na campanha de Amazonino em Manaus

    Amazonino tem aparecido entre os primeiros no indicador de rejeição, diferente do seu maior adversário, David Almeida

    Na última pesquisa realizada pela EAS, Amazonino registrou 17,4% de rejeição | Foto: Arquivo Em Tempo/Ione Moreno

    Manaus - A três meses das eleições municipais, ainda sem definições dos nomes dos candidatos à Prefeitura de Manaus e seus respectivos vices, o ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) segue incomodado com os indicadores de rejeição das pesquisas eleitorais, nas quais ele aparece entre os primeiros.

    Em segundo lugar, David Almeida vai para o segundo turno com uma das menores rejeições
    Em segundo lugar, David Almeida vai para o segundo turno com uma das menores rejeições | Foto: Divulgação

    Apesar de liderar a última pesquisa da EAS Consultoria Estatística, com 29,1% (na média de quatro cenários), incomoda o comando da campanha de Amazonino os seus 17,4% de rejeição do eleitorado de Manaus. Perde apenas para Alfredo Nascimento (22,2%) e Vanessa Grazziotin (18,8%). O indicador negativo acompanha Amazonino como sombra desde que as pesquisas passaram a incluí-lo como pré-candidato a prefeito de Manaus, em 2019.

    Com 80 anos de idade - completa 81 um dia depois do primeiro turno deste ano -, mexe também com Amazonino, e o seu grupo, o fato de seu principal adversário político nessa corrida ser o ex-deputado e ex-governador David Almeida (Avante). Ele, que liderou as pesquisas em 2019, quando Amazonino ainda não estava pré-candidato, se mantém em segundo lugar nas pesquisas de 2020, sempre com baixo índice de rejeição, com 2,1%, na última pesquisa do instituto Pontual.

    Analistas políticos observam que essa polarização entre Amazonino e David, apresentadas nas pesquisas, deve colocar os dois no segundo turno das eleições deste ano, que acontecerá no dia 15 de novembro (1º turno) e 29 de novembro (2º turno).

    Até lá, com alta rejeição, Amazonino terá que conviver ainda com o alto número de eleitores indecisos e que ainda não sabem em quem vão votar, que de acordo com a pesquisa espontânea da EAS chega a 45,7% do eleitorado manauara.

    Distância menor

    Primeiro e segundo colocados nas pesquisas para a eleição municipal de Manaus, Amazonino e David Almeida já disputam a preferência do eleitorado da cidade, desde as eleições de 2018, quando disputaram o governo do Amazonas. Naquele ano, a diferença entre eles foi de apenas 8,4% dos votos, no primeiro turno. Enquanto Amazonino obteve 232.032 mil votos na capital, David alcançou 212.334 mil votos, uma diferença de menos de 20 mil votos.

    Na disputa do segundo turno, com o hoje governador Wilson Lima (PSC), Amazonino, apesar de ter conseguido crescer 33,9% dos votos em relação ao primeiro turno e chegar a 351.041 mil votos, no segundo, ele perdeu a eleição, em Manaus, com uma diferença de 50,05%, para Wilson Lima, que registrou na capital o total de 702.863 mil votos válidos.

    No resultado geral dos votos, em todos os municípios do Amazonas, no primeiro turno, Amazonino obteve 579.016 mil votos (227.975 no interior). Ele foi seguido de perto por David Almeida, que registrou o total de 417.203 mil votos (204.869 no interior). Com esse volume de votos, David conseguiu a marca de terceiro melhor colocado das últimas eleições para Governo do Amazonas.

    Após ano e meio do governador Wilson Lima, as pesquisas por amostragem de hoje, que tem ouvido em mais pouco mais de 1 mil entrevistas para testar os nomes dos pré-candidatos à Prefeitura de Manaus, tem colocado os seus maiores adversários da eleição de 2018, Amazonino e David, na disputa pela preferência do eleitor manauara.

    A última pesquisa realizada pela EAS Consultoria e Estatística, registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sob o número 04700/2020, no dia 4 de agosto deste ano, apontou Amazonino com 29,1% das intenções de voto (média de quatro cenários), contra 14,8% de David Almeida (do mesmo modo a média de cenários), uma diferença de 14,3%, bem diferente da distância que se viu nas urnas, em 2018.

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