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    Vacina contra Covid-19


    Bolsonaro diz não entender para que correr atrás de vacina

    Para o presidente, a obrigatoriedade da vacina no país não é uma questão de Justiça, mas de Saúde

     

    Ainda na Alvorada, Bolsonaro declarou que, de acordo com as informações que chegaram até ele, a vacina mais rápida até hoje levou quatro anos
    Ainda na Alvorada, Bolsonaro declarou que, de acordo com as informações que chegaram até ele, a vacina mais rápida até hoje levou quatro anos | Foto: Divulgação

    Brasil - Apesar do  Brasil ser o segundo país com mais óbitos registrados pela Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue criticando a obrigatoriedade da vacina no país.

    Nesta segunda-feira (26), Bolsonaro declarou aos apoiadores no Palácio da Alvorada que "não entende o porquê de haver uma corrida intensa pela vacina". 

    “Temos uma jornada pela frente onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é questão de saúde acima de tudo, não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina”, disse o presidente. 

    Na semana passada, ao menos três ações foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a competência para impor vacinação contra a covid-19 e para que o governo federal seja obrigado a comprar as vacinas e medicamentos que forem aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Diversos partidos políticos recorreram à Justiça após Bolsonaro afirmar que a vacinação não será obrigatória no Brasil e que o país não vai adquirir a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

    Ainda na Alvorada, Bolsonaro declarou que, de acordo com as informações que chegaram até ele, a vacina mais rápida até hoje levou quatro anos entre o desenvolvimento das pesquisas e o processo de aprovação.

    Diante disso, o chefe de Estado não entende a pressa por um imunizante contra o vírus. 

    ‘Nós queremos é buscar uma solução para o caso. Todo mundo diz que a vacina que menos demorou até hoje foram quatro anos. Eu não sei por que correr em cima dessa’, disse Bolsonaro.

    Contrapartida

    Por outro lado, o Ministério da Saúde assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que prevê 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

    Bolsonaro citou ainda a notícia anunciada pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca de que a vacina que estão desenvolvendo contra a Covid-19 induziu, durante os testes, uma resposta imune tanto em jovens quanto em idosos.

    Para Bolsonaro, a notícia é promissora, mas é preciso aguardar a publicação dos resultados em revista científica.

    “O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, não querer atropelar, não querer comprar dessa ou daquela sem nenhuma comprovação ainda”, disse.

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