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    Desgaste


    Derrota de Amazonino revela declínio em sua trajetória política

    Com uma campanha ausente e sem ressaltar propostas, Mendes foi o principal autor do desgaste de sua imagem como político

    Amazonino começou a ter um desgaste maior nas eleições em 2018, quando recebeu apenas 41,50% dos votos válidos
    Amazonino começou a ter um desgaste maior nas eleições em 2018, quando recebeu apenas 41,50% dos votos válidos | Foto: Divulgação/Ione Moreno

    Manaus –  Derrotado pelo prefeito eleito David Almeida (Avante) na disputa pela Prefeitura de Manaus, Amazonino Mendes (Podemos) vem apresentando um declínio em sua trajetória política. Na campanha eleitoral de 2004, como prefeiturável, e em 2018, como candidato a governador do Amazonas, Mendes coleciona derrotas em disputas no segundo turno do pleito. 

    Ao iniciar sua vida política em 1983, como prefeito de Manaus, Amazonino somou vitórias, porém, passou a colecionar derrotas nos últimos 26 anos. Nesse período, ele disputou sete eleições no Amazonas, com cinco disputas para governador e duas como prefeito na capital do Estado.

    Amazonino começou a ter um desgaste maior nas eleições em 2018, quando recebeu apenas 41,50% dos votos válidos, contra 58,50% do atual governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). De lá para cá, o postulante vem sido acompanhado de derrotas e uma alta rejeição do eleitorado. 

    Na  campanha de 2004, quando, na época como candidato pelo PFL, Amazonino recebeu 48,32% dos votos válidos, no segundo turno, contra 51,68% dos votos de Serafim Côrrea (PSB). Em 2006, Eduardo Braga (PMDB) foi reeleito como governador com 50,63% enquanto Amazonino conquistou somente 40% dos votos, com a decisão final logo no primeiro turno.

    Ausência e ataques

    Com uma campanha atípica, em meio à pandemia, Amazonino se manteve ausente dos debates realizados durante o primeiro turno do pleito. Comparecendo em apenas dois embates no segundo turno, um promovido pela TV Norte Amazonas e o outro pela TV Amazonas.

    Durante sua campanha, o candidato do Podemos usou os programas eleitorais para disparar ataques contra David, e deixou de lado os projetos voltados a população amazonense o que sustentou a imagem de um "candidatos sem propostas"

    Segundo o cientista político, Helso do Carmo, a perda do candidato aconteceu por pequenos fatores que, se adicionados, explicam um desgaste em sua imagem como político e sua postura durante a corrida eleitoral

    “Entendo que teve uma série de fatores que levaram a derrota de Amazonino. Não existe nenhum político vivo, e nem morto, que tenha ou teve um currículo político como ele. Mas, desde o começo da pré-campanha, a rejeição do Amazonino era imensa. Acredito que ele foi até longe demais”, opinou.

    Durante a campanha, Amazonino foi considerado ausente e usava a pandemia do novo coronavírus para justificar sua ausência.

    O cientista político também adiciona esses fatores como razão para sua derrota. “Nos debates, ele não foi em nenhum no primeiro turno. Ainda fez a campanha em casa, falando com todos por videoconferência, e, quando tentou ir no comício no Mutirão, foi visível o cansaço dele. Acredito que todos esses fatores somados, deu esse resultado”, pontou Helso.

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