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    Mudanças


    Após demissões, Bolsonaro faz trocas em seis ministérios do Governo

    Ao todo, três ministros deixam seus cargos na administração federal, Ernesto Araújo, Fernando Azevedo e Silva e José Levi

      

    A gestão de Bolsonaro continua sendo comandada por nomes que possuem histórico milita
    A gestão de Bolsonaro continua sendo comandada por nomes que possuem histórico milita | Foto: Divulgação

    Brasília - A cascata de demissões de três ministros gerou uma reforma ministerial no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com seis trocas no primeiro escalão do Executivo Federal. A informação foi anunciada em comunicado oficial da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal.

    Na última segunda-feira (29), três ministros deixam seus cargos na administração de Bolsonaro, Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva ex-ministro da Defesa e José Levi ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU).

    No entanto, a gestão de Bolsonaro continua sendo comandada por nomes que possuem histórico militar. Com a reformulação, o atual ministro da Secretaria de Governo (Segov), Luiz Eduardo Ramos, passará para a Casa Civil, enquanto que o general Walter Souza Braga Netto, atual chefe da Casa Civil, assumirá o ministério da Defesa.  

    Além disso, André Mendonça, atualmente no Ministério da Justiça, voltará para a AGU, pasta que já chefiou no início do governo, e a deputada Flávia Arruda assumirá a Segov, na tentativa de melhorar a articulação política.  

    O cargo de Ernesto Araújo, por sua vez, será ocupado pelo embaixador Carlos Alberto Franco França, diplomata que estava na assessoria especial da Presidência.  

    O chanceler brasileiro estava sendo duramente criticado por sua atuação durante a pandemia e, no último fim de semana, deputados e senadores pediram sua saída da liderança das Relações Exteriores.  

    José Levi, por sua vez, foi demitido depois de não assinar uma ação do Palácio do Planalto contra o toque de recolher determinado por governadores na luta contra a Covid-19. Ao todo, o governo tem atualmente 22 ministérios.  

    Alterações Frequentes

    Em pouco mais de dois anos de mandato, o presidente Jair Bolsonaro já mexeu em metade dos ministérios e órgãos com status de ministério anunciados na posse, em janeiro de 2019. Das 22 pastas do governo federal que tiveram chefes empossados por Bolsonaro no início do governo, 12 sofreram alterações. O cálculo já inclui as saídas dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), que decidiu pedir demissão na manhã desta segunda-feira após sucessivos atritos com o Congresso, e de Fernando Azevedo e Silva (Defesa), que também comunicou hoje que sai do governo.

    Ao mesmo tempo em que reforça a militarização de seu governo ao entregar cargos como a presidência da Petrobras a um general, Bolsonaro decidiu nas últimas semanas arejar seu núcleo duro e levar nomes do centrão para o Palácio do Planalto, local onde trabalham seus principais conselheiros. 

    Há um mês, Bolsonaro deu posse a Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como ministro da Secretaria-Geral, em mais um passo no sentido de colocar políticos para perto de si. Onyx agora despacha no quarto andar da sede do governo, a um lance de escadas do chefe. 

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