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    Medicamento


    MPAM recomenda suspensão de nebulização com cloroquina em Itacoatiara

    Segundo o órgão, a recomendação foi realizada porque não há fundamentação científica e autorização prévia para a utilização do medicamento

     

    Segundo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o tratamento com cloroquina nebulizada desrespeita normas de ética clínica no Brasil
    Segundo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o tratamento com cloroquina nebulizada desrespeita normas de ética clínica no Brasil | Foto: Divulgação

    O Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Defensoria Pública do Estado recomendaram à Prefeitura de Itacoatiara a suspensão imediata de tratamento experimental para Covid-19 com hidroxicloroquina hidrolisada.

    Segundo os órgãos, a recomendação foi realizada porque não há fundamentação científica e autorização prévia para a utilização do medicamento que é conduzido por profissional sem experiência em pesquisa clínica e sem o devido consentimento esclarecido do paciente.

    “Juntamente com a Defensoria, fizemos levantamento de publicações de alguns artigos de infectologistas, pneumologistas, apontando para os riscos, maiores que os benefícios, como foi o caso de Itacoatiara, em que uma paciente idosa, com o sistema respiratório já combalido. O maior fundamento é uma orientação do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, que não recomenda esse tratamento experimental”, disse o Promotor de Justiça.  
    A ação se deu após a Defensoria Pública encaminhar ofício ao Hospital Regional José Mendes (HRJM), questionando se a unidade hospitalar realizou tratamento com cloroquina hidroxicloroquina nebulizada nos pacientes acometidos pela Covid-19, recebendo resposta positiva.

    Segundo o HRJM, o procedimento não estava submetido ao sistema de análise ética vinculado ao Conselho Nacional de Saúde e nem foi apresentado Termo de Consentimento livre e esclarecido aos pacientes ou familiares.

    Segundo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o tratamento com cloroquina nebulizada desrespeita normas de ética clínica no Brasil por não haver registro de pesquisas nesse sentido no seu banco de dados.

    Sendo assim, o procedimento experimental no hospital do município ocorreu sem a aprovação de um Comitê de Ética em Pesquisa ou mesmo da Conep. Assinam a recomendação o Promotor de Justiça Rômulo de Souza Barbosa e pelos Defensores Públicos, Gabriel Ferreira Gonçalves e Murilo Menezes do Monte.

    *Com informações da assessoria

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