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    Vencendo o vício


    Dia Nacional do Combate ao Fumo é marcado por superação de ex-fumantes

    A busca pela saúde e passar mais tempo com a família tem motivado os ex-fumantes

    Reis parou de fumar para cuidar da saúde e está mais feliz | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Deixar de fumar parece ser fácil para quem nunca colocou um cigarro na boca, mas para quem se tornou dependente da nicotina, substância que é usada para fabricação dos cigarros, não é tão fácil como se imagina. A luta diária de quem deixou de fumar é descrita como uma guerra interna para vencer o vício e o perigo iminente de uma recaída.

    O Dia Nacional do Combate ao Fumo, comemorado nesta quarta-feira (29), é uma data importante para muitos ex-fumantes, que com ajuda da família e de profissionais capacitados, conseguiram vencer o vício.

    Para o aposentado Reis Alcinalio, de 66 anos, parar de fumar foi necessário, principalmente, por conta da saúde. Reis parou de consumir cigarros de forma repentina, e fica feliz com o resultado. Há quatro meses sem colocar um cigarro na boca, ele se orgulha em dizer que está sentindo-se melhor, com mais disposição, depois de mais de 20 anos fumando.

    Depois de mais de 20 anos fumando, Reis se sente mais alegre e melhor após ter parado de fumar
    Depois de mais de 20 anos fumando, Reis se sente mais alegre e melhor após ter parado de fumar | Foto: Marcely Gomes


    "Eu parei por questão de saúde, mas sem acompanhamento médico, foi muito repentino. Eu não tinha mais cigarro em casa, saí para comprar uma carteira. Peguei o carro, fui até uma loja de conveniência, comprei e voltei para casa. Parei na área de lazer do condomínio e quando fui fumar, aquilo me revoltou. Na hora, eu joguei o cigarro e decidi que daquele momento em diante não iria mais consumir cigarros", explicou Reis.

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    Ainda conforme o ex-fumante, a carteira de cigarro comprada naquele dia ainda é guardada por ele em casa. Alcinalio diz que ela se tornou um objeto simbólico, que mostra à ele que é possível resistir, mesmo tendo perto o objeto do ex-vício.

    "Engordei pelo menos uns 6 quilos, isso decorrente da parada repentina do fumo. O que eu gastava com cigarro, agora vou buscar um médico e pagar pelo tratamento", disse com um sorriso no rosto e alegre por contar a experiência. 

    Dados do fumo

    Fumantes - Infográfico Fumantes - Infográfico Fumantes - Infográfico Fumantes - Infográfico

    A aposentada Neyde Rocha Assis, de 78 anos, falou que foi preciso passar por uma experiência difícil, de quase morte, para parar de fumar. Ela relatou que ela precisou ficar muito doente para entender que precisava dar mais valor à vida. A família não aguentava mais tanta fumaça pela casa.

    "Depois que passei mais de três meses internada, percebi que devia mudar radicalmente minha vida. Isso não só por conta das recomendações médicas, mas porque queria ficar mais tempo ao lado da minha família. Parar de fumar foi uma decisão difícil, mas a melhor que eu pude tomar em toda minha vida" contou Neyde.

    Ela ainda explicou que, atualmente, vive uma nova vida depois de oito meses sem colocar um cigarro na boca.

    "Agora tenho mais ânimo e, literalmente, fôlego para brincar com meus netos e passar mais tempo com a minha família e sem agredir a saúde deles".

    Dados de Manaus

    Segundo a pesquisa de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas do ano de 2017, do Ministério da Saúde, somente no ano passado, cerca de 7,5% da população manauara era de fumantes. Desse total, 11 são homens e quatro são mulheres. 

    Entre os adultos, de 35  a 44 anos, estão os que mais fumam. As mulheres que mais fumam estão na faixa etária de 55 a 64 anos, e correspondem a 10,7% dos adultos fumantes.

    1,2% declararam para a pesquisa de fumam mais de 20 cigarros por dia. Dentre esses, 1,4% são mulheres e 0,9% são homens. Cerca de 7,1% se declararam fumantes passivos. 9,1% são homens e 4,8% são mulheres.

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