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    Saúde


    Especialista faz alerta sobre obesidade infantil

    Esta quinta-feira, 3 de junho, é marcado pelo dia de Conscientização contra a Obesidade Infantil. Saúde pública pediátrica considera este um dos maiores problemas da saúde dos pequenos

    | Foto: Divulgação

    A obesidade infantil é considerada um dos maiores problemas de saúde pública pediátrica, afetando cerca de 224 milhões de crianças em idade escolar no mundo. Esta é uma condição complexa, vista pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma epidemia mundial, e sua prevalência crescente vem sendo atribuída a fatores políticos, econômicos, sociais e culturais.

    O Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, celebrado em 3 de junho, é uma forma de dar visibilidade ao tema e informar a população sobre os cuidados necessários para combater a doença. Segundo o Ministério da Saúde (MS), um agravante é que ao invés das crianças estarem consumindo alimentos saudáveis, como frutas e verduras ou minimamente processados, estão sendo expostas muito cedo aos alimentos ultraprocessados, que prejudicam a saúde. A má alimentação e a diminuição de atividades físicas podem fazer com que crianças e adolescentes obesos apresentem dificuldades respiratórias, aumento do risco de fraturas, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e efeitos psicológicos, como baixa autoestima, isolamento social, transtornos alimentares, entre outras doenças com riscos graves à saúde.

    A endocrinologista pediatra do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Afrânio Soares, Liana Peres Marinho, alerta para o combate ao distúrbio. “É um problema de saúde pública grave, pois a obesidade está relacionada a diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, respiratórias, ortopédicas, e muitas outras. Além disso, há relação com transtornos psicológicos, como depressão, isolamento social e baixa autoestima”, conta a médica especialista, ressaltando que algumas dessas doenças estimulam o desenvolvimento da forma grave da Covid-19.

    De acordo com Liana Marinho, má alimentação, somada à mudança de hábitos da geração atual e genética, propiciam o desenvolvimento dessa condição.


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    “As formas de prevenir e combater a obesidade infantil são principalmente educativas, partindo de uma mudança no padrão alimentar de toda a família, buscando uma alimentação saudável e equilibrada, bem como o estímulo à prática de atividades físicas diariamente, sob a forma de brincadeiras e exercícios” "

    Liana Marinh, Endocrinologista pediátrica

     


    Exercícios 

    Um dos pontos importantes, segundo a especialista, é o combate ao sedentarismo por meio da prática de esportes, exercícios e brincadeiras que estimulem as crianças. Assim como resgatar atividades físicas, principalmente ao ar livre, na intenção de raptar o tempo que a maioria das crianças atualmente passa em frente às telas.

    É essencial que a criança entenda essas atividades como um momento de lazer e descontração com amigos e família. O ideal é que ela mesma escolha a atividade de sua preferência, e que seus responsáveis respeitem seus interesses e estimulem sua prática, incentivando e motivando a criança a continuar.

    Alimentação 

    Mesmo que seja algo prático, a escolha de alimentos processados para a dieta dos pequenos não é a mais correta, conforme a médica especialista. Ela esclarece que os processados são aqueles alimentos com a adição de sal, açúcar ou outros ingredientes para tornar o alimento mais durável, gostoso e atraente; os ultraprocessados, por sua vez, são formulações industriais que possuem pouco ou nenhum alimento inteiro, como o caso das salsichas, biscoitos, sorvetes, misturas para bolo, refrigerante e muitos outros.

    Optar por refeições preparadas em casa e feitas com alimentos naturais ou minimamente processados é o ideal. Se possível, aumentar a variedade dos alimentos também é uma ação importante, e ajuda a evitar que a criança enjoe da dieta.


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    É fundamental que a família toda estabeleça uma rotina saudável. Se não houver uma mudança de comportamento de todas as pessoas envolvidas com a criança o tratamento se torna extremamente difícil "

    Liana Marinho, Endocrinologista pediátrico

     


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