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    Coronavírus


    Vacinados que se infectam transmitem menos Covid-19, diz estudo

    Os britânicos publicaram uma pesquisa, realizada em mais de 330 mil casas, que comprova que as vacinas reduzem em mais de 40% a probabilidade de propagação da Covid-19

     

    A porcentagem sobe para 49% se a vacina for a da AstraZeneca e Oxford
    A porcentagem sobe para 49% se a vacina for a da AstraZeneca e Oxford | Foto: Divulgação

    Manaus - As pesquisas na Escócia e em Israel já haviam criado a expectativa: os vacinados, além de não terem a doença, raramente transmitem o novo coronavírus. Uma nova pesquisa referendou as esperanças de todos. Os britânicos acabaram de publicar uma pesquisa, realizada em mais de 330 mil residências, com quase 1,5 milhão de pessoas, que compra a eficácia da vacina.

    O trabalho mostra que os poucos que se infectaram depois de terem sido vacinados reduziram pela metade a probabilidade de propagar a Covid-19 em sua casa. A investigação é a maior demonstração de que a vacina é o melhor corta-fogo contra a propagação do coronavírus.

    Aproveitando que o Reino Unido está muito adiantado com a vacinação (34 milhões já com a primeira dose, ou 53% de seus quase 67 milhões de habitantes), pesquisadores da Agência de Saúde Pública do Reino Unido (PHE, na sigla em inglês) cruzaram a informação de três bases de dados. Por um lado, as dos positivos confirmados por um exame PCR entre janeiro e março.

    Pelo outro, a de vacinados com os fármacos da Pfizer-BioNTech ou AstraZeneca-Oxford. E, por último, agruparam todos os que viviam sob o mesmo teto usando seu número de filiação à saúde pública e o UPRN, um registro que identifica cada lar existente no Reino Unido.

     

    Tudo indica que as vacinas protegem quem a recebe
    Tudo indica que as vacinas protegem quem a recebe | Foto: Divulgação

    Os cientistas partiram do princípio de que o local de maior contaminação ocorre nas residências pois as pessoas não usam máscaras e estão muito próximas umas das outras. E comprovaram a tese. Verificaram que um terço da família se infecta, caso a residência tenha uma pessoa com Covid-19.

    Contudo, daqueles 365.447 lares com um “caso índice” - o primeiro caso produzido em cada casa entre janeiro e março - 24.217 deram positivo poucos dias depois de serem vacinados. A cifra baixa para apenas 4.107 infectados, ou 1,12% do total, quando se conta a partir de 21 dias depois da vacina, o tempo estimado para desenvolver a imunidade.

    É preciso levar em conta que o Reino Unido só está administrando uma dose, o que poderia reduzir a proteção. Por outro lado, nenhum dos casos necessitou de hospitalização. Assim, tudo indica que as vacinas protegem quem a recebe.

    Eficácia

    O próximo passo dos pesquisadores foi ver se também protegiam seu círculo familiar. Para isso, compararam os lares com um primeiro caso vacinado, mas infectado, com aqueles onde havia um contagiado, mas ninguém havia se vacinado. Nas casas sem vacinados, houve 10,1% de conviventes que se contagiaram nos 14 dias seguintes ao caso índice (96.898 de um total de 960.765 contatos). Mas, nas moradias onde o caso índice já tinha sido imunizado, os segundos casos se reduziram para 6,06% (567 novos positivos de 9.363 contatos).

      Ou seja, as vacinas reduzem em mais de 40% a probabilidade de que a Covid-19 se propague dentro de casa. A porcentagem sobe para 49% se a vacina for a da AstraZeneca e Oxford.  

    A eficácia das vacinas está mais do que demonstrada, mas o que interessava era comprovar se, além de proteger o vacinado, também protegia quem o cerca.

    *Com informações do El País

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